Contra o Aborto
Vídeo contra o Aborto
Sobre gravidez na adolescência - documentário
Vídeo sobre Gravidez na Adolescência
Depoimento - filmes
"Meninas" - filme brasileiro
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"Juno"
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Gabriel O Pensador falando sobre o assunto
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quarta-feira, 18 de junho de 2008
Depoimentos de Aborto
Brenda Pratt Shafer , enfermeira. Setembro de 1993.
"A batida do coração do bebê era claramente visível na tela do ultra-som. O médico tirou o corpo inteiro do bebê, menos sua pequena cabeça. O corpo do bebê estava se mexendo. Seus pequenos dedos fechavam-se e abriam-se .O médico pegou uma tesoura e a enfiou na parte de trás da cabeça do bebê se abriram como se ele quisesse evitar aquilo. Depois disso ele inseriu o tubo de sucção no buraco e sugou o cérebro do bebê."
Dr. David Brewer, Aborteiro. Aqui está um pouco da experiência do Dr. Brewer do tempo em que ele fazia abortos.
"Cada vez que eu me voltava enquanto nós reparamos a incisão no útero, eu ouvia aquela pessoazinha chutando e se mexendo na bacia. Eu me lembro de ir até lá e de ter olhado o bebê, depois que terminamos a cirurgia , e ele ainda estava vivo. Era possível ver o peito se mexer com as batidas do coração e com as tentativas do bebê para pegar um pouco de ar.
Anônima.
" Me deram imediatamente um comprimido de valiam para me acalmar, e provavelmente para que eu também desistisse.
Na sala de espera havia pelo ao menos vinte outras mulheres; uma estava grávida de oito meses e disse que esperou todo esse tempo para conseguir economizar o dinheiro.
" Não me deram nenhuma anestesia, e eu fui amarrada a cama , então eu passei pela experiência mais dramática e dolorosa que eu já tive. Eu berrava e incontrolavelmente e as enfermeiras gritavam comigo para " calar a boca" . Eu senti piscinas de sangue jorrando pelos meus quadris abaixo, e a sucção era forte que parecia que todos os meus órgãos estavam sendo puxados para fora.
" Nós temos que garantir que todas as partes estão aqui". " Partes? Eu pensei que fosse " tecido" !? Empurrei uma enfermeira da minha frente e vi meu precioso menininho em pedaços. Havia partes de corpo simplesmente jogadas em uma vasilha. " Rapidamente eu caí na minha cama e chorei, sentindo-me triste e vazia e falando o tempo inteiro: " Eu me sinto tão mal..." Depois daquele dia , o aborto nunca mais foi mencionado e eu o apaguei inteiramente da minha cabeça , até que eu comecei a ter Síndrome Pós-Aborto. Que Deus tenha piedade das suas almas preciosas".
Depoimento de uma menina que decidiu ter o filho aos 16 anos.
Fiquei muito chocada. Fiquei grávida com 16 anos, hoje minha pequena tem 13 meses e foi a melhor coisa que me aconteceu, mesmo com tantas dificuldades que tive. O pai dela as berros e puntapões enfiou-me goela à baixo remédio abortivo. pedi tanto à Deus que nada acontecesse com meu bebê e fui atendida. Nunca vi ninguém se arrepender de ter um filho, mas já vi o contrário. Todos, hoje em dia temos a opção de usar muitos métodos anticoncepcionais, mas depois que acontece um a gravidez a escolha já não está mais em nossas maõs, então devemos amar muito essa criança. Essa semana fiz uma boa ação, e ajudei uma conhecida minha de 19 anos a não cometer essa crueldade e esse absurdo com uma coisinha tão indefesa, que não tem escolha nenhuma, apenas está alí dentro dela... Eu consegui ajudá-la. Sei que a mãe não se arrependerá.
Parabéns pela extrema clareza, espero que muitas mulheres vejam essas cenas e pensem muito bem. Nesta hora a decisão está apenas em nossas mãos, mulheres e mães.
AIDS E GRAVIDEZ
Sinônimos:
Vírus da Imunodeficiência na gravidez, Vírus daAIDS.
Todas as gestantes devem realizar testes paraidentificação da infecção pelo vírus HIV. É um exame de rotina na avaliaçãopré-natal. Este exame é particularmente importante pois existem tratamentosque comprovadamente reduzem a chance de transmissão perinatal (durante agravidez, parto, amamentação).
Sem tratamento adequado, estima-se que 15 a 30%das crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV (mães que sãoportadoras do vírus) adquirem o vírus durante a gestação, parto ou através daamamentação.
Como se faz o diagnóstico?
Mediante exame de sangue (soro ou plasma) sãoidentificados anticorpos contra o vírus HIV - Anti-HIV. Testes positivos sãoreconfirmados.
A identificação de gestantes positivas para oHIV é fundamental para o acompanhamento pré-natal (durante a gestação) eneonatal (logo após o nascimento).
Como se trata?
Gestantes portadoras do vírus HIV sãoacompanhadas durante o pré-natal pelo obstetra e infectologista. O tratamentomedicamentoso com a medicação AZT diminui o risco de transmissão para o feto.
Recém-nascidos de gestantes positivas para o HIVsão tratados após o nascimento.
A mãe deve ser orientada a não amamentar orecém-nascido e a lactação deve ser inibida. Substitutos do leite maternodevem ser instituídos.
"A batida do coração do bebê era claramente visível na tela do ultra-som. O médico tirou o corpo inteiro do bebê, menos sua pequena cabeça. O corpo do bebê estava se mexendo. Seus pequenos dedos fechavam-se e abriam-se .O médico pegou uma tesoura e a enfiou na parte de trás da cabeça do bebê se abriram como se ele quisesse evitar aquilo. Depois disso ele inseriu o tubo de sucção no buraco e sugou o cérebro do bebê."
Dr. David Brewer, Aborteiro. Aqui está um pouco da experiência do Dr. Brewer do tempo em que ele fazia abortos.
"Cada vez que eu me voltava enquanto nós reparamos a incisão no útero, eu ouvia aquela pessoazinha chutando e se mexendo na bacia. Eu me lembro de ir até lá e de ter olhado o bebê, depois que terminamos a cirurgia , e ele ainda estava vivo. Era possível ver o peito se mexer com as batidas do coração e com as tentativas do bebê para pegar um pouco de ar.
Anônima.
" Me deram imediatamente um comprimido de valiam para me acalmar, e provavelmente para que eu também desistisse.
Na sala de espera havia pelo ao menos vinte outras mulheres; uma estava grávida de oito meses e disse que esperou todo esse tempo para conseguir economizar o dinheiro.
" Não me deram nenhuma anestesia, e eu fui amarrada a cama , então eu passei pela experiência mais dramática e dolorosa que eu já tive. Eu berrava e incontrolavelmente e as enfermeiras gritavam comigo para " calar a boca" . Eu senti piscinas de sangue jorrando pelos meus quadris abaixo, e a sucção era forte que parecia que todos os meus órgãos estavam sendo puxados para fora.
" Nós temos que garantir que todas as partes estão aqui". " Partes? Eu pensei que fosse " tecido" !? Empurrei uma enfermeira da minha frente e vi meu precioso menininho em pedaços. Havia partes de corpo simplesmente jogadas em uma vasilha. " Rapidamente eu caí na minha cama e chorei, sentindo-me triste e vazia e falando o tempo inteiro: " Eu me sinto tão mal..." Depois daquele dia , o aborto nunca mais foi mencionado e eu o apaguei inteiramente da minha cabeça , até que eu comecei a ter Síndrome Pós-Aborto. Que Deus tenha piedade das suas almas preciosas".
Depoimento de uma menina que decidiu ter o filho aos 16 anos.
Fiquei muito chocada. Fiquei grávida com 16 anos, hoje minha pequena tem 13 meses e foi a melhor coisa que me aconteceu, mesmo com tantas dificuldades que tive. O pai dela as berros e puntapões enfiou-me goela à baixo remédio abortivo. pedi tanto à Deus que nada acontecesse com meu bebê e fui atendida. Nunca vi ninguém se arrepender de ter um filho, mas já vi o contrário. Todos, hoje em dia temos a opção de usar muitos métodos anticoncepcionais, mas depois que acontece um a gravidez a escolha já não está mais em nossas maõs, então devemos amar muito essa criança. Essa semana fiz uma boa ação, e ajudei uma conhecida minha de 19 anos a não cometer essa crueldade e esse absurdo com uma coisinha tão indefesa, que não tem escolha nenhuma, apenas está alí dentro dela... Eu consegui ajudá-la. Sei que a mãe não se arrependerá.
Parabéns pela extrema clareza, espero que muitas mulheres vejam essas cenas e pensem muito bem. Nesta hora a decisão está apenas em nossas mãos, mulheres e mães.
AIDS E GRAVIDEZ
Sinônimos:
Vírus da Imunodeficiência na gravidez, Vírus daAIDS.
Todas as gestantes devem realizar testes paraidentificação da infecção pelo vírus HIV. É um exame de rotina na avaliaçãopré-natal. Este exame é particularmente importante pois existem tratamentosque comprovadamente reduzem a chance de transmissão perinatal (durante agravidez, parto, amamentação).
Sem tratamento adequado, estima-se que 15 a 30%das crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV (mães que sãoportadoras do vírus) adquirem o vírus durante a gestação, parto ou através daamamentação.
Como se faz o diagnóstico?
Mediante exame de sangue (soro ou plasma) sãoidentificados anticorpos contra o vírus HIV - Anti-HIV. Testes positivos sãoreconfirmados.
A identificação de gestantes positivas para oHIV é fundamental para o acompanhamento pré-natal (durante a gestação) eneonatal (logo após o nascimento).
Como se trata?
Gestantes portadoras do vírus HIV sãoacompanhadas durante o pré-natal pelo obstetra e infectologista. O tratamentomedicamentoso com a medicação AZT diminui o risco de transmissão para o feto.
Recém-nascidos de gestantes positivas para o HIVsão tratados após o nascimento.
A mãe deve ser orientada a não amamentar orecém-nascido e a lactação deve ser inibida. Substitutos do leite maternodevem ser instituídos.
A Pílula do Dia Seguinte
Aspecto técnico-científico da pílula do dia seguinte em linguagem popular
A pílula do dia seguinte, cujo formato é o Levonorgestrel, divulgada à nível internacional como contracepção de Emergência , é vendida principalmente em países onde a Legalização do Aborto existe e este ocorre independente do motivo , até o 3º mês de gestação. Conforme sua bula e orientação posológica ela deve ser tomada até as 72 horas após a relação sexual, para que atinja a sua eficácia e o objetivo que é evitar ou interromper a gravidez indesejada. Contudo é necessário entender que uma gravidez ou gestação ocorre com a fusão do óvulo e espermatozóide, no terço médio superior das trompas, em geral não mais que 2 horas após a relação sexual.
Como a vida humana, com seus 46 cromossomos, surge naquele instante, a ação da pílula do dia seguinte tem claramente a ação abortiva, significando não ser esta a ação de um “remédio “ que teria a função de tratar ou prevenir uma doença, esta droga impede que ocorra a nidação da criança em sua fase embrionária. (nidação, é uma palavra originária do latim que significa fazer ninho). A vida surgiu e foi interrompida. Não podemos dizer que o que foi interrompido foi simplesmente uma gravidez ou gestação, fazendo jogo de palavras. Um ser humano foi sim, morto através da ação química de uma droga que age na parede interna do útero, endométrio, impedindo que este ser humano em média com 7 dias continue a evolução natural durante o seu desenvolvimento até a morte por velhice.
Dizer que no primeiro momento após a fecundação, o que existe é um amontoado de células é estar na contra mão da ciência, que certifica ser uma Vida Humana desde seu primeiro estágio da célula ovo. O EARLY PREGNANCY FACTOR que traduzido do Inglês significa: Fator Precoce da Gravidez é encontrado nos primeiros dias de vida, antes da nidação. Ele comprova que a ação da pílula não é “fazer descer a menstruação” mas que o resultado final é a destruição da vida já existente pelo abortamento. A Progesterona , hormônio pro-gestação predomina após a ovulação e se ocorre uma fecundação evita o surgimento de uma menstruação. A fração BHCG é um hormônio produzido pela criança concebida e não pela mãe e pode ser detectado na urina ou sangue no teste de gravidez. Poderíamos dizer que a criança manda uma ordem para a mãe: “mamãe eu estou aqui, não menstrue!”. Durante os nove meses de gravidez a criança se desenvolve até o momento que se sente estar madura e a progesterona não sendo mais necessária, diminuindo na corrente sangüínea , possibilita o nascimento do bebê.
O Direito a escolha deve ser defendido mas é mister clarearmos que Direito a Escolha em deixar uma criança continuar com vida e desenvolver-se é diferente de escolher a morte de um ser humano, escolher a eliminação de uma vida humana através de um ato deliberado e cômodo de ingerir uma pílula. A criança não eliminada, considerando a ação anticonceptiva e abortiva não ocorrer em 100% dos casos, pode vir à ter uma malformação possível. A procura, por isto, de um aborto cirúrgico provocado eugenicamente, isto é visando o não nascimento de uma criança deficiente ou do abandono da mesma, posterior ao parto , nestes casos ocorre de uma maneira drástica.
Os danos morais e psicológicos para o casal são possíveis, pois o ato da mulher tomar o comprimido de emergência destrói o potencial da paternidade e da transmissão da vida o que a curto, médio e longo prazo causará a doença denominada síndrome Pós – Aborto , aumentando com isto consulta à médicos, psicólogos e psiquiatras , e mais gastos particulares ou públicos .
Concluindo: A criança na fase embrionária de pré implantação (nidação) tem vida própria, deve ser respeitada quanto ao seu DIREITO DE VIVER
Complicações do Aborto
Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores.
Conseqüências:
- insuficiência do colo uterino, favorecendo abortos sucessivos no primeiro e no segundo trimestre (10% das pacientes);
- partos prematuros, na 20ª ou 30ª semana de gestação.
Perfuração do útero
Acontece quando é usada a colher de curetagem ou o aspirador; mais freqüentemente, através do histerômetro (instrumento que mede a cavidade uterina). O útero grávido é muito frágil e fino; pode ser perfurado sem que o cirurgião se dê conta. É uma complicação muito séria.
Conseqüências:
- infecção e obstrução das trompas, provocando esterilidade;
- intervenção para estancar a hemorragia produzida;
- perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas;
- a artéria do útero, nesses casos, freqüentemente, é atingida, criando a necessidade de histerectomia (extirpação do útero), se não for possível estancar a hemorragia.
Hemorragias uterinas
Perda de sangue ou fortes hemorragias causadas pela falta de contração do músculo uterino. As perdas de sangue são mais intensas se a gravidez for avançada. Essas perdas são de 200 mil na 10ª semana de gravidez, 350 na 12ª, 450 na 13ª semana...
Conseqüências:
- necessidade de transfusão de sangue;
- ablação do útero, se a hemorragia não for estancada.
Endometrite (inflamação) pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto)
Apesar dos antibióticos administrados antes do aborto; há grande incidência de infecções e obstrução de trompas.
Conseqüências:
- esterilidade
- Gravidez ectópica (fora do lugar apropriado).
Evacuação incompleta da cavidade uterina. Necessidade de prolongar a sucção e de fazer uma curetagem imediata
Danos e conseqüências:
- possibilidade de extração do endométrio (mucosa uterina);
- formação de aderências no interior do útero e, como conseqüência, esterilidade, freqüentemente amenorréia (ausência de menstruação);
- possibilidade de placenta prévia na gravidez seguinte, criando a necessidade de cesariana.
A chamada Extração Menstrual
É possível que a paciente não esteja grávida.
Pode ocorrer uma extração incompleta (o ovo freqüentemente não é extraído, tornando necessária uma curetagem).
Método das Laminarias (tampão esterilizado feito de algas marinhas)
Pode ocorrer que fique preso tornando-se necessária uma histerectomia (extração do útero).
Conseqüências:
- infecções graves por causa da presença de corpo estranho
- as mesmas da histerectomia.
Solução Hipertônica Salina
Complicações muito sérias:
- retenção da placenta e hemorragia (50% necessitam de curetagem).
As mesmas complicações que uma curetagem pode produzir, com o agravante de uma possível perfuração do útero e da formação de aderências;
- infecção e endometrite (inflamação da mucosa do útero);
- hemorragia;
- coagulopatia e hemorragia abundante;
- intoxicação por retenção de água; efeitos secundários do soro salino e da pituita que podem causar falhas de funcionamento do coração e morte;
- perigo de entrada de solução salina na corrente sangüínea da mãe com efeitos mortais;
- possibilidade de gravidez mais avançada do que a informada pela mãe e, na ausência de um exame sério, poderia abortar uma criança de 2 quilos ou 2 quilos e meio. Esse tipo de aborto apresenta um perigo dez vezes superior à curetagem. A mortalidade vai de 4 a 22 por mil.
As razões do aborto denominado terapêutico são uma contra-indicação para o aborto através de solução salina.
Histerectomia (extração total do útero)
Complicações:
Os mesmos perigos e complicações de toda cirurgia intra-abdominal: hemorragia, infecção, peritonite, lesões da bexiga e dos ureteres. Complicações variadas em 38 a 61 por mil.
A pílula do dia seguinte, cujo formato é o Levonorgestrel, divulgada à nível internacional como contracepção de Emergência , é vendida principalmente em países onde a Legalização do Aborto existe e este ocorre independente do motivo , até o 3º mês de gestação. Conforme sua bula e orientação posológica ela deve ser tomada até as 72 horas após a relação sexual, para que atinja a sua eficácia e o objetivo que é evitar ou interromper a gravidez indesejada. Contudo é necessário entender que uma gravidez ou gestação ocorre com a fusão do óvulo e espermatozóide, no terço médio superior das trompas, em geral não mais que 2 horas após a relação sexual.
Como a vida humana, com seus 46 cromossomos, surge naquele instante, a ação da pílula do dia seguinte tem claramente a ação abortiva, significando não ser esta a ação de um “remédio “ que teria a função de tratar ou prevenir uma doença, esta droga impede que ocorra a nidação da criança em sua fase embrionária. (nidação, é uma palavra originária do latim que significa fazer ninho). A vida surgiu e foi interrompida. Não podemos dizer que o que foi interrompido foi simplesmente uma gravidez ou gestação, fazendo jogo de palavras. Um ser humano foi sim, morto através da ação química de uma droga que age na parede interna do útero, endométrio, impedindo que este ser humano em média com 7 dias continue a evolução natural durante o seu desenvolvimento até a morte por velhice.
Dizer que no primeiro momento após a fecundação, o que existe é um amontoado de células é estar na contra mão da ciência, que certifica ser uma Vida Humana desde seu primeiro estágio da célula ovo. O EARLY PREGNANCY FACTOR que traduzido do Inglês significa: Fator Precoce da Gravidez é encontrado nos primeiros dias de vida, antes da nidação. Ele comprova que a ação da pílula não é “fazer descer a menstruação” mas que o resultado final é a destruição da vida já existente pelo abortamento. A Progesterona , hormônio pro-gestação predomina após a ovulação e se ocorre uma fecundação evita o surgimento de uma menstruação. A fração BHCG é um hormônio produzido pela criança concebida e não pela mãe e pode ser detectado na urina ou sangue no teste de gravidez. Poderíamos dizer que a criança manda uma ordem para a mãe: “mamãe eu estou aqui, não menstrue!”. Durante os nove meses de gravidez a criança se desenvolve até o momento que se sente estar madura e a progesterona não sendo mais necessária, diminuindo na corrente sangüínea , possibilita o nascimento do bebê.
O Direito a escolha deve ser defendido mas é mister clarearmos que Direito a Escolha em deixar uma criança continuar com vida e desenvolver-se é diferente de escolher a morte de um ser humano, escolher a eliminação de uma vida humana através de um ato deliberado e cômodo de ingerir uma pílula. A criança não eliminada, considerando a ação anticonceptiva e abortiva não ocorrer em 100% dos casos, pode vir à ter uma malformação possível. A procura, por isto, de um aborto cirúrgico provocado eugenicamente, isto é visando o não nascimento de uma criança deficiente ou do abandono da mesma, posterior ao parto , nestes casos ocorre de uma maneira drástica.
Os danos morais e psicológicos para o casal são possíveis, pois o ato da mulher tomar o comprimido de emergência destrói o potencial da paternidade e da transmissão da vida o que a curto, médio e longo prazo causará a doença denominada síndrome Pós – Aborto , aumentando com isto consulta à médicos, psicólogos e psiquiatras , e mais gastos particulares ou públicos .
Concluindo: A criança na fase embrionária de pré implantação (nidação) tem vida própria, deve ser respeitada quanto ao seu DIREITO DE VIVER
Complicações do Aborto
Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores.
Conseqüências:
- insuficiência do colo uterino, favorecendo abortos sucessivos no primeiro e no segundo trimestre (10% das pacientes);
- partos prematuros, na 20ª ou 30ª semana de gestação.
Perfuração do útero
Acontece quando é usada a colher de curetagem ou o aspirador; mais freqüentemente, através do histerômetro (instrumento que mede a cavidade uterina). O útero grávido é muito frágil e fino; pode ser perfurado sem que o cirurgião se dê conta. É uma complicação muito séria.
Conseqüências:
- infecção e obstrução das trompas, provocando esterilidade;
- intervenção para estancar a hemorragia produzida;
- perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas;
- a artéria do útero, nesses casos, freqüentemente, é atingida, criando a necessidade de histerectomia (extirpação do útero), se não for possível estancar a hemorragia.
Hemorragias uterinas
Perda de sangue ou fortes hemorragias causadas pela falta de contração do músculo uterino. As perdas de sangue são mais intensas se a gravidez for avançada. Essas perdas são de 200 mil na 10ª semana de gravidez, 350 na 12ª, 450 na 13ª semana...
Conseqüências:
- necessidade de transfusão de sangue;
- ablação do útero, se a hemorragia não for estancada.
Endometrite (inflamação) pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto)
Apesar dos antibióticos administrados antes do aborto; há grande incidência de infecções e obstrução de trompas.
Conseqüências:
- esterilidade
- Gravidez ectópica (fora do lugar apropriado).
Evacuação incompleta da cavidade uterina. Necessidade de prolongar a sucção e de fazer uma curetagem imediata
Danos e conseqüências:
- possibilidade de extração do endométrio (mucosa uterina);
- formação de aderências no interior do útero e, como conseqüência, esterilidade, freqüentemente amenorréia (ausência de menstruação);
- possibilidade de placenta prévia na gravidez seguinte, criando a necessidade de cesariana.
A chamada Extração Menstrual
É possível que a paciente não esteja grávida.
Pode ocorrer uma extração incompleta (o ovo freqüentemente não é extraído, tornando necessária uma curetagem).
Método das Laminarias (tampão esterilizado feito de algas marinhas)
Pode ocorrer que fique preso tornando-se necessária uma histerectomia (extração do útero).
Conseqüências:
- infecções graves por causa da presença de corpo estranho
- as mesmas da histerectomia.
Solução Hipertônica Salina
Complicações muito sérias:
- retenção da placenta e hemorragia (50% necessitam de curetagem).
As mesmas complicações que uma curetagem pode produzir, com o agravante de uma possível perfuração do útero e da formação de aderências;
- infecção e endometrite (inflamação da mucosa do útero);
- hemorragia;
- coagulopatia e hemorragia abundante;
- intoxicação por retenção de água; efeitos secundários do soro salino e da pituita que podem causar falhas de funcionamento do coração e morte;
- perigo de entrada de solução salina na corrente sangüínea da mãe com efeitos mortais;
- possibilidade de gravidez mais avançada do que a informada pela mãe e, na ausência de um exame sério, poderia abortar uma criança de 2 quilos ou 2 quilos e meio. Esse tipo de aborto apresenta um perigo dez vezes superior à curetagem. A mortalidade vai de 4 a 22 por mil.
As razões do aborto denominado terapêutico são uma contra-indicação para o aborto através de solução salina.
Histerectomia (extração total do útero)
Complicações:
Os mesmos perigos e complicações de toda cirurgia intra-abdominal: hemorragia, infecção, peritonite, lesões da bexiga e dos ureteres. Complicações variadas em 38 a 61 por mil.
Histórias de Meninas e Aborto
Estas histórias, publicadas com consentimento, mostram que uma mulher nem sempre está informada adequadamente, e que o aborto não é uma solução. Algumas delas pediram para permanecer anônimas.
2006
Bom...minha história é um pouco diferente da maioria das mulheres daqui mas eu senti que eu precisava compartilhar com pessoas que estão na dúvida entre fazer o aborto ou não.
Eu namoro há 1 ano e 7 meses, amo meu namorado e temos uma relacionamento muito feliz. Sempre tivemos receio que eu engravidasse e nos cuidamos pra que isso não acontecesse. Mas sem que eu percebesse passou 1 mês e meio da minha última menstruação e nada acontecia. Uma coisa dentro de mim me falava que tinha algo de errado, desde o começo.
Falei com meu namorado e decidimos que se eu tivesse grávida, faríamos o aborto por que uma criança atrapalharia muito nossos planos de vida. Sem saber se estava grávida ou não, entrei na Internet pra me informar e caí aqui no site. Li os textos, vi as fotos e falei pro meu namorado que se eu estivesse realmente grávida, eu teria aquela criança e nada me faria mudar de idéia. No dia seguinte, fui fazer o exame de sangue. Eu lembro que no caminho, eu estava apreensiva e ao mesmo tempo empolgada. Eu não queria ser mãe naquele momento, mas queria muito uma criança. Fiz o teste e deu negativo. Uma sensação de alívio e pesar ao mesmo tempo. E se passaram dias e minha menstruação não vinha. Aí fui fazer o ultra-som transvaginal, que tiraria todas dúvidas.
Contei pra minha família da desconfiança, eles ficaram até contentes com a idéia de um neném.
Quando começou o exame, eu logo perguntei: Eu estou grávida?? E a médica respondeu que não, porém ela tinha encontrado outra coisa. Ela detectou um problema nos meus dois ovários que se chama "síndrome dos ovários micropolicísticos". Essa síndrome impede que eu ovule e sendo assim, eu não posso engravidar.
E ali, naquele momento eu descobri o QUANTO eu queria ser mãe. Eu entrei naquela sala com a esperança de um filho e saí com a notícia que nunca vou tê-lo.
Eu tenho 20 anos e hoje eu me sinto meio deficiente, menos mulher. Me sinto como se tivessem amputado as pernas de um corredor. Pra mim, nesse momento, é absurdo quando eu lembro que um dia eu cogitei a hipótese de abortar um filho.
Essa é uma dádiva de Deus, é um ser que vai ter um amor incondicional por vocês e há muita gente por aí, como eu, que reza pra Deus todos os dias pra poder ter uma vida dentro de si.
Recebida em 03/03/06
Oi gostaria de contar um pouco da minha historia!
Prefiro ficar no anonimato.
Tenho 41 anos, Sou divorciada, e tenho dois filhos, uma garota de 16 e um garoto de 20. Logo que me separei, conheci um rapaz mais novo do que eu, e comecei a namorá-lo. Logo ele foi morar na minha casa, meus filhos aceitaram, mais minha filha nunca gostou, porque ela sempre achou ele muito desocupado, mais mesmo assim, continuou morando conosco. E meu ex marido nunca desconfiou disso. O tempo foi passando e sempre achava que amava ele, mais eu estava enganada completamente enganada, o meu amor por ele foi acabando mais quando foi em fevereiro de 2004, minha menstruação atrasou fiquei desesperada e logo contei a duas amigas minha de confiança eu pensei logo, imagina eu tinha 40 anos, o que iriam pensar de mim, o que meu ex marido iria falar, meus filhos então???? Isso rodeava minha cabeça não sabia o que fazer!!! Entrei em desespero.
E tudo se confirmava, estava realmente grávida!! Isso entrou como uma BOMBA na minha vida!!!
Não sabia o que fazer, pensei em abortar, tomei vários chas que poderiam fazer abortar!!
Mais nada adiantou ate que resolvi mudar para a cidade onde moram meus pais, minha filha foi primeiro e quando cheguei depois de um mês minha barriga estava grande já estava com 3 meses e meus seios que sempre foram pequenos aumentaram e a primeira pessoa que percebeu isso foi minha
filha ela ficava sempre olhando pra minha barriga não tinha dito nada a ninguém e minha filha que era a caçula, jamais aceitaria um filho de outro homem a não ser o pai dela!! Mais ela já e bem grandinha e entende.
Ate que um dia, ela chegou ate mim e perguntou: "Mãe, você esta grávida??" Aquilo foi um impulso muito grande para mim não sabia o que responder!!
Disse que não, que era coisa da cabeça dela mais tinha medo mesmo era da reação do meu pai que apesar de eu já ter 40 anos e muita sabedoria de vida ele iria me jogar a pedra pois ele é daqueles muito antigo e jamais aceitaria uma filha mãe solteira. Ate que um dia contei aos meus filhos, meu filho aceitou numa boa mais minha filha ficou com muito ciúme afinal ela era a caçula né!!
Mais conforme o tempo foi passando ela foi aceitando! Ate que tive coragem e contei ao meu pai ele disse q aquilo era a pior noticia da vida dele!! O tempo passou e tirei da minha cabeça de matar minha pequenina de dentro de mim!!! Fiz os exames, ultra-sonografia estava tudo bem!!
Comecei a planejar as coisas, o chá de bebe, e tudo mais!!
O pai dela ligava de vez em quando, porque eu estava em outra cidade, mais nem queria saber dele!!
Ganhei muitas coisas, e isso me fez animar! Quando fiz a ultra-som e vi que era uma menininha linda, chorei de emoção, maldito dia que pensei em tirar minha pequena de dentro de mim. Minha barriga foi crescendo, e cada vez mais feliz! Só tinha um medo! Como minha idade já tinha passado de ter filhos ficaria com medo de algo acontecer. No 6 mês de gestação, fiquei internada, com problemas no meu rim, mais superei, e fiquei bem e minha pequena também, tinha sofrido muito com o pai dela. Ele me fazia muito mal ainda bem que agora estou muito longe dele!
Minha barriga foi crescendo ele nem ligava pra mim de vez em quando ele telefonava pra saber, mandou 150,00 pra mim uma vez pra fazer exames pois eu estava com anemia antes da minha pequena Rafaella nascer a avó dela mandou roupinhas aceitei porque era o jeito ela e a avó né. Quando foi na madrugada de 19 de novembro de 2004, com muita dor, minha pequena Rafaella nasceu, muito linda, branquinha, gordinha, saudavel!!
Nem parecia que aquela coisinha linda, apesar de tanto sofrimento dentro de mim nasceu linda e saudável, pedi tanto a Deus para q nada acontecesse a ela pois tinha tomado os chas, nossa nem gosto de lembrar!
O meu parto foi normal me achei uma guerreira pois com 40 anos dei a luz a minha filhinha linda!!
Minha filha que no começo não aceitava, amou quando ela nasceu e ela foi a primeira a ir visitá-la.
É a xerox da minha filha. Tive alta, cheguei em casa, meu pai foi olhá-la, achou linda!!
Não esperava essa reação dele pois ele tinha odiado quando dei a noticia a ele. Quando minha pequena nasceu, o pai dela ligou algumas vezes, e nunca mais. Peco perdão a Deus por ter pensado em tirar minha filhinha de dentro de mim.
Hoje ela esta com 1 aninho e 3 meses e a maior alegria da casa, dos irmãos dela, dos avos!!
Meu pai? nossaaaa!!! meu pai ama ela d++!!
Ela é muito esperta, inteligente, sapequinha, já come a comida sozinha!! é minha alegria de viver..
Deus escreve certo em linhas tortas.
Ele me deu minha pequena talvez se não tivesse ela estaria em uma depressão muito grande!!!
Faz quase 1 ano que o pai e a avó dela não liga para ter noticias dela, nem quero que eles liguem mesmo minha filhinha é só minha ele nunca se preocupou com ela!
Eu trabalho e com o meu suor dou tudo a ela não quero nenhum dinheiro dele. ele me fez sofrer muito! Ate hoje meu ex marido, pai dos meus primeiros filhos, não sabe da existência da minha pequena Rafaella. Não imagino a reação dele quando souber!!
Mais meu sofrimento me fez amadurecer muito e não deixo que ninguém faça nada a minha filhinha linda! Por ela eu faço o que for!!
Agradeço a Deus pela minha filha linda por ser esperta e saudável!
Deus nos deu o dom de dar a vida! E não de tirá-la!
Espero q meu depoimento faça mudar a cabeça de muitas mulheres que pensam em abortar!!!
Não faça isso!! Você ira se arrepender pro resto da sua vida!
Pensa na criatura maravilhosa que esta dentro de você! ele precisa de você pra sobreviver!!
Imagina você matar o seu filho!! Que pecado maior seria esse!
Diga não ao ABORTO e sim a VIDA.
Recebida em 18/02/06
Oi boa noite pra todos, eu vim aqui deixar minha experiência sobre o dia que eu tive que tomar a decisão mais difícil da minha vida,logo eu que desde pequena sempre fui uma pessoa tão religiosa e que até cheguei a pensar em ser freira, mais antes tivesse sido pra não ter que passar por tantas provações.
Atualmente tenho 23 anos e sou estudante de psicologia,me encontro no 10° período e me formo em junho desse ano,acreditem vocês que eu passei dois dias e li todos os testemunhos desde 2003 até 2005, com a vã esperança de que achasse um parecido com o meu caso, tolamente pois nenhum caso é igual ao outro e a única coisa que se assemelha é a imensa dor que se sente após ter cometido o ato.
Não estou aqui pra julgar ninguém, minha história começa assim...
Sempre fui uma menina religiosa e criada com uma família muito conservadora e machista,meus pais sempre lutaram muito pra poder me dar tudo de bom e do melhor em relação a tudo. Minha educação sempre foi muito rígida nunca conversei com meus pais sobre sexo, a conversa que minha mãe tinha comigo é que homem não prestava e que só queria comer as mulheres e que mulher tinha que se da ao respeito. Meus pais nunca deixaram sair pra festas e sempre me vigiavam,se metiam até com minhas amizades. Até os 15 anos nunca havia beijado ninguém vim beijar quando estava com 15 anos e meio quase 16, foi em uma festinha de são João, com 15 anos minha mãe me soltou um pouco mais e comecei a ir pras festinhas de são João que tinha na minha cidade com uma amiga minha mais não demorou muito que ela descobriu e me proibiu de andar até com minha amiga. Fiquei muito triste e desde então comecei a mentir que ia pra outro lugar pra sair pra algum canto mesmo assim era raro eu sair pra festas, como é o normal de todo adolescente. Ganhei minha liberdade parcial quando passei no vestibular de psicologia a faculdade era na capital e tinha que viajar o que se tornou longe e cansativo pra mim ,então meus pais resolveram me levar para morar na Capital em um apt alugado foi ai que tudo começou, eu tinha 18 anos e estava deslumbrada com a cidade grande,garotos,festas mais mesmo assim me continha não fui irresponsável pois carregava no coração educação conservadora de minha família que mesmo longe ainda me vigiava vindo todo final de semana pra trazer a feira pra mim. Então nessa vida nova fui me adaptando comecei a sair e a conhecer pessoas novas fiquei com vários meninos e conheci meu primeiro namorado em uma exposição de animais ele tinha 14 anos e eu tinha 18 anos quase 19 só que ele mentiu a idade e eu e acreditei pois ele tinha porte de homem de 18,depois descobri mas já estava gostando dele, então namorei com ele um namoro meio torto mau nos víamos eu era virgem passei um bom tempo assim com ele até que decidi perder a virgindade com ele aos 20 anos, doeu muito e não penetrou completamente não senti prazer nenhum só dor,apesar da idade ele era bem experiente. Então foi a a partir daí que dei início a minha vida sexual .Depois de 2 anos dentre sumiços e voltas decidi acabar com Paulo...quando estava com ele me sentia muito só e tive vários outros encontros com homens que mau - conhecia queria experimenta, me senti um pouco amada pois Paulo só aparecia uma vez por mês ou nenhuma e quando vinha só queria transar e ia embora, eu bestalhada deixava pois gostava dele. O que preenchia meu vazio era ficar com outros em sua ausência, pretendia arrumar um outro que me amasse e que ligasse pra mim para deixar Paulo,mais nunca encontrava daí chegou um dia que tive a coragem de acabar com aquele ridículo,ele estava com 17 anos quando resolvi acabar tudo. Sempre transei com ele com camisinha,só experimentei fazer sem uma vez,com um menino que eu mau conhecia em uma festa na casa de uma amiga mais foi a única,ate então,sorte que nada aconteceu.
Uma loucura!!!! Durante o “NAMORO” com Paulo eu fiquei com uns quatro caras e fiz sexo sempre com camisinha, esses casinhos sempre demoravam, pouco tempo.
Até que cansada de sofrer resolvi fechar o coração pra balanço não quis mais saber de ninguém só se fosse pra coisa séria então esperei.
Com 21 anos conheci um menino maravilhoso na academia que eu malhava ,ele sempre malhou comigo mais nunca nos falamos,nossa amizade começou quando ele ficou amigo de um menino na academia que era afim de mim ficaram os dois disputando meu amor. E u escolhi Rodrigo mas no fundo o outro já sabia que eu não gostava dele,começamos na amizade e ate que ele me pediu em namoro e eu aceitei no dia 29/05/02 nos dávamos muito bem e o considero o meu 1° namorado de verdade aprendi tudo com ele, no início eu tinha o maior medo de fazer até com camisinha,depois pedi pra ele pra experimentar sem camisinha foi maravilhoso!!!! Ele tinha medo mais então aceitou ,quando eu não queria mais fazer sem camisinha ele é que só queria fazer assim,então ficamos fazendo sem e ele ejaculava fora, sabia que tava errada mais não sei em que estava me confiando e fomos levando ate que começamos a fazer um ano sem camisinha e ele ejaculando dentro eu ia correndo pro banheiro depois lavar colocava a mangueirinha lá dentro e como sempre estava vindo achei que nunca ia ficar que tava dando certo o meu procedimento. Até que comecei a ficar com medo de ta fazendo assim era como se algo estivesse me avisando eu comecei a dizer a ele que não queria mais fazer daquele jeito tão irresponsável e se acontecesse?e eu já havia tido o exemplo de um amiga minha que fez aborto com 2 meses e viu o filhinho todo formadinho descer no ralo do banheiro e eu me sentia culpada só por ter dito o nome do remédio a ela , imagina se acontece comigo????????? O que seria de mim? então eu me afastava do meu namorado não queria mais fazer com a mesma freqüência, ele começou a me perguntar o por que eu estava tão diferente não queria mais fazer na mesma intensidade, começou a achar que não tinha mais tesão ficava me cobrando,com camisinha não queria mais faze, dizia não sentir nada e eu acabei cedendo pra ele e na loucura da relação sexual acabávamos indo aos finalmente, quando eu decidi nunca mais fazer dessa forma minha menstruação atrasou no mesmo mês da decisão.
Não lembrava direito a DATA CERTA DA ULTIMA VEZ, nunca fui de marcar dias conversei com Rodrigo (meu namorado) que sempre vinha dormir comigo no meu apt (na capital) meus pais a essa altura já sabiam do meu namoro com ele(foi o 1° namoro sério que tive, levei em casa e tudo).
Então perguntei a Rodrigo o dia e ele sabia mais que viria dia tal,pelas contas dele já estava atrasada uns 3 dias fiquei desesperada mais ai fazendo as contas lembrei o dia e vi que Rodrigo estava errada que deveria vir daqui a 3 dias esperei ansiosamente estava preocupada tinha um mau pressentimento meus seios estavam diferentes, maiores achei que fosse devido a TPM mais ai chegou os dia de vir a menstruação e NÃO VEIO!!!!!!!!!!!!!! DESESPERO NÃO QUERIA ACREDITAR NA POSSIBILIDADE DE ESTAR!!!!!!
Rodrigo estava convicto que eu não estava Grávida pois já havia atrasado antes e ele já estava acostumado a sempre vir,mas eu pressentia,ia olhar meus seios no espelho e eles estavam Diferentes!!!!AS AUREOLAS ESCURAS E O MAMILO PROTUBERANTE!!!! APERTEI NADA SAIA, MAIS ESTAVAM MAIORES!!!!
Sentia que não tava normal ,de inicio não percebi mas estava dormindo muito ,certo dia quando acordei estava com a temperatura do corpo muito elevada o que também indica gravidez. Resolvemos comprar um exame de farmácia e fiz esperei desesperadamente não tinha coragem de ver o resultado foram 2 tracinhos (POSITIVO),naum acreditei me desesperei Rodrigo não acreditava estava convicto que não estava então resolvemos fazer o exame de sangue no mesmo dia e o resultado ia sair no outro dia enquanto isso deixei de comer de viver, no estágio tinha que fingir ta tudo certo,um dia chorei do nada e inventei uma história qualquer mais como todos do estágio estavam, estressados colou,mais minhas amigas estavam preocupadas comigo.
Esperei o dia todo nunca me esqueço era um dia de sexta feira que eu tinha aula de manha ate de noite e estava muito nervosa, disse pra Rodrigo QUE ELE NÃO ME DISSESSE NADA POR TELEFONE SÓ QUANDO CHEGASSE EM CASA, O RESULTADO SAIRIA HOJE AS 16:30 ESSA HORA ESTAVA NA AULA DE ESTATÍSTICA MUITO ANSIOSA PEDIA PRO PROFESSOR TERMINAR MAIS RÁPIDO ELE Não ENTENDIA PQ ERA SEMPRE FUI ALUNA TÃO ESFORÇADA + TERMINOU.
Nada do telefone tocar já era noite estava na aula ,a esta hora Rodrigo já devia saber do resultado. 20:30 acabou a aula,sai correndo pra casa com medo antes ,a tarde passei na igreja e pedi a DEUS que não estivesse pra não ter de fazer o que estava pensando e que era contra todos sos meus princípios. Finalmente chego no apt ligo pra Rodrigo,não tenho coragem de perguntar nada por telefone,ele estava feliz e então supus que não estava mais me enganei ele chegou no apartamento pedi que não dissesse nada fomos pra casa dele ,sua mãe havia viajado pra São Paulo por uma semana. Então eu perguntei e ele me confirmou positivo,eu pensei que ele estivesse brincando comecei a chorar desesperadamente e pedi o exame pra ver pessoalmente tinha positivo com a quantidade de hormônios que correspondia a um mês mais ou menos mais não dava pra entender direito,eu me assustei como podia? estar com esse tempo todo se a menstruação não atrasou isso tudo então fiz as contas o mais próximo seria 1 mês mais que isso impossível. Fiquei um caco durante o final de semana só queria saber se arrumar o remédio tive uma briga feia com meu namorado e ele de inicio não queria tirar queria que tivesse pois não queria conviver com essa culpa ,eu tinha raiva dele joguei na sua cara as irresponsabilidades da gente não só sabíamos que estávamos errados como pudemos ser tão inconseqüentes ,lembrei a ele o dia que disse pra que nós parássemos de vez e que ele devia ter me incentivado agora taí, acabei com a minha vida,no estagio só lembrava das palavras das supervisoras,meninas não inventem de engravidar pois não darão conta das atividades que tem a fazer no estágio. Meu mundo caiu Rodrigo resolveu chamar a minha amiga que já havia feito aborto eu não QUERIA QUE NINGUÉM SOUBESSE, ELA VEIO ME DEU APOIO PRA EU PENSAR DIREITINHO MAS DISSE QUE ME APOIAVA EM QUALQUER DECISÃO,nisso Rodrigo não queria que eu tirasse queria assumir eu com 23 anos ele com 25 anos ,os dois sem emprego,eu terminado a faculdade e ele só com o 2° grau morando na casa da mãe que não gosta de mim e nem dele. Uma loucura. Antes de falar com minha amiga implorei pra Rodrigo ligar pra farmácia pra pedir o remédio(que ingenuidade a minha) pensei que podia conseguir na farmácia e nem sabia que era tão caro a sorte é que sempre juntei um dinheirinho pq Rodrigo não tinha nenhum puto pra nada ate o exame de gravidez quem pago foi eu. ELE NÃO TINHA NADA A OFENDER SÓ EU, ELE PASSAVA 9º DIA TODO EM CASA DORMINDO DESEMPREGADO. Ele é técnico em informática e ta difícil arrumar emprego na área dele. Quando minha amiga chegou chorei como criança na sua frente ela também chorou pois sabia o que eu ia enfrentar pela frente,decidi ela tentou convencer Rodrigo ele se convenceu,só que era difícil encontrar o remédio, só conseguimos depois de 7 dias através de um bate- papo de Rodrigo na net com um menino que já tinha feito o menino disse que ele devia ir em tal que era perto de nossa casa e iria conseguir,Rodrigo veio então falar comigo que estava feito um zumbi só fazia chorar,então no outro dia,sábado,Rodrigo foi comprar 150reais 4 comprimidos e então decidi não mais esperar .eu estava sozinha no apartamento com ele era véspera de eleição. Ele já estava decidido que eu realmente deveria abortar e estava comigo nessa então esperei dar mais tarde não comi quase nada o dia todo e quando foi umas 23:00hrs eu tomei 2 e introduzi dois com os dedos mesmos estava tremendo de medo Marlon pegou a cadeira e ficou do meu lado,trouxe a televisão pro meu quarto e tava passando uma cena que não me lembro o que direito que só passava mulheres tendo crianças eu não queria nem ver parecia mentira. JÁ ESTAVA FEITO!!!minha amiga ligou e deu umas dicas disse que eu ia passar mau de querer desmaiar e quando acontecesse isso Rodrigo deveria me colocar debaixo do chuveiro pra que eu não desmaiasse. Então dormi e ele passaram uns 40 minutos e acordei com uma dor na barriga vontade de ir no banheiro era uma desinteria muito forte parecia que ia sair minhas tripas pela bunda,quando peguei o papel pra mim limpar veio sangue no papel levantei Rodrigo preocupado então foi trazer água pra mim foi quando eu lembro de ter encostado na parede e comecei a bater com as mãos nela passando muito mal uma agonia que não da pra explicar só sentindo então Rodrigo perguntou o que eu tinha e eu me sentindo tonta uma agonia falta de ar achei que fosse morrer ali mesmo,só pensava nos casos que li na Internet do remédio do Paraguai que engrossava o sangue e podia levar a morte então pensei que fosse morrer ali mesmo eu mandei Rodrigo ligar pra sua mãe rápido,muito rápido queria ir pro hospital quando ia desmaiar ele me jogou no chuveiro frio foi ai que eu dei uma despertada como se fosse um choque térmico me acordei pulava e o sangue descendo entre as pernas ate que passei uns 15 minutos sentindo essa agonia e passou,Rodrigo me cobriu com um lençol e deitei na cama estava melhor pedi pra ele dar descarga não tinha coragem de olhar e ele disse que procurou não havia nada só fezes dormir quando foi de 5:oohs me acordei e fui no banheiro a toalha estava um pouquinho melada de sangue e fiz xixi senti algo grossinho passando pela minha vagina mais Rodrigo disse oque não foi nada só sangue,o sangramento começou a estancar vir pouco e durou só 2 dias normal ,não muito. Na segunda-feira minha amiga me procurou pra saber como havia sido eu falei pra ela que tinha sido a pior noite de minha vida e disse que já havia parado o sangramento ela perguntou e aí,saiu alguma coisa eu disse que Rodrigo falou que não e eu tinha dado uma espiada e realmente não havia saído e eu confio muito na palavra de Rodrigo,ela achou estranho não ter saído nada mais deixou pra lá e eu também. OS DIA FORAM SE PASSANDO E EU ESTAVA ANESTESIADA NÃO HAVIA CAÍDO MINHA FICHA AINDA, VOLTEI A COMER O QUE NÃO TINHA COMIDO ESSE TEMPO TODO, HAVIA ATÉ EMAGRECIDO, fiz o aborto no sábado no domingo fui votar no interior,viajei]em pé de ônibus 1 hora pra chegar na minha cidade, e tudo estava aparentemente normal. Achava que eu tinha tido sorte por não ter visto nada e segui minha vida. Sentia remorso e parecia que tinha sido um pesadelo.
ABORTO 2° PARTE
Achei que tava tudo resolvido,que era só aquilo durante a semana chorava muito lembrava,meu namorado me consolava e procurava me alegrar dizendo que íamos ter ainda muitos filhos e que Deus um dia iria nos perdoar pois ele sabia o que havíamos passado e que fazer isso doeu muito mais na gente do que no bebe que tinha pouco menos de 1 mês que era só um aglomerado de células e carne que não tinha consciência, pedi perdão a deus que só ele sabia a dor e o sofrimento que passei durante esses dias de provação.
AI JÁ HAVIAM SE PASSADO 13 DIAS DESDE A TOMADA DO REMÉDIO (CYTOTEC) ERA DIA DO CASAMENTO DE UMA GRANDE AMIGA MINHA ENTÃO FUI AO INTERIOR CASA DOS MEUS PAIS PARA PEGAR UM VESTIDO E VOLTEI FIZ ESCOVA UMA CORRERIA ME CANSEI MUITO NESSE DIA MAU ME ALIMENTEI E PRA ACABAR DE ACERTAR O CASAMENTO ERA MUITO LONGE DE NOSSA CASA E TÍNHAMOS DE IR DE BUSÃO E PEGAR METRO E AINDA IR ANDANDO UM PEDAÇÃO. Quando fui pegar o vestido na casa de meus pais no interior que vou no banheiro pra fazer xixi,VEJO SANGUE NA CALCINHA E ACHEI ESTRANHO PENSEI QUE A MENSTRUAÇÃO SÓ IRIA VIR DEPOIS DE 28 DIA DESDE O DIA 22 DIA QUE TOMEI O REMÉDIO E SANGREI, MAS ENTÃO DEIXEI PRA LÁ E FUI AO CASAMENTO. O fluxo não tava muito mais tava razoável coloquei absorvente e fui pra capital sem saber o que me aguardava, fiz escova sai correndo minha amiga me esperava no meu apt, disse a Rodrigo ele também não se importou com o sangramento afinal,achávamos que já havia ocorrido o aborto corremos muito fomos no ônibus, pegamos o metro,eu de salto alto já não agüentava mais de tanto andar quando saímos do metro tivemos que andar uma légua correndo em uma rua escura eu, Rodrigo,minha amiga e seu namorado,andamos muito eu já não agüentava mais chegando na festa não tinha onde se trocar eu e minha amiga corremos pra mata e nos trocamos nos matos então ate ai tudo bem estava exausta,a sorte que Rodrigo encontrou uns amigos na festa e resolvemos voltar com eles passamos pouquíssimos tempo na festa.
CHEGANDO EM CASA ESTAVA UM CACO MORRENDO DE FOME EU E RODRIGO FOMOS LANCHAR E DEPOIS VOLTAMOS SENTAMOS NO SOFÁ PRA ASSISTI TV NÃO ESTAVA SOZINHA NO APT ESTAVA COM UMA AMIGA. COMECEI A SENTIR ALGUMAS CÓLICAS NO INICIO DA 12:00 NOITE NÃO SABIA O QUE ESTAVA POR VIR, NESSE DIA BRIGUEI COM MEU NAMORADO E ELE SE ARRETOU E DISSE QUE IA EMBORA QUE NÃO IA DORMIR COMIGO NAQUELA NOITE PQ EU TAVA MUITO CHATA, DEIXEI PRA LÁ.
FUI DEITAR NA CAMA DE MADRUGADA 1:00HS E SENTIA ALGUMAS CÓLICAS CADA VEZ MAIS AUMENTANDO ,RESUMINDO NÃO CONSEGUI DORMIR A MADRUGADA INTEIRA PASSEI A NOITE TODA ME CONTORCENDO NA CAMA, JURO !!!! BALANÇAVA A DUAS PERNAS DE UM LADO PRA OUTRO E EU SOFRENDO LIGUEI PRA O CELULAR DE RODRIGO DESLIGADO TENTEI A NOITE TODA XINGAVA TANTO ELE, POXA NA HORA QUE MAIS PRECISO ESSE PORRA DESLIGA O CEL, LIGUEI PRA CASA DELE E QUEM ATENDEU FOI O IRMÃO QUE PERGUNTOU SE EU QUERIA QUE O CHAMASSE EU PUTA DA VIDA DISSE NÃO, NÃO.
MAS DEPOIS A DOR AUMENTOU TANTO QUE ME VI DESESPERADA LIGUEI ,LIGUEI O RESTO DA MADRUGADA E DESLIGARAM O TEL. DE CASA O CELULAR DA MÃE E FIQUEI S/TER COMO FALAR COM ELE. ESTAVA PUTA MAIS A DOR ERA TANTA,FUI NO BANHEIRO FAZER XIXI,ATE QUE SAIU MUITO SANGUE E UM COAGULO ,EU FIQUEI MUITO ASSUSTADA PENSEI QUE FOSSE UM FETO E METI A MÃO NA PRIVADA NA SANGUERA E TIREI E FUI OLHAR NÃO PARECIA COM NADA ERA UM TECIDO ESPONJOSO MAIS EU ACHEI QUE ERA O FETO. ENTÃO FIQUEI DESESPERADA TINHA DE FALAR COM RODRIGO SÓ PODIA FALAR COM ELE NÃO QUERIA FALAR COM ESSA MINHA AMIGA QUE ERA DA FAMÍLIA PODIA ESTRANHAR E PERCEBER ALGO...ENTÃO NÃO AGÜENTANDO MAIS A DOR ELA JÁ HAVIA ACORDADO ERAM UMAS 6:30 DO DOMINGO ENTÃO DISSE A ELA QUE EU TAVA PASSANDO MUITO MAU,SAINDO MUITO SANGUE E QUE EU PRECISAVA FALAR COM RODRIGO ELA PEDIU PRA LIGAR EU DISSE QUE NÃO DAVA JEITO ELE HAVIA DESLIGADO LIGUEI PRA MINHA OUTRA AMIGA(A QUE HAVIA ME AJUDADO DA PRIMEIRA VEZ) E ELA DISSE QUE EU ME ACALMASSE ,ENTÃO EU COLOQUEI O ABSORVENTE E O SANGUE ERA TANTO QUE O ENCHARCOU EM 5 MINUTOS ESTAVA DESESPERADA ERA SANGUE PRA TODO LADO NO MEU QUARTO FUI NO BANHEIRO TOMAR BANHO PRA IR NA CASA DE RODRIGO IRIA DE TÁXI E QUANDO ABRO O CHUVEIRO QUE EU VOU TOMAR BANHO,EU VEJO A CENA MAIS TERRÍVEL QUE EU JÁ VI EM TODA A MINHA VIDA,UM BANDO DE COAGULOS CAÍRAM DE DENTRO DE MIM MUITO GRANDES MUITO SANGUE E EU METI A MÃO PRA VER SE ERA PEDAÇO DE UM BEBE MAIS NÃO TINHA NADA ERA SÓ TECIDO ESPONJOSO FIQUEI DESESPERADA PENSEI QUE FOSSE PEDAÇOS DE MEU ÚTERO QUE EU TAVA MORRENDO ENTÃO SAI DO BANHEIRO PINGANDO DE SANGUE POR BAIXO TENTEI SOCAR O COAGULO PELO RALO MAIS NÃO PASSAVA ESSA MINHA AMIGA NÃO PODIA VER MAIS ACABOU VENDO EU FUI PRA VARANDA A SORTE É QUE TINHA UM TÁXI PARADO NA FRENTE DE MINHA CASA E SEM SERVIÇO FOI UMA GLORIA PRA MIM POIS EU NÃO TINHA PRA QUEM LIGAR TAVA NÃO SABIA NUMERO DE TÁXI E NEM ONDE ENCONTRAR UM FUI EMBORA CHAMEI MINHA AMIGA QUE SEM ENTENDER O QUE TAVA ACONTECENDO FOI COMIGO CHEGUEI NA CASA DO MEU NAMORADO MAU PODIA ANDAR ELE ASSUSTADO PERGUNTOU O QUE HOUVE E EU DISSE QUE PASSEI A MADRUGADA LIGANDO ELE EM 5 MINUTOS S E ARRUMOU MINHA AMIGA LIGOU PRA MIM DESESPERADA E PERGUNTOU O QUE EU TAVA SENTIDO SE ERA MAU ESTAR EU DISSE QUE TAVA SANGRANDO MUITO, MUITOS COÁGULOS. E ENTÃO FUI PARAR EM HOSPITAL PUBLICO POIS NEM EU NEM MEU NAMORADO TÍNHAMOS PLANO DE SAÚDE NEM DINHEIRO MANDEI MINHA AMIGA EMBORA .FOMOS EM UM HOSPITAL NÃO ATENDIA NO 2 FUI ATENDIDA SÓ PQ ERA EMERGÊNCIA, ME DEITARAM EM UMA MACA PEDIRAM PRA EU TIRAR A ROUPA E PRA RODRIGO FICAR DO LADO DE FORA ESPERANDO ESTAVA AFLITA FIQUEI DEITADA NA MACA NUA COBERTA POR UM LENÇOLZINHO MIXURUCA A MULHER DISSE QUE O MEDICO IRIA DEMORAR UM POUCO MAS QUE EU NÃO ME PREOCUPASSE AINDA ME LEMBRO DE SUAS PALAVRAS “NAUM SE PREOCUPE MÃEZINHA VOCÊ DEVE TA ABORTANDO ISSO É UM ABORTO FICA CALMA “ E FOI AI QUE EU FIQUEI INCUCADA, COMO PODE SE EU JÁ ABORTEI A TRÊS DIAS ATRÁS, COMO PODE?ENTÃO EU CHORAVA DE DOR A MACA FICOU ENSOPADA DE SANGUE O MEDICO CHEGOU E SEM NEM MAIS METEU O DEDO NA MINHA VAGINA PRA EXAMINAR MEU COLO DISSE” É ELA TEM O COLO BEM FECHADINHO” FIQUEI MORTA DE VERGONHA QUANDO ELE TIROU O DEDO MEIO MUNDO DE SANGUE EU SENTI SAINDO FIQUEI LÁ, ME DERAM UM ABSORVENTE GERIÁTRICO E SEM FRESCURA ME PEDIRAM PRA VESTIR COLOQUEI E ME DERAM SORO FUI PRA UMA SALA ELES ME DERAM BUSCOPAM PRA AMENIZAR A DOR VIA INTRAVENOSA E NADA ENTÃO EU PASSEI ACHO QUE 4 HORAS GEMENDO DE DOR EM CIMA DE UMA PORRA DE UMA MACA DE HOSPITAL PÚBLICO IMAGINEM???? EU SÓ ESCUTAVA AS PESSOAS QUE TRABALHAVAM SORRINDO VENDO NOVELA CONVERSANDO E EU LÁ GEMENDO DE DOR QUERIA QUE ME DESSEM ALGO DECENTE PRA PARAR AO DOR CHOREI SEM PARAR QUE MEUS OLHOS INCHARAM TANTO QUE PARECIA QUE TINHA LEVADO 2MURROS NOS OLHOS MAU DAVA PARA ABRIR PEDI PRA IR NO BANHEIRO E FUI QUANDO PASSEI PELOS ENFERMEIROS ESCUTEI”MEU DEUS O QUE É ISSO NO OLHO DELA? NÃO É ALERGIA A MEDICAÇÃO? E EU SEM ENXERGAR PERGUNTEI ONDE ERA APORTA DO BANHEIRO E EU NÃO ACERTAVA E OS ENFERMEIROS NÃO É ALI É ALI MINHA FILHA!!!!!!!!!!!SEM QUERER COLOQUEI A CARA NO CONSULTÓRIO DO MEDICO QUE EU ACHO QUE SE ASSUSTOU COM MINHA CARA INCHADA,MORRI DE VERGONHA, FUI NO BANHEIRO COM O SORO NA MÃO QUE DIFICULDADE PRA FAZER XIXI COM O SORO NA MÃO!!!! FIZ SAIU MAIS MEIO MUNDO DE COAGULO DEI DESCARGA E TENTEI DEIXAR O BANHEIRO LIMPO AINDA..VOLTEI E DEITEI. MUITA DOR ATE QUE O MEDICO ME DEU MAIS UMA DOSE DE DIPIRONA E PEDIU PRA CHAMAR MEU NAMORADO ELE ENTROU E FICOU ASSUSTADO COM MEU OLHO E O MEDICO DISSE QUE IA TOMAR DIPIRONA E IA DORMIR UM POUCO. FOI AI QUE A DOR FOI PARADO LENTAMENTE...NUNCA SOFRI TANTO ,OLHAVA PRO TETO E PENSAVA NOS MEUS PAIS QUE NÃO ESTAVAM SABENDO DE NADA E EU ALI JOGADA NAQUELA MACA COMO SE FOSSE UMA QUALQUER...SE ELES SOUBESSEM... ENTÃO DORMI E ME ACORDEI QUANDO ME ACORDEI O MEDICO ME DEU ALTA PEDIU PRA FAZER O EXAME HCG E VOLTAR COM O RESULTADO. EU NÃO DISSE NADA QUE ESTIVE GRÁVIDA NEM QUE TOMEI O REMÉDIO,DISSE QUE NÃO SABIA DA GRAVIDEZ.
ENTÃO NO OUTRO DIA VOLTEI COM MEU NAMORADO E CHEGANDO LÁ A MEDICA ME ATENDEU E DISSE QUE EU IA SER TRANSFERIDA POIS ELA HAVIA ME EXAMINADO E DISSE QUE SENTIU UM CHEIRO RUIM ENTÃO EU FIQUEI ASSUSTADA ERA UM SEGUNDA-FEIRA SAI DE AMBULÂNCIA COM O MEU NAMORADO ESTAVA ASSUSTADA PENSEI QUE IA VOLTAR PRA CASA MAIS NÃO JÁ VAI EU DE AMBULÂNCIA PRA MAIS UM HOSPITAL QUE ERA UMA MATERNIDADE. CHEGANDO LÁ A MEDICA ME CONSULTOU E DISSE QUE EU IA FAZER CURETAGEM FIQUEI COM MEDO SABIA QUE ERA UMA RASPAGEM NO ÚTERO MAS NÃO SABIA SE COLOCAVA ANESTESIA QUANDO SOUBE FIQUEI MAS TRANQÜILA. PASSEI A NOITE NESSE HOSPITAL TOMANDO SORO, RODRIGO NÃO PODIA ENTRAR EU TAVA SOZINHA. ENTÃO ESPEREI BASTANTE ATE SUBIR PRO CENTRO CIRÚRGICO ONDE TINHA VARIAS MULHERES PARINDO. ESPEREI UMAS 4 HORAS PRA FAZER CURETAGEM ESTAVA COM UMA CAMISOLINHA SEBOSA E QUANDO A MEDICA ME CHAMA QUE FINALMENTE PENSO QUE VOU FAZER CHEGA UMA MULHER GRÁVIDA, EU JÁ TAVA NA MESA VOLTEI E ESPEREI... QUASE SE ESQUECERAM DE MIM NA SALA AO LADO ATE QUE EU ESCUTEI UMA VOZ ETA TEM UMA MENINA QUE PRECISA FAZER CURETAGEM, ENTÃO ME PEGARAM E UMA DISSE, ETA A BICHINHA JÁ TAVA NA MESA PRA FAZER E CHEGOU A MENINA EM TRABALHO DE PARTO.(ENQUANTO ESPERAVA MINHA VEZ ESCUTEI MUITOS CHOROS DE CRIANÇAS NASCENDO E EU LÁ POR TER PERDIDO )
ENTÃO ME COLOCARAM NA MESA FIQUEI NUA COM AS PERNAS ABERTAS PASSARAM UM SABÃOZINHO NA MINHA VAGINA E ME DERAM A ANESTESIA NA MESMA HORA ME SENTI TONTA E APAGUEI SÓ LEMBRO DE TER ACORDADO DE UM SONO PROFUNDO COM UMA PESSOA CHAMANDO MEU NOME ME TRANSFERIRAM DE MACA E ME DESCERAM PRA UM ALOJAMENTO ONDE TINHA UMA MULHER QUE HAVIA ACABADO DE DAR A LUZ, ESTAVA ELA E A MÃE UMA PAPARICAÇÃO. A MÃE PERGUNTOU E AI MINHA FILHA? FOI HOMEM OU MULHER E EU, NÃO FOI ABORTO MESMO E PASSEI A NOITE TODA COM ESSA VELHA CHATA ACENDENDO A LUZ FALANDO ALTO RECEBENDO GENTE A FILHA DELA ESTAVA CHEIA DE LENÇOL CONFORTO, VENTILADOR E EU COM AS MURIÇOCAS ME COMENDO COM A CAMISOLA MELADA DE SANGUE E UM LENÇOL FINO PRA ME COBRIR. NÃO CONSEGUI DORMIR IRIA SAIR DE 7 HORAS, CONTEI OS MINUTOS MAIS NÃO PASSAVAM FOI DE FATO A NOITE MAIS LONGO DE MINHA VIDA DORMI UM POUCO QUANDO ACORDEI PENSANDO QUE JÁ ERA UMA 4 HS ESCUTEI A MULHER DIZENDO NO CORREDOR QUE ERA MEIA-NOITE ,QUASE MORRI,AI QUERIA SAIR DALI ERA CHORO DE CRIANÇA PRA TODO LADO!!!!!!!!!!! QUE HORROR NÃO AGÜENTAVA MAIS!!!!!!!! QUANDO AMANHECEU PEDI A ENFERMEIRA QUE CHAMASSE RODRIGO E DISSE QUE QUERIA SAIR, PEDI PRA ELE DEIXAR MEU CELULAR PRA PODER FALAR COM ELE E ENTÃO PEDI MINHAS ROUPAS E QUERIA SABÃO PRA TOMAR BANHO E UM ABSORVENTE QUE ESTAVA SANGRANDO ENTÃO A ENFERMEIRA ME EXAMINOU E PERGUNTOU SE ESTAVA BEM E EU DISSE QUE NÃO SENTIA MAIS NADA QUERIA IR EMBORA E ELA ME DEU UM SABÃO FEITO DETERGENTE NO COPO E NÃO TENHA TOALHA ME FERREI FUI TOMAR BANHO E OLHEI AO REDOR ESTAVA NO LEITO DAS MÃES PARIDAS TOMEI BANHO EM UM BANHEIRO COLETIVO E ME ENXUGUEI COM A CAMISOLA MELADA DE SANGUE, Rodrigo nem sequer foi em casa pra pegar minhas roupas,mas não posso reclamar o bichinho dormiu na cadeira do hospital não arredo os pés.
Então sai arrasada comi um café com pão era ate bonzinho e fui assinar a papelada que ate demorou bastante. Rodrigo já havia chamado a mãe pra me pegar e eu sentei pra assinar os papeis de alta ao meu lado conversei com um bando de mulher que haviam se submetido ao mesmo procedimento. Ai, só queria ir pra casa tomar um banho já havia passado um dia de horrores.
ENTÃO ESSA FOI A MINHA TERRÍVEL HISTORIA NÃO TO AQUI PRA JULGAR NINGUÉM MAIS UMA COISA EU DIGO NENHUMA DAS DUAS DECISÕES AMENIZA O SOFRIMENTO ,ACHO QUE TER UM FILHO É MUITA RESPONSABILIDADE MAS FAZER ABORTO É TAMBÉM POIS VOCÊ PODE MORRERRRRRRRRRRR E É UM SOFRIMENTO TANTO FÍSICO QUANTO PSICOLÓGICO A DOR VOCÊ CARREGA COMO UM FARDO O RESTO DA VIDA.
DEUS É O ÚNICO QUE PODE NOS JULGAR NEM NOS MESMOS PODEMOS,SE DECIDIREM ABORTAR TENHAM CERTEZA QUE TAMBÉM VÃO ABORTAR UM POUCO DA FELICIDADE.
SÓ DEUS TERÁ MISERICÓRDIA DE NOSSAS ALMAS!!!!!!!!!! VAMOS FAZER O BEM E NÃO PECAR MAIS.
ASS:ALGUÉM QUE TOMOU A MAIS DIFÍCIL DECISÃO DE SUA VIDA.
2006
Bom...minha história é um pouco diferente da maioria das mulheres daqui mas eu senti que eu precisava compartilhar com pessoas que estão na dúvida entre fazer o aborto ou não.
Eu namoro há 1 ano e 7 meses, amo meu namorado e temos uma relacionamento muito feliz. Sempre tivemos receio que eu engravidasse e nos cuidamos pra que isso não acontecesse. Mas sem que eu percebesse passou 1 mês e meio da minha última menstruação e nada acontecia. Uma coisa dentro de mim me falava que tinha algo de errado, desde o começo.
Falei com meu namorado e decidimos que se eu tivesse grávida, faríamos o aborto por que uma criança atrapalharia muito nossos planos de vida. Sem saber se estava grávida ou não, entrei na Internet pra me informar e caí aqui no site. Li os textos, vi as fotos e falei pro meu namorado que se eu estivesse realmente grávida, eu teria aquela criança e nada me faria mudar de idéia. No dia seguinte, fui fazer o exame de sangue. Eu lembro que no caminho, eu estava apreensiva e ao mesmo tempo empolgada. Eu não queria ser mãe naquele momento, mas queria muito uma criança. Fiz o teste e deu negativo. Uma sensação de alívio e pesar ao mesmo tempo. E se passaram dias e minha menstruação não vinha. Aí fui fazer o ultra-som transvaginal, que tiraria todas dúvidas.
Contei pra minha família da desconfiança, eles ficaram até contentes com a idéia de um neném.
Quando começou o exame, eu logo perguntei: Eu estou grávida?? E a médica respondeu que não, porém ela tinha encontrado outra coisa. Ela detectou um problema nos meus dois ovários que se chama "síndrome dos ovários micropolicísticos". Essa síndrome impede que eu ovule e sendo assim, eu não posso engravidar.
E ali, naquele momento eu descobri o QUANTO eu queria ser mãe. Eu entrei naquela sala com a esperança de um filho e saí com a notícia que nunca vou tê-lo.
Eu tenho 20 anos e hoje eu me sinto meio deficiente, menos mulher. Me sinto como se tivessem amputado as pernas de um corredor. Pra mim, nesse momento, é absurdo quando eu lembro que um dia eu cogitei a hipótese de abortar um filho.
Essa é uma dádiva de Deus, é um ser que vai ter um amor incondicional por vocês e há muita gente por aí, como eu, que reza pra Deus todos os dias pra poder ter uma vida dentro de si.
Recebida em 03/03/06
Oi gostaria de contar um pouco da minha historia!
Prefiro ficar no anonimato.
Tenho 41 anos, Sou divorciada, e tenho dois filhos, uma garota de 16 e um garoto de 20. Logo que me separei, conheci um rapaz mais novo do que eu, e comecei a namorá-lo. Logo ele foi morar na minha casa, meus filhos aceitaram, mais minha filha nunca gostou, porque ela sempre achou ele muito desocupado, mais mesmo assim, continuou morando conosco. E meu ex marido nunca desconfiou disso. O tempo foi passando e sempre achava que amava ele, mais eu estava enganada completamente enganada, o meu amor por ele foi acabando mais quando foi em fevereiro de 2004, minha menstruação atrasou fiquei desesperada e logo contei a duas amigas minha de confiança eu pensei logo, imagina eu tinha 40 anos, o que iriam pensar de mim, o que meu ex marido iria falar, meus filhos então???? Isso rodeava minha cabeça não sabia o que fazer!!! Entrei em desespero.
E tudo se confirmava, estava realmente grávida!! Isso entrou como uma BOMBA na minha vida!!!
Não sabia o que fazer, pensei em abortar, tomei vários chas que poderiam fazer abortar!!
Mais nada adiantou ate que resolvi mudar para a cidade onde moram meus pais, minha filha foi primeiro e quando cheguei depois de um mês minha barriga estava grande já estava com 3 meses e meus seios que sempre foram pequenos aumentaram e a primeira pessoa que percebeu isso foi minha
filha ela ficava sempre olhando pra minha barriga não tinha dito nada a ninguém e minha filha que era a caçula, jamais aceitaria um filho de outro homem a não ser o pai dela!! Mais ela já e bem grandinha e entende.
Ate que um dia, ela chegou ate mim e perguntou: "Mãe, você esta grávida??" Aquilo foi um impulso muito grande para mim não sabia o que responder!!
Disse que não, que era coisa da cabeça dela mais tinha medo mesmo era da reação do meu pai que apesar de eu já ter 40 anos e muita sabedoria de vida ele iria me jogar a pedra pois ele é daqueles muito antigo e jamais aceitaria uma filha mãe solteira. Ate que um dia contei aos meus filhos, meu filho aceitou numa boa mais minha filha ficou com muito ciúme afinal ela era a caçula né!!
Mais conforme o tempo foi passando ela foi aceitando! Ate que tive coragem e contei ao meu pai ele disse q aquilo era a pior noticia da vida dele!! O tempo passou e tirei da minha cabeça de matar minha pequenina de dentro de mim!!! Fiz os exames, ultra-sonografia estava tudo bem!!
Comecei a planejar as coisas, o chá de bebe, e tudo mais!!
O pai dela ligava de vez em quando, porque eu estava em outra cidade, mais nem queria saber dele!!
Ganhei muitas coisas, e isso me fez animar! Quando fiz a ultra-som e vi que era uma menininha linda, chorei de emoção, maldito dia que pensei em tirar minha pequena de dentro de mim. Minha barriga foi crescendo, e cada vez mais feliz! Só tinha um medo! Como minha idade já tinha passado de ter filhos ficaria com medo de algo acontecer. No 6 mês de gestação, fiquei internada, com problemas no meu rim, mais superei, e fiquei bem e minha pequena também, tinha sofrido muito com o pai dela. Ele me fazia muito mal ainda bem que agora estou muito longe dele!
Minha barriga foi crescendo ele nem ligava pra mim de vez em quando ele telefonava pra saber, mandou 150,00 pra mim uma vez pra fazer exames pois eu estava com anemia antes da minha pequena Rafaella nascer a avó dela mandou roupinhas aceitei porque era o jeito ela e a avó né. Quando foi na madrugada de 19 de novembro de 2004, com muita dor, minha pequena Rafaella nasceu, muito linda, branquinha, gordinha, saudavel!!
Nem parecia que aquela coisinha linda, apesar de tanto sofrimento dentro de mim nasceu linda e saudável, pedi tanto a Deus para q nada acontecesse a ela pois tinha tomado os chas, nossa nem gosto de lembrar!
O meu parto foi normal me achei uma guerreira pois com 40 anos dei a luz a minha filhinha linda!!
Minha filha que no começo não aceitava, amou quando ela nasceu e ela foi a primeira a ir visitá-la.
É a xerox da minha filha. Tive alta, cheguei em casa, meu pai foi olhá-la, achou linda!!
Não esperava essa reação dele pois ele tinha odiado quando dei a noticia a ele. Quando minha pequena nasceu, o pai dela ligou algumas vezes, e nunca mais. Peco perdão a Deus por ter pensado em tirar minha filhinha de dentro de mim.
Hoje ela esta com 1 aninho e 3 meses e a maior alegria da casa, dos irmãos dela, dos avos!!
Meu pai? nossaaaa!!! meu pai ama ela d++!!
Ela é muito esperta, inteligente, sapequinha, já come a comida sozinha!! é minha alegria de viver..
Deus escreve certo em linhas tortas.
Ele me deu minha pequena talvez se não tivesse ela estaria em uma depressão muito grande!!!
Faz quase 1 ano que o pai e a avó dela não liga para ter noticias dela, nem quero que eles liguem mesmo minha filhinha é só minha ele nunca se preocupou com ela!
Eu trabalho e com o meu suor dou tudo a ela não quero nenhum dinheiro dele. ele me fez sofrer muito! Ate hoje meu ex marido, pai dos meus primeiros filhos, não sabe da existência da minha pequena Rafaella. Não imagino a reação dele quando souber!!
Mais meu sofrimento me fez amadurecer muito e não deixo que ninguém faça nada a minha filhinha linda! Por ela eu faço o que for!!
Agradeço a Deus pela minha filha linda por ser esperta e saudável!
Deus nos deu o dom de dar a vida! E não de tirá-la!
Espero q meu depoimento faça mudar a cabeça de muitas mulheres que pensam em abortar!!!
Não faça isso!! Você ira se arrepender pro resto da sua vida!
Pensa na criatura maravilhosa que esta dentro de você! ele precisa de você pra sobreviver!!
Imagina você matar o seu filho!! Que pecado maior seria esse!
Diga não ao ABORTO e sim a VIDA.
Recebida em 18/02/06
Oi boa noite pra todos, eu vim aqui deixar minha experiência sobre o dia que eu tive que tomar a decisão mais difícil da minha vida,logo eu que desde pequena sempre fui uma pessoa tão religiosa e que até cheguei a pensar em ser freira, mais antes tivesse sido pra não ter que passar por tantas provações.
Atualmente tenho 23 anos e sou estudante de psicologia,me encontro no 10° período e me formo em junho desse ano,acreditem vocês que eu passei dois dias e li todos os testemunhos desde 2003 até 2005, com a vã esperança de que achasse um parecido com o meu caso, tolamente pois nenhum caso é igual ao outro e a única coisa que se assemelha é a imensa dor que se sente após ter cometido o ato.
Não estou aqui pra julgar ninguém, minha história começa assim...
Sempre fui uma menina religiosa e criada com uma família muito conservadora e machista,meus pais sempre lutaram muito pra poder me dar tudo de bom e do melhor em relação a tudo. Minha educação sempre foi muito rígida nunca conversei com meus pais sobre sexo, a conversa que minha mãe tinha comigo é que homem não prestava e que só queria comer as mulheres e que mulher tinha que se da ao respeito. Meus pais nunca deixaram sair pra festas e sempre me vigiavam,se metiam até com minhas amizades. Até os 15 anos nunca havia beijado ninguém vim beijar quando estava com 15 anos e meio quase 16, foi em uma festinha de são João, com 15 anos minha mãe me soltou um pouco mais e comecei a ir pras festinhas de são João que tinha na minha cidade com uma amiga minha mais não demorou muito que ela descobriu e me proibiu de andar até com minha amiga. Fiquei muito triste e desde então comecei a mentir que ia pra outro lugar pra sair pra algum canto mesmo assim era raro eu sair pra festas, como é o normal de todo adolescente. Ganhei minha liberdade parcial quando passei no vestibular de psicologia a faculdade era na capital e tinha que viajar o que se tornou longe e cansativo pra mim ,então meus pais resolveram me levar para morar na Capital em um apt alugado foi ai que tudo começou, eu tinha 18 anos e estava deslumbrada com a cidade grande,garotos,festas mais mesmo assim me continha não fui irresponsável pois carregava no coração educação conservadora de minha família que mesmo longe ainda me vigiava vindo todo final de semana pra trazer a feira pra mim. Então nessa vida nova fui me adaptando comecei a sair e a conhecer pessoas novas fiquei com vários meninos e conheci meu primeiro namorado em uma exposição de animais ele tinha 14 anos e eu tinha 18 anos quase 19 só que ele mentiu a idade e eu e acreditei pois ele tinha porte de homem de 18,depois descobri mas já estava gostando dele, então namorei com ele um namoro meio torto mau nos víamos eu era virgem passei um bom tempo assim com ele até que decidi perder a virgindade com ele aos 20 anos, doeu muito e não penetrou completamente não senti prazer nenhum só dor,apesar da idade ele era bem experiente. Então foi a a partir daí que dei início a minha vida sexual .Depois de 2 anos dentre sumiços e voltas decidi acabar com Paulo...quando estava com ele me sentia muito só e tive vários outros encontros com homens que mau - conhecia queria experimenta, me senti um pouco amada pois Paulo só aparecia uma vez por mês ou nenhuma e quando vinha só queria transar e ia embora, eu bestalhada deixava pois gostava dele. O que preenchia meu vazio era ficar com outros em sua ausência, pretendia arrumar um outro que me amasse e que ligasse pra mim para deixar Paulo,mais nunca encontrava daí chegou um dia que tive a coragem de acabar com aquele ridículo,ele estava com 17 anos quando resolvi acabar tudo. Sempre transei com ele com camisinha,só experimentei fazer sem uma vez,com um menino que eu mau conhecia em uma festa na casa de uma amiga mais foi a única,ate então,sorte que nada aconteceu.
Uma loucura!!!! Durante o “NAMORO” com Paulo eu fiquei com uns quatro caras e fiz sexo sempre com camisinha, esses casinhos sempre demoravam, pouco tempo.
Até que cansada de sofrer resolvi fechar o coração pra balanço não quis mais saber de ninguém só se fosse pra coisa séria então esperei.
Com 21 anos conheci um menino maravilhoso na academia que eu malhava ,ele sempre malhou comigo mais nunca nos falamos,nossa amizade começou quando ele ficou amigo de um menino na academia que era afim de mim ficaram os dois disputando meu amor. E u escolhi Rodrigo mas no fundo o outro já sabia que eu não gostava dele,começamos na amizade e ate que ele me pediu em namoro e eu aceitei no dia 29/05/02 nos dávamos muito bem e o considero o meu 1° namorado de verdade aprendi tudo com ele, no início eu tinha o maior medo de fazer até com camisinha,depois pedi pra ele pra experimentar sem camisinha foi maravilhoso!!!! Ele tinha medo mais então aceitou ,quando eu não queria mais fazer sem camisinha ele é que só queria fazer assim,então ficamos fazendo sem e ele ejaculava fora, sabia que tava errada mais não sei em que estava me confiando e fomos levando ate que começamos a fazer um ano sem camisinha e ele ejaculando dentro eu ia correndo pro banheiro depois lavar colocava a mangueirinha lá dentro e como sempre estava vindo achei que nunca ia ficar que tava dando certo o meu procedimento. Até que comecei a ficar com medo de ta fazendo assim era como se algo estivesse me avisando eu comecei a dizer a ele que não queria mais fazer daquele jeito tão irresponsável e se acontecesse?e eu já havia tido o exemplo de um amiga minha que fez aborto com 2 meses e viu o filhinho todo formadinho descer no ralo do banheiro e eu me sentia culpada só por ter dito o nome do remédio a ela , imagina se acontece comigo????????? O que seria de mim? então eu me afastava do meu namorado não queria mais fazer com a mesma freqüência, ele começou a me perguntar o por que eu estava tão diferente não queria mais fazer na mesma intensidade, começou a achar que não tinha mais tesão ficava me cobrando,com camisinha não queria mais faze, dizia não sentir nada e eu acabei cedendo pra ele e na loucura da relação sexual acabávamos indo aos finalmente, quando eu decidi nunca mais fazer dessa forma minha menstruação atrasou no mesmo mês da decisão.
Não lembrava direito a DATA CERTA DA ULTIMA VEZ, nunca fui de marcar dias conversei com Rodrigo (meu namorado) que sempre vinha dormir comigo no meu apt (na capital) meus pais a essa altura já sabiam do meu namoro com ele(foi o 1° namoro sério que tive, levei em casa e tudo).
Então perguntei a Rodrigo o dia e ele sabia mais que viria dia tal,pelas contas dele já estava atrasada uns 3 dias fiquei desesperada mais ai fazendo as contas lembrei o dia e vi que Rodrigo estava errada que deveria vir daqui a 3 dias esperei ansiosamente estava preocupada tinha um mau pressentimento meus seios estavam diferentes, maiores achei que fosse devido a TPM mais ai chegou os dia de vir a menstruação e NÃO VEIO!!!!!!!!!!!!!! DESESPERO NÃO QUERIA ACREDITAR NA POSSIBILIDADE DE ESTAR!!!!!!
Rodrigo estava convicto que eu não estava Grávida pois já havia atrasado antes e ele já estava acostumado a sempre vir,mas eu pressentia,ia olhar meus seios no espelho e eles estavam Diferentes!!!!AS AUREOLAS ESCURAS E O MAMILO PROTUBERANTE!!!! APERTEI NADA SAIA, MAIS ESTAVAM MAIORES!!!!
Sentia que não tava normal ,de inicio não percebi mas estava dormindo muito ,certo dia quando acordei estava com a temperatura do corpo muito elevada o que também indica gravidez. Resolvemos comprar um exame de farmácia e fiz esperei desesperadamente não tinha coragem de ver o resultado foram 2 tracinhos (POSITIVO),naum acreditei me desesperei Rodrigo não acreditava estava convicto que não estava então resolvemos fazer o exame de sangue no mesmo dia e o resultado ia sair no outro dia enquanto isso deixei de comer de viver, no estágio tinha que fingir ta tudo certo,um dia chorei do nada e inventei uma história qualquer mais como todos do estágio estavam, estressados colou,mais minhas amigas estavam preocupadas comigo.
Esperei o dia todo nunca me esqueço era um dia de sexta feira que eu tinha aula de manha ate de noite e estava muito nervosa, disse pra Rodrigo QUE ELE NÃO ME DISSESSE NADA POR TELEFONE SÓ QUANDO CHEGASSE EM CASA, O RESULTADO SAIRIA HOJE AS 16:30 ESSA HORA ESTAVA NA AULA DE ESTATÍSTICA MUITO ANSIOSA PEDIA PRO PROFESSOR TERMINAR MAIS RÁPIDO ELE Não ENTENDIA PQ ERA SEMPRE FUI ALUNA TÃO ESFORÇADA + TERMINOU.
Nada do telefone tocar já era noite estava na aula ,a esta hora Rodrigo já devia saber do resultado. 20:30 acabou a aula,sai correndo pra casa com medo antes ,a tarde passei na igreja e pedi a DEUS que não estivesse pra não ter de fazer o que estava pensando e que era contra todos sos meus princípios. Finalmente chego no apt ligo pra Rodrigo,não tenho coragem de perguntar nada por telefone,ele estava feliz e então supus que não estava mais me enganei ele chegou no apartamento pedi que não dissesse nada fomos pra casa dele ,sua mãe havia viajado pra São Paulo por uma semana. Então eu perguntei e ele me confirmou positivo,eu pensei que ele estivesse brincando comecei a chorar desesperadamente e pedi o exame pra ver pessoalmente tinha positivo com a quantidade de hormônios que correspondia a um mês mais ou menos mais não dava pra entender direito,eu me assustei como podia? estar com esse tempo todo se a menstruação não atrasou isso tudo então fiz as contas o mais próximo seria 1 mês mais que isso impossível. Fiquei um caco durante o final de semana só queria saber se arrumar o remédio tive uma briga feia com meu namorado e ele de inicio não queria tirar queria que tivesse pois não queria conviver com essa culpa ,eu tinha raiva dele joguei na sua cara as irresponsabilidades da gente não só sabíamos que estávamos errados como pudemos ser tão inconseqüentes ,lembrei a ele o dia que disse pra que nós parássemos de vez e que ele devia ter me incentivado agora taí, acabei com a minha vida,no estagio só lembrava das palavras das supervisoras,meninas não inventem de engravidar pois não darão conta das atividades que tem a fazer no estágio. Meu mundo caiu Rodrigo resolveu chamar a minha amiga que já havia feito aborto eu não QUERIA QUE NINGUÉM SOUBESSE, ELA VEIO ME DEU APOIO PRA EU PENSAR DIREITINHO MAS DISSE QUE ME APOIAVA EM QUALQUER DECISÃO,nisso Rodrigo não queria que eu tirasse queria assumir eu com 23 anos ele com 25 anos ,os dois sem emprego,eu terminado a faculdade e ele só com o 2° grau morando na casa da mãe que não gosta de mim e nem dele. Uma loucura. Antes de falar com minha amiga implorei pra Rodrigo ligar pra farmácia pra pedir o remédio(que ingenuidade a minha) pensei que podia conseguir na farmácia e nem sabia que era tão caro a sorte é que sempre juntei um dinheirinho pq Rodrigo não tinha nenhum puto pra nada ate o exame de gravidez quem pago foi eu. ELE NÃO TINHA NADA A OFENDER SÓ EU, ELE PASSAVA 9º DIA TODO EM CASA DORMINDO DESEMPREGADO. Ele é técnico em informática e ta difícil arrumar emprego na área dele. Quando minha amiga chegou chorei como criança na sua frente ela também chorou pois sabia o que eu ia enfrentar pela frente,decidi ela tentou convencer Rodrigo ele se convenceu,só que era difícil encontrar o remédio, só conseguimos depois de 7 dias através de um bate- papo de Rodrigo na net com um menino que já tinha feito o menino disse que ele devia ir em tal que era perto de nossa casa e iria conseguir,Rodrigo veio então falar comigo que estava feito um zumbi só fazia chorar,então no outro dia,sábado,Rodrigo foi comprar 150reais 4 comprimidos e então decidi não mais esperar .eu estava sozinha no apartamento com ele era véspera de eleição. Ele já estava decidido que eu realmente deveria abortar e estava comigo nessa então esperei dar mais tarde não comi quase nada o dia todo e quando foi umas 23:00hrs eu tomei 2 e introduzi dois com os dedos mesmos estava tremendo de medo Marlon pegou a cadeira e ficou do meu lado,trouxe a televisão pro meu quarto e tava passando uma cena que não me lembro o que direito que só passava mulheres tendo crianças eu não queria nem ver parecia mentira. JÁ ESTAVA FEITO!!!minha amiga ligou e deu umas dicas disse que eu ia passar mau de querer desmaiar e quando acontecesse isso Rodrigo deveria me colocar debaixo do chuveiro pra que eu não desmaiasse. Então dormi e ele passaram uns 40 minutos e acordei com uma dor na barriga vontade de ir no banheiro era uma desinteria muito forte parecia que ia sair minhas tripas pela bunda,quando peguei o papel pra mim limpar veio sangue no papel levantei Rodrigo preocupado então foi trazer água pra mim foi quando eu lembro de ter encostado na parede e comecei a bater com as mãos nela passando muito mal uma agonia que não da pra explicar só sentindo então Rodrigo perguntou o que eu tinha e eu me sentindo tonta uma agonia falta de ar achei que fosse morrer ali mesmo,só pensava nos casos que li na Internet do remédio do Paraguai que engrossava o sangue e podia levar a morte então pensei que fosse morrer ali mesmo eu mandei Rodrigo ligar pra sua mãe rápido,muito rápido queria ir pro hospital quando ia desmaiar ele me jogou no chuveiro frio foi ai que eu dei uma despertada como se fosse um choque térmico me acordei pulava e o sangue descendo entre as pernas ate que passei uns 15 minutos sentindo essa agonia e passou,Rodrigo me cobriu com um lençol e deitei na cama estava melhor pedi pra ele dar descarga não tinha coragem de olhar e ele disse que procurou não havia nada só fezes dormir quando foi de 5:oohs me acordei e fui no banheiro a toalha estava um pouquinho melada de sangue e fiz xixi senti algo grossinho passando pela minha vagina mais Rodrigo disse oque não foi nada só sangue,o sangramento começou a estancar vir pouco e durou só 2 dias normal ,não muito. Na segunda-feira minha amiga me procurou pra saber como havia sido eu falei pra ela que tinha sido a pior noite de minha vida e disse que já havia parado o sangramento ela perguntou e aí,saiu alguma coisa eu disse que Rodrigo falou que não e eu tinha dado uma espiada e realmente não havia saído e eu confio muito na palavra de Rodrigo,ela achou estranho não ter saído nada mais deixou pra lá e eu também. OS DIA FORAM SE PASSANDO E EU ESTAVA ANESTESIADA NÃO HAVIA CAÍDO MINHA FICHA AINDA, VOLTEI A COMER O QUE NÃO TINHA COMIDO ESSE TEMPO TODO, HAVIA ATÉ EMAGRECIDO, fiz o aborto no sábado no domingo fui votar no interior,viajei]em pé de ônibus 1 hora pra chegar na minha cidade, e tudo estava aparentemente normal. Achava que eu tinha tido sorte por não ter visto nada e segui minha vida. Sentia remorso e parecia que tinha sido um pesadelo.
ABORTO 2° PARTE
Achei que tava tudo resolvido,que era só aquilo durante a semana chorava muito lembrava,meu namorado me consolava e procurava me alegrar dizendo que íamos ter ainda muitos filhos e que Deus um dia iria nos perdoar pois ele sabia o que havíamos passado e que fazer isso doeu muito mais na gente do que no bebe que tinha pouco menos de 1 mês que era só um aglomerado de células e carne que não tinha consciência, pedi perdão a deus que só ele sabia a dor e o sofrimento que passei durante esses dias de provação.
AI JÁ HAVIAM SE PASSADO 13 DIAS DESDE A TOMADA DO REMÉDIO (CYTOTEC) ERA DIA DO CASAMENTO DE UMA GRANDE AMIGA MINHA ENTÃO FUI AO INTERIOR CASA DOS MEUS PAIS PARA PEGAR UM VESTIDO E VOLTEI FIZ ESCOVA UMA CORRERIA ME CANSEI MUITO NESSE DIA MAU ME ALIMENTEI E PRA ACABAR DE ACERTAR O CASAMENTO ERA MUITO LONGE DE NOSSA CASA E TÍNHAMOS DE IR DE BUSÃO E PEGAR METRO E AINDA IR ANDANDO UM PEDAÇÃO. Quando fui pegar o vestido na casa de meus pais no interior que vou no banheiro pra fazer xixi,VEJO SANGUE NA CALCINHA E ACHEI ESTRANHO PENSEI QUE A MENSTRUAÇÃO SÓ IRIA VIR DEPOIS DE 28 DIA DESDE O DIA 22 DIA QUE TOMEI O REMÉDIO E SANGREI, MAS ENTÃO DEIXEI PRA LÁ E FUI AO CASAMENTO. O fluxo não tava muito mais tava razoável coloquei absorvente e fui pra capital sem saber o que me aguardava, fiz escova sai correndo minha amiga me esperava no meu apt, disse a Rodrigo ele também não se importou com o sangramento afinal,achávamos que já havia ocorrido o aborto corremos muito fomos no ônibus, pegamos o metro,eu de salto alto já não agüentava mais de tanto andar quando saímos do metro tivemos que andar uma légua correndo em uma rua escura eu, Rodrigo,minha amiga e seu namorado,andamos muito eu já não agüentava mais chegando na festa não tinha onde se trocar eu e minha amiga corremos pra mata e nos trocamos nos matos então ate ai tudo bem estava exausta,a sorte que Rodrigo encontrou uns amigos na festa e resolvemos voltar com eles passamos pouquíssimos tempo na festa.
CHEGANDO EM CASA ESTAVA UM CACO MORRENDO DE FOME EU E RODRIGO FOMOS LANCHAR E DEPOIS VOLTAMOS SENTAMOS NO SOFÁ PRA ASSISTI TV NÃO ESTAVA SOZINHA NO APT ESTAVA COM UMA AMIGA. COMECEI A SENTIR ALGUMAS CÓLICAS NO INICIO DA 12:00 NOITE NÃO SABIA O QUE ESTAVA POR VIR, NESSE DIA BRIGUEI COM MEU NAMORADO E ELE SE ARRETOU E DISSE QUE IA EMBORA QUE NÃO IA DORMIR COMIGO NAQUELA NOITE PQ EU TAVA MUITO CHATA, DEIXEI PRA LÁ.
FUI DEITAR NA CAMA DE MADRUGADA 1:00HS E SENTIA ALGUMAS CÓLICAS CADA VEZ MAIS AUMENTANDO ,RESUMINDO NÃO CONSEGUI DORMIR A MADRUGADA INTEIRA PASSEI A NOITE TODA ME CONTORCENDO NA CAMA, JURO !!!! BALANÇAVA A DUAS PERNAS DE UM LADO PRA OUTRO E EU SOFRENDO LIGUEI PRA O CELULAR DE RODRIGO DESLIGADO TENTEI A NOITE TODA XINGAVA TANTO ELE, POXA NA HORA QUE MAIS PRECISO ESSE PORRA DESLIGA O CEL, LIGUEI PRA CASA DELE E QUEM ATENDEU FOI O IRMÃO QUE PERGUNTOU SE EU QUERIA QUE O CHAMASSE EU PUTA DA VIDA DISSE NÃO, NÃO.
MAS DEPOIS A DOR AUMENTOU TANTO QUE ME VI DESESPERADA LIGUEI ,LIGUEI O RESTO DA MADRUGADA E DESLIGARAM O TEL. DE CASA O CELULAR DA MÃE E FIQUEI S/TER COMO FALAR COM ELE. ESTAVA PUTA MAIS A DOR ERA TANTA,FUI NO BANHEIRO FAZER XIXI,ATE QUE SAIU MUITO SANGUE E UM COAGULO ,EU FIQUEI MUITO ASSUSTADA PENSEI QUE FOSSE UM FETO E METI A MÃO NA PRIVADA NA SANGUERA E TIREI E FUI OLHAR NÃO PARECIA COM NADA ERA UM TECIDO ESPONJOSO MAIS EU ACHEI QUE ERA O FETO. ENTÃO FIQUEI DESESPERADA TINHA DE FALAR COM RODRIGO SÓ PODIA FALAR COM ELE NÃO QUERIA FALAR COM ESSA MINHA AMIGA QUE ERA DA FAMÍLIA PODIA ESTRANHAR E PERCEBER ALGO...ENTÃO NÃO AGÜENTANDO MAIS A DOR ELA JÁ HAVIA ACORDADO ERAM UMAS 6:30 DO DOMINGO ENTÃO DISSE A ELA QUE EU TAVA PASSANDO MUITO MAU,SAINDO MUITO SANGUE E QUE EU PRECISAVA FALAR COM RODRIGO ELA PEDIU PRA LIGAR EU DISSE QUE NÃO DAVA JEITO ELE HAVIA DESLIGADO LIGUEI PRA MINHA OUTRA AMIGA(A QUE HAVIA ME AJUDADO DA PRIMEIRA VEZ) E ELA DISSE QUE EU ME ACALMASSE ,ENTÃO EU COLOQUEI O ABSORVENTE E O SANGUE ERA TANTO QUE O ENCHARCOU EM 5 MINUTOS ESTAVA DESESPERADA ERA SANGUE PRA TODO LADO NO MEU QUARTO FUI NO BANHEIRO TOMAR BANHO PRA IR NA CASA DE RODRIGO IRIA DE TÁXI E QUANDO ABRO O CHUVEIRO QUE EU VOU TOMAR BANHO,EU VEJO A CENA MAIS TERRÍVEL QUE EU JÁ VI EM TODA A MINHA VIDA,UM BANDO DE COAGULOS CAÍRAM DE DENTRO DE MIM MUITO GRANDES MUITO SANGUE E EU METI A MÃO PRA VER SE ERA PEDAÇO DE UM BEBE MAIS NÃO TINHA NADA ERA SÓ TECIDO ESPONJOSO FIQUEI DESESPERADA PENSEI QUE FOSSE PEDAÇOS DE MEU ÚTERO QUE EU TAVA MORRENDO ENTÃO SAI DO BANHEIRO PINGANDO DE SANGUE POR BAIXO TENTEI SOCAR O COAGULO PELO RALO MAIS NÃO PASSAVA ESSA MINHA AMIGA NÃO PODIA VER MAIS ACABOU VENDO EU FUI PRA VARANDA A SORTE É QUE TINHA UM TÁXI PARADO NA FRENTE DE MINHA CASA E SEM SERVIÇO FOI UMA GLORIA PRA MIM POIS EU NÃO TINHA PRA QUEM LIGAR TAVA NÃO SABIA NUMERO DE TÁXI E NEM ONDE ENCONTRAR UM FUI EMBORA CHAMEI MINHA AMIGA QUE SEM ENTENDER O QUE TAVA ACONTECENDO FOI COMIGO CHEGUEI NA CASA DO MEU NAMORADO MAU PODIA ANDAR ELE ASSUSTADO PERGUNTOU O QUE HOUVE E EU DISSE QUE PASSEI A MADRUGADA LIGANDO ELE EM 5 MINUTOS S E ARRUMOU MINHA AMIGA LIGOU PRA MIM DESESPERADA E PERGUNTOU O QUE EU TAVA SENTIDO SE ERA MAU ESTAR EU DISSE QUE TAVA SANGRANDO MUITO, MUITOS COÁGULOS. E ENTÃO FUI PARAR EM HOSPITAL PUBLICO POIS NEM EU NEM MEU NAMORADO TÍNHAMOS PLANO DE SAÚDE NEM DINHEIRO MANDEI MINHA AMIGA EMBORA .FOMOS EM UM HOSPITAL NÃO ATENDIA NO 2 FUI ATENDIDA SÓ PQ ERA EMERGÊNCIA, ME DEITARAM EM UMA MACA PEDIRAM PRA EU TIRAR A ROUPA E PRA RODRIGO FICAR DO LADO DE FORA ESPERANDO ESTAVA AFLITA FIQUEI DEITADA NA MACA NUA COBERTA POR UM LENÇOLZINHO MIXURUCA A MULHER DISSE QUE O MEDICO IRIA DEMORAR UM POUCO MAS QUE EU NÃO ME PREOCUPASSE AINDA ME LEMBRO DE SUAS PALAVRAS “NAUM SE PREOCUPE MÃEZINHA VOCÊ DEVE TA ABORTANDO ISSO É UM ABORTO FICA CALMA “ E FOI AI QUE EU FIQUEI INCUCADA, COMO PODE SE EU JÁ ABORTEI A TRÊS DIAS ATRÁS, COMO PODE?ENTÃO EU CHORAVA DE DOR A MACA FICOU ENSOPADA DE SANGUE O MEDICO CHEGOU E SEM NEM MAIS METEU O DEDO NA MINHA VAGINA PRA EXAMINAR MEU COLO DISSE” É ELA TEM O COLO BEM FECHADINHO” FIQUEI MORTA DE VERGONHA QUANDO ELE TIROU O DEDO MEIO MUNDO DE SANGUE EU SENTI SAINDO FIQUEI LÁ, ME DERAM UM ABSORVENTE GERIÁTRICO E SEM FRESCURA ME PEDIRAM PRA VESTIR COLOQUEI E ME DERAM SORO FUI PRA UMA SALA ELES ME DERAM BUSCOPAM PRA AMENIZAR A DOR VIA INTRAVENOSA E NADA ENTÃO EU PASSEI ACHO QUE 4 HORAS GEMENDO DE DOR EM CIMA DE UMA PORRA DE UMA MACA DE HOSPITAL PÚBLICO IMAGINEM???? EU SÓ ESCUTAVA AS PESSOAS QUE TRABALHAVAM SORRINDO VENDO NOVELA CONVERSANDO E EU LÁ GEMENDO DE DOR QUERIA QUE ME DESSEM ALGO DECENTE PRA PARAR AO DOR CHOREI SEM PARAR QUE MEUS OLHOS INCHARAM TANTO QUE PARECIA QUE TINHA LEVADO 2MURROS NOS OLHOS MAU DAVA PARA ABRIR PEDI PRA IR NO BANHEIRO E FUI QUANDO PASSEI PELOS ENFERMEIROS ESCUTEI”MEU DEUS O QUE É ISSO NO OLHO DELA? NÃO É ALERGIA A MEDICAÇÃO? E EU SEM ENXERGAR PERGUNTEI ONDE ERA APORTA DO BANHEIRO E EU NÃO ACERTAVA E OS ENFERMEIROS NÃO É ALI É ALI MINHA FILHA!!!!!!!!!!!SEM QUERER COLOQUEI A CARA NO CONSULTÓRIO DO MEDICO QUE EU ACHO QUE SE ASSUSTOU COM MINHA CARA INCHADA,MORRI DE VERGONHA, FUI NO BANHEIRO COM O SORO NA MÃO QUE DIFICULDADE PRA FAZER XIXI COM O SORO NA MÃO!!!! FIZ SAIU MAIS MEIO MUNDO DE COAGULO DEI DESCARGA E TENTEI DEIXAR O BANHEIRO LIMPO AINDA..VOLTEI E DEITEI. MUITA DOR ATE QUE O MEDICO ME DEU MAIS UMA DOSE DE DIPIRONA E PEDIU PRA CHAMAR MEU NAMORADO ELE ENTROU E FICOU ASSUSTADO COM MEU OLHO E O MEDICO DISSE QUE IA TOMAR DIPIRONA E IA DORMIR UM POUCO. FOI AI QUE A DOR FOI PARADO LENTAMENTE...NUNCA SOFRI TANTO ,OLHAVA PRO TETO E PENSAVA NOS MEUS PAIS QUE NÃO ESTAVAM SABENDO DE NADA E EU ALI JOGADA NAQUELA MACA COMO SE FOSSE UMA QUALQUER...SE ELES SOUBESSEM... ENTÃO DORMI E ME ACORDEI QUANDO ME ACORDEI O MEDICO ME DEU ALTA PEDIU PRA FAZER O EXAME HCG E VOLTAR COM O RESULTADO. EU NÃO DISSE NADA QUE ESTIVE GRÁVIDA NEM QUE TOMEI O REMÉDIO,DISSE QUE NÃO SABIA DA GRAVIDEZ.
ENTÃO NO OUTRO DIA VOLTEI COM MEU NAMORADO E CHEGANDO LÁ A MEDICA ME ATENDEU E DISSE QUE EU IA SER TRANSFERIDA POIS ELA HAVIA ME EXAMINADO E DISSE QUE SENTIU UM CHEIRO RUIM ENTÃO EU FIQUEI ASSUSTADA ERA UM SEGUNDA-FEIRA SAI DE AMBULÂNCIA COM O MEU NAMORADO ESTAVA ASSUSTADA PENSEI QUE IA VOLTAR PRA CASA MAIS NÃO JÁ VAI EU DE AMBULÂNCIA PRA MAIS UM HOSPITAL QUE ERA UMA MATERNIDADE. CHEGANDO LÁ A MEDICA ME CONSULTOU E DISSE QUE EU IA FAZER CURETAGEM FIQUEI COM MEDO SABIA QUE ERA UMA RASPAGEM NO ÚTERO MAS NÃO SABIA SE COLOCAVA ANESTESIA QUANDO SOUBE FIQUEI MAS TRANQÜILA. PASSEI A NOITE NESSE HOSPITAL TOMANDO SORO, RODRIGO NÃO PODIA ENTRAR EU TAVA SOZINHA. ENTÃO ESPEREI BASTANTE ATE SUBIR PRO CENTRO CIRÚRGICO ONDE TINHA VARIAS MULHERES PARINDO. ESPEREI UMAS 4 HORAS PRA FAZER CURETAGEM ESTAVA COM UMA CAMISOLINHA SEBOSA E QUANDO A MEDICA ME CHAMA QUE FINALMENTE PENSO QUE VOU FAZER CHEGA UMA MULHER GRÁVIDA, EU JÁ TAVA NA MESA VOLTEI E ESPEREI... QUASE SE ESQUECERAM DE MIM NA SALA AO LADO ATE QUE EU ESCUTEI UMA VOZ ETA TEM UMA MENINA QUE PRECISA FAZER CURETAGEM, ENTÃO ME PEGARAM E UMA DISSE, ETA A BICHINHA JÁ TAVA NA MESA PRA FAZER E CHEGOU A MENINA EM TRABALHO DE PARTO.(ENQUANTO ESPERAVA MINHA VEZ ESCUTEI MUITOS CHOROS DE CRIANÇAS NASCENDO E EU LÁ POR TER PERDIDO )
ENTÃO ME COLOCARAM NA MESA FIQUEI NUA COM AS PERNAS ABERTAS PASSARAM UM SABÃOZINHO NA MINHA VAGINA E ME DERAM A ANESTESIA NA MESMA HORA ME SENTI TONTA E APAGUEI SÓ LEMBRO DE TER ACORDADO DE UM SONO PROFUNDO COM UMA PESSOA CHAMANDO MEU NOME ME TRANSFERIRAM DE MACA E ME DESCERAM PRA UM ALOJAMENTO ONDE TINHA UMA MULHER QUE HAVIA ACABADO DE DAR A LUZ, ESTAVA ELA E A MÃE UMA PAPARICAÇÃO. A MÃE PERGUNTOU E AI MINHA FILHA? FOI HOMEM OU MULHER E EU, NÃO FOI ABORTO MESMO E PASSEI A NOITE TODA COM ESSA VELHA CHATA ACENDENDO A LUZ FALANDO ALTO RECEBENDO GENTE A FILHA DELA ESTAVA CHEIA DE LENÇOL CONFORTO, VENTILADOR E EU COM AS MURIÇOCAS ME COMENDO COM A CAMISOLA MELADA DE SANGUE E UM LENÇOL FINO PRA ME COBRIR. NÃO CONSEGUI DORMIR IRIA SAIR DE 7 HORAS, CONTEI OS MINUTOS MAIS NÃO PASSAVAM FOI DE FATO A NOITE MAIS LONGO DE MINHA VIDA DORMI UM POUCO QUANDO ACORDEI PENSANDO QUE JÁ ERA UMA 4 HS ESCUTEI A MULHER DIZENDO NO CORREDOR QUE ERA MEIA-NOITE ,QUASE MORRI,AI QUERIA SAIR DALI ERA CHORO DE CRIANÇA PRA TODO LADO!!!!!!!!!!! QUE HORROR NÃO AGÜENTAVA MAIS!!!!!!!! QUANDO AMANHECEU PEDI A ENFERMEIRA QUE CHAMASSE RODRIGO E DISSE QUE QUERIA SAIR, PEDI PRA ELE DEIXAR MEU CELULAR PRA PODER FALAR COM ELE E ENTÃO PEDI MINHAS ROUPAS E QUERIA SABÃO PRA TOMAR BANHO E UM ABSORVENTE QUE ESTAVA SANGRANDO ENTÃO A ENFERMEIRA ME EXAMINOU E PERGUNTOU SE ESTAVA BEM E EU DISSE QUE NÃO SENTIA MAIS NADA QUERIA IR EMBORA E ELA ME DEU UM SABÃO FEITO DETERGENTE NO COPO E NÃO TENHA TOALHA ME FERREI FUI TOMAR BANHO E OLHEI AO REDOR ESTAVA NO LEITO DAS MÃES PARIDAS TOMEI BANHO EM UM BANHEIRO COLETIVO E ME ENXUGUEI COM A CAMISOLA MELADA DE SANGUE, Rodrigo nem sequer foi em casa pra pegar minhas roupas,mas não posso reclamar o bichinho dormiu na cadeira do hospital não arredo os pés.
Então sai arrasada comi um café com pão era ate bonzinho e fui assinar a papelada que ate demorou bastante. Rodrigo já havia chamado a mãe pra me pegar e eu sentei pra assinar os papeis de alta ao meu lado conversei com um bando de mulher que haviam se submetido ao mesmo procedimento. Ai, só queria ir pra casa tomar um banho já havia passado um dia de horrores.
ENTÃO ESSA FOI A MINHA TERRÍVEL HISTORIA NÃO TO AQUI PRA JULGAR NINGUÉM MAIS UMA COISA EU DIGO NENHUMA DAS DUAS DECISÕES AMENIZA O SOFRIMENTO ,ACHO QUE TER UM FILHO É MUITA RESPONSABILIDADE MAS FAZER ABORTO É TAMBÉM POIS VOCÊ PODE MORRERRRRRRRRRRR E É UM SOFRIMENTO TANTO FÍSICO QUANTO PSICOLÓGICO A DOR VOCÊ CARREGA COMO UM FARDO O RESTO DA VIDA.
DEUS É O ÚNICO QUE PODE NOS JULGAR NEM NOS MESMOS PODEMOS,SE DECIDIREM ABORTAR TENHAM CERTEZA QUE TAMBÉM VÃO ABORTAR UM POUCO DA FELICIDADE.
SÓ DEUS TERÁ MISERICÓRDIA DE NOSSAS ALMAS!!!!!!!!!! VAMOS FAZER O BEM E NÃO PECAR MAIS.
ASS:ALGUÉM QUE TOMOU A MAIS DIFÍCIL DECISÃO DE SUA VIDA.
Diário de uma criança que não nasceu
05 de outubro.
Hoje teve início a minha vida. Papai e mamãe não sabem. Eu sou menor que um alfinete, contudo, sou um ser individual.
Todas as minhas características físicas e psíquicas já estão determinadas. Terei os olhos de papai e os cabelos castanhos e ondulados da mamãe. E isso também é certo: eu sou uma menina.
19 de outubro.
Hoje começa a abertura de minha boca. Dentro de um ano poderei sorrir quando meus pais se inclinarem sobre meu berço.
A minha primeira palavra será "mamãe". Seria verdadeiramente ridículo afirmar que eu sou somente uma parte de minha mãe. Isso não é verdade, pois sou um ser individual.
25 de outubro.
O meu coração começou a bater. Ele continuará sua função sem parar jamais, sem descanso, até o fim dessa minha existência. De fato, é isso uma grande dádiva de Deus.
02 de novembro.
Os meus braços e as minhas perninhas começaram a crescer até ficarem perfeitas para o trabalho; isto requererá algum tempo, mesmo depois de meu nascimento. Assim que for possível, enroscarei meus bracinhos no pescoço da mamãe e lhe direi o quanto eu a amo.
20 de novembro.
Hoje, pela primeira vez, minha mãe percebeu, pelo seu coração, que me traz em seu seio. Acho que ela teve uma grande alegria.
28 de novembro.
Todos os meus órgãos estão completamente formados. Eu sou muito grande.
02 de dezembro.
Logo mais poderei ver, porém, meus olhos ainda estão costurados com um fio.
Luz, cor, flores... como deve ser magnífico! Sobretudo, enche-me de alegria o pensamento de que deverei ver minha mãe... Oh! Se não tivesse que esperar tanto tempo! Faltam ainda mais de seis meses.
12 de dezembro.
Crescem-me os cabelos e as sobrancelhas. Já imagino como minha mãe ficará contente com a sua filhinha!
24 de dezembro.
O meu coraçãozinho está pronto. Deve haver crianças que nascem com o coração defeituoso. Neste caso, precisam sujeitar-se a delicada cirurgia para corrigir o defeito. Graças a Deus o meu coração não tem nenhuma anomalia, e serei uma menina cheia de vida e forças. Todos ficarão alegres com meu nascimento.
28 de dezembro.
Hoje minha mãe amanheceu diferente, está um pouco angustiada. Mas uma coisa é certa: nós vamos sair para um passeio.
Creio que ela quer se distrair um pouco, talvez comprar roupinhas para mim. É isso mesmo, estamos saindo para algum lugar.
Ih! Acho que estamos entrando em uma clínica. Deve ser para checar se a minha saúde vai bem. Que ótimo! Quando eu sair daqui, direi à minha mamãe o quanto lhe sou grata.
O médico está chegando...
Mas... esses instrumentos não são para um exame... Não mamãe! Não deixe ele se aproximar!
Ai, que horror! Esta é uma clínica de aborto! Socorro! Deixem-me nascer!
... Ninguém escuta meus gritos!
E meus sonhos de felicidade...
Minha vontade de ver a luz, as flores, as cores...
Tudo acabado...
Sim... Hoje... Hoje minha mãe me assassinou...
Hoje teve início a minha vida. Papai e mamãe não sabem. Eu sou menor que um alfinete, contudo, sou um ser individual.
Todas as minhas características físicas e psíquicas já estão determinadas. Terei os olhos de papai e os cabelos castanhos e ondulados da mamãe. E isso também é certo: eu sou uma menina.
19 de outubro.
Hoje começa a abertura de minha boca. Dentro de um ano poderei sorrir quando meus pais se inclinarem sobre meu berço.
A minha primeira palavra será "mamãe". Seria verdadeiramente ridículo afirmar que eu sou somente uma parte de minha mãe. Isso não é verdade, pois sou um ser individual.
25 de outubro.
O meu coração começou a bater. Ele continuará sua função sem parar jamais, sem descanso, até o fim dessa minha existência. De fato, é isso uma grande dádiva de Deus.
02 de novembro.
Os meus braços e as minhas perninhas começaram a crescer até ficarem perfeitas para o trabalho; isto requererá algum tempo, mesmo depois de meu nascimento. Assim que for possível, enroscarei meus bracinhos no pescoço da mamãe e lhe direi o quanto eu a amo.
20 de novembro.
Hoje, pela primeira vez, minha mãe percebeu, pelo seu coração, que me traz em seu seio. Acho que ela teve uma grande alegria.
28 de novembro.
Todos os meus órgãos estão completamente formados. Eu sou muito grande.
02 de dezembro.
Logo mais poderei ver, porém, meus olhos ainda estão costurados com um fio.
Luz, cor, flores... como deve ser magnífico! Sobretudo, enche-me de alegria o pensamento de que deverei ver minha mãe... Oh! Se não tivesse que esperar tanto tempo! Faltam ainda mais de seis meses.
12 de dezembro.
Crescem-me os cabelos e as sobrancelhas. Já imagino como minha mãe ficará contente com a sua filhinha!
24 de dezembro.
O meu coraçãozinho está pronto. Deve haver crianças que nascem com o coração defeituoso. Neste caso, precisam sujeitar-se a delicada cirurgia para corrigir o defeito. Graças a Deus o meu coração não tem nenhuma anomalia, e serei uma menina cheia de vida e forças. Todos ficarão alegres com meu nascimento.
28 de dezembro.
Hoje minha mãe amanheceu diferente, está um pouco angustiada. Mas uma coisa é certa: nós vamos sair para um passeio.
Creio que ela quer se distrair um pouco, talvez comprar roupinhas para mim. É isso mesmo, estamos saindo para algum lugar.
Ih! Acho que estamos entrando em uma clínica. Deve ser para checar se a minha saúde vai bem. Que ótimo! Quando eu sair daqui, direi à minha mamãe o quanto lhe sou grata.
O médico está chegando...
Mas... esses instrumentos não são para um exame... Não mamãe! Não deixe ele se aproximar!
Ai, que horror! Esta é uma clínica de aborto! Socorro! Deixem-me nascer!
... Ninguém escuta meus gritos!
E meus sonhos de felicidade...
Minha vontade de ver a luz, as flores, as cores...
Tudo acabado...
Sim... Hoje... Hoje minha mãe me assassinou...
Carta de um Bebê
Oi mamãe, tudo bom?
Eu estou bem, graças a Deus faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha.
Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe, outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido.
Tudo parece indicar que eu serei a criança
mais feliz do mundo !!!!!!
Mamãe, já passou um mês desde que fui concebido,
e já começo a ver como o
meu corpinho começa a se formar, quer dizer,
não estou tão lindo como você,
mas me dê uma oportunidade !!!!!!
Estou muito feliz!!!!!!
Mas tem algo que me deixa preocupado...
Ultimamente me dei conta de que há algo na sua
cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem,
isso vai passar, não se desespere.
Mamãe, já passaram dois meses e meio, estou muito feliz com
minhas novas mãos e tenho vontade de usá-las para brincar...
Mamãezinha me diga o que foi?
Por que você chora tanto todas as noites??
Porque quando você e o papai se encontram,
gritam tanto um com o outro?
Vocês não me querem mais ou o que?
Vou fazer o possível para que me queiram...
Já passaram 3 meses, mamãe,
te noto muito deprimida, não entendo
o que está acontecendo, estou muito confuso.
Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou
uma visita amanhã.
Não entendo, eu me sinto muito bem....
por acaso você se sente mal mamãe?
Mamãe, já é dia, onde vamos?
O que está acontecendo mamãe??
Porque choras??
Não chore, não vai acontecer nada...
Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde,
não tenho sono, quero continuar brincando
com minhas mãozinhas.
Ei !!!!!! O que esse tubinho
está fazendo na minha casinha??
É um brinquedo novo??
Olha !!!!!! Ei, porque estão sugando minha casa??
Mamãe !!!!
Espere, essa é a minha mãozinha!!!!
Moço, porque a arrancou??
Não vê que me machuca??
Mamãe, me defenda !!!!!!
Mamãe, me ajude !!!!!!!!
Não vê que ainda sou muito pequeno
para me defender sozinho??
Mãe, a minha perninha, estão arrancando.
Diga para eles pararem, juro a você que vou me comportar bem e que não vou mais te chutar.
Como é possível que um ser humano possa fazer isso comigo? Ele vai ver só quando eu for grande e forte.....
ai.....
mamãe, já não consigo mais...
ai...
mamãe, mamãe, me ajude...
Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia,
e eu daqui de cima observo como ainda te machuca
ter tomado aquela decisão.
Por favor, não chore, lembre-se
que te amo muito e que estarei aqui te esperando
com muitos abraços e beijos.
Te amo muito
Seu bebê.
Eu estou bem, graças a Deus faz apenas alguns dias que você me concebeu em sua barriguinha.
Na verdade, não posso explicar como estou feliz em saber que você será minha mamãe, outra coisa que me enche de orgulho é ver o amor com que fui concebido.
Tudo parece indicar que eu serei a criança
mais feliz do mundo !!!!!!
Mamãe, já passou um mês desde que fui concebido,
e já começo a ver como o
meu corpinho começa a se formar, quer dizer,
não estou tão lindo como você,
mas me dê uma oportunidade !!!!!!
Estou muito feliz!!!!!!
Mas tem algo que me deixa preocupado...
Ultimamente me dei conta de que há algo na sua
cabeça que não me deixa dormir, mas tudo bem,
isso vai passar, não se desespere.
Mamãe, já passaram dois meses e meio, estou muito feliz com
minhas novas mãos e tenho vontade de usá-las para brincar...
Mamãezinha me diga o que foi?
Por que você chora tanto todas as noites??
Porque quando você e o papai se encontram,
gritam tanto um com o outro?
Vocês não me querem mais ou o que?
Vou fazer o possível para que me queiram...
Já passaram 3 meses, mamãe,
te noto muito deprimida, não entendo
o que está acontecendo, estou muito confuso.
Hoje de manhã fomos ao médico e ele marcou
uma visita amanhã.
Não entendo, eu me sinto muito bem....
por acaso você se sente mal mamãe?
Mamãe, já é dia, onde vamos?
O que está acontecendo mamãe??
Porque choras??
Não chore, não vai acontecer nada...
Mamãe, não se deite, ainda são 2 horas da tarde,
não tenho sono, quero continuar brincando
com minhas mãozinhas.
Ei !!!!!! O que esse tubinho
está fazendo na minha casinha??
É um brinquedo novo??
Olha !!!!!! Ei, porque estão sugando minha casa??
Mamãe !!!!
Espere, essa é a minha mãozinha!!!!
Moço, porque a arrancou??
Não vê que me machuca??
Mamãe, me defenda !!!!!!
Mamãe, me ajude !!!!!!!!
Não vê que ainda sou muito pequeno
para me defender sozinho??
Mãe, a minha perninha, estão arrancando.
Diga para eles pararem, juro a você que vou me comportar bem e que não vou mais te chutar.
Como é possível que um ser humano possa fazer isso comigo? Ele vai ver só quando eu for grande e forte.....
ai.....
mamãe, já não consigo mais...
ai...
mamãe, mamãe, me ajude...
Mamãe, já se passaram 17 anos desde aquele dia,
e eu daqui de cima observo como ainda te machuca
ter tomado aquela decisão.
Por favor, não chore, lembre-se
que te amo muito e que estarei aqui te esperando
com muitos abraços e beijos.
Te amo muito
Seu bebê.
O Aborto e a Liberdade
Franklin Cunha - Médico.
"O aborto é uma manifestação desesperada das dificuldades da mulher para realizar uma opção livre e consciente na procriação e uma forma traumática de controle da natalidade.Mesmo numa consideração não religiosa, o aborto é um signo de uma rendição,nunca uma afirmação de liberdade".
Alessandro Nata, Sec. Geral do PartidoSocialista Italiano in Rinascita, 1975
Para Isaiah Berlin (1909 - 1993) osvalores fundamentais do ser humano são diversos e nem todos compatíveis entresi. A possibilidade de conflito e tragédia nunca poderá ser eliminada porcompleto, nem na vida pessoal nem na social. A necessidade de se eleger entreos valores é, pois, uma característica humana da qual não se pode fugir. Aliberdade é um desses valores e por isso precisa ser definida.
E recorremos ao mesmo Berlin o qualdistingue dois tipos de liberdade: a negativa e a positiva. Osentido negativo do conceito de liberdade está contido na pergunta: "até quelimites eu posso agir sem prejudicar os limites de outras pessoas"? O sentidopositivo deriva do desejo por parte do ser humano de ser seu próprio dono, deque ninguém decida por ele e de não ser dirigido por outros homens como sefora uma coisa, um animal, um escravo. Para Berlin os dois conceitos são distintos e suas diferenças produzem conseqüências teóricas e práticasdistintas e importantes. Dai a possibilidade deles poderem entrar em choqueirreconciliável e quando isso acontece surge o problema da escolha. Aliberdade, em todo o caso, não é o único valor. O grau que um ser humano deladesfruta deve ser equilibrado com outros valores - igualdade, justiça,direito à vida, felicidade, segurança, ordem pública - e por isso a liberdadenão pode ser ilimitada. A do mais forte - econômica, intelectual oufisicamente falando - tem de ser limitada. O Estado não pode oprimir oscidadãos; aos patrões não deve ser permitido explorar os empregados; os homensdevem ser impedidos de subjugar as mulheres; os pais não podem dispor da vidade seus filhos, mesmo quando ainda não nascidos.
O eixo central sobre o qual gira tododiscurso abortista é a libertação da mulher da escravidão reprodutiva. Aliberação do aborto seria, em última instância, o preço a pagar para seconseguir a verdadeira emancipação feminina. Analisando o slogan: "O úteroé meu e dele faço o que quero" na verdade exprime um conceito depropriedade privada capitalista. O critério básico de opção sobre a vida dofilho é somente o interesse pessoal. Esse modo de opção caracteriza umindividualismo radical. É como se o empresário dissesse : "a fábrica éminha e faço dela o que me aprouver"; o banqueiro afirmasse "o dinheiroé meu e o aplico onde quiser" ou o agricultor aclamasse "a terraé minha e nela faço o que bem entender". "O útero é meu e com o embriãofaço o que quiser" significa a mais completa vitória do consumismo sobre ovalor da vida. Nesse sentido a relação mãe-filho não é mais dimensionada emtermos do amor entre seres humanos mas em função da propriedade privada,egoísta, hedonista e predatória. A mulher passa a ser possuidora de umfilho-objeto, como possui um automóvel, um vestido, uma conta bancária. E ofilho ou feto-objeto também passará a ser a premissa da criança-objeto que deacordo com o contexto político-social e pessoal poderá, como um objetoqualquer, vir a ser eliminado.
Tal tipo de raciocínio reflete nãosomente uma maneira de se entender as relações mãe-filho mas de modo maisamplo, todo um estilo de viver a sexualidade. Com a liberação total da práticado abortamento, o "consumo do sexo" ficará associado a todas as demais formasde consumo porque então tudo se reduzirá à busca egoísta do prazer. Abanalização do aborto tem como premissa e conseqüência a banalização do atosexual.
Um outro aspeto do qual as bravasfeministas não se aperceberam é de que elas, em sua justa luta, assimilaram osparadigmas machistas. Pensando bem, um estilo de vida que despreza amaternidade, a feminilidade e reduz o sexo a um "flash" de prazer é um estilodespoticamente falocrático. Na verdade, o macho na sociedade de consumoilimitado é o único que verdadeiramente se benificia com a liberação do abortoporque dessa maneira ele pode desobrigar-se de todas as responsabilidades emsuas relações com a mulher. A ele cabe o prazer do orgasmo (nem semprecompartilhado pela parceira) e a gratificante confirmação de sua capacidadereprodutora. À mulher cabe o papel de receptáculo desse prazer e o deverdramático de eliminar a nova vida para que o varão se livre das conseqüênciasde sua recreativa e irresponsável atuação.
A batalha pelo aborto livre resultaassim numa luta não para a liberdade da mulher mas para a maior liberdade dohomem. É ele que lhe concederá o direito de abortar para uma vez mais nahistória, relegá-la coercitiva e tragicamente às suas funções de mulher-objeto. No processo de abortamento - tanto no liberado como no clandestino - amulher sai dilacerada, ofendida, ultrajada. Com seu útero vazio mas com seucoração cheio de dor e ressentimento.A estratégia da luta feminista - e opretendido direito ao aborto está dentro dessa luta - talvez deva serdirecionada não para participação no poder androcrático mas para a modificaçãodo conceito global do exercício do poder , tal como ele foi até agorahistoricamente estabelecido. E certamente a liberdade da prática doabortamento em nada contribuirá para essa modificação.
"O aborto é uma manifestação desesperada das dificuldades da mulher para realizar uma opção livre e consciente na procriação e uma forma traumática de controle da natalidade.Mesmo numa consideração não religiosa, o aborto é um signo de uma rendição,nunca uma afirmação de liberdade".
Alessandro Nata, Sec. Geral do PartidoSocialista Italiano in Rinascita, 1975
Para Isaiah Berlin (1909 - 1993) osvalores fundamentais do ser humano são diversos e nem todos compatíveis entresi. A possibilidade de conflito e tragédia nunca poderá ser eliminada porcompleto, nem na vida pessoal nem na social. A necessidade de se eleger entreos valores é, pois, uma característica humana da qual não se pode fugir. Aliberdade é um desses valores e por isso precisa ser definida.
E recorremos ao mesmo Berlin o qualdistingue dois tipos de liberdade: a negativa e a positiva. Osentido negativo do conceito de liberdade está contido na pergunta: "até quelimites eu posso agir sem prejudicar os limites de outras pessoas"? O sentidopositivo deriva do desejo por parte do ser humano de ser seu próprio dono, deque ninguém decida por ele e de não ser dirigido por outros homens como sefora uma coisa, um animal, um escravo. Para Berlin os dois conceitos são distintos e suas diferenças produzem conseqüências teóricas e práticasdistintas e importantes. Dai a possibilidade deles poderem entrar em choqueirreconciliável e quando isso acontece surge o problema da escolha. Aliberdade, em todo o caso, não é o único valor. O grau que um ser humano deladesfruta deve ser equilibrado com outros valores - igualdade, justiça,direito à vida, felicidade, segurança, ordem pública - e por isso a liberdadenão pode ser ilimitada. A do mais forte - econômica, intelectual oufisicamente falando - tem de ser limitada. O Estado não pode oprimir oscidadãos; aos patrões não deve ser permitido explorar os empregados; os homensdevem ser impedidos de subjugar as mulheres; os pais não podem dispor da vidade seus filhos, mesmo quando ainda não nascidos.
O eixo central sobre o qual gira tododiscurso abortista é a libertação da mulher da escravidão reprodutiva. Aliberação do aborto seria, em última instância, o preço a pagar para seconseguir a verdadeira emancipação feminina. Analisando o slogan: "O úteroé meu e dele faço o que quero" na verdade exprime um conceito depropriedade privada capitalista. O critério básico de opção sobre a vida dofilho é somente o interesse pessoal. Esse modo de opção caracteriza umindividualismo radical. É como se o empresário dissesse : "a fábrica éminha e faço dela o que me aprouver"; o banqueiro afirmasse "o dinheiroé meu e o aplico onde quiser" ou o agricultor aclamasse "a terraé minha e nela faço o que bem entender". "O útero é meu e com o embriãofaço o que quiser" significa a mais completa vitória do consumismo sobre ovalor da vida. Nesse sentido a relação mãe-filho não é mais dimensionada emtermos do amor entre seres humanos mas em função da propriedade privada,egoísta, hedonista e predatória. A mulher passa a ser possuidora de umfilho-objeto, como possui um automóvel, um vestido, uma conta bancária. E ofilho ou feto-objeto também passará a ser a premissa da criança-objeto que deacordo com o contexto político-social e pessoal poderá, como um objetoqualquer, vir a ser eliminado.
Tal tipo de raciocínio reflete nãosomente uma maneira de se entender as relações mãe-filho mas de modo maisamplo, todo um estilo de viver a sexualidade. Com a liberação total da práticado abortamento, o "consumo do sexo" ficará associado a todas as demais formasde consumo porque então tudo se reduzirá à busca egoísta do prazer. Abanalização do aborto tem como premissa e conseqüência a banalização do atosexual.
Um outro aspeto do qual as bravasfeministas não se aperceberam é de que elas, em sua justa luta, assimilaram osparadigmas machistas. Pensando bem, um estilo de vida que despreza amaternidade, a feminilidade e reduz o sexo a um "flash" de prazer é um estilodespoticamente falocrático. Na verdade, o macho na sociedade de consumoilimitado é o único que verdadeiramente se benificia com a liberação do abortoporque dessa maneira ele pode desobrigar-se de todas as responsabilidades emsuas relações com a mulher. A ele cabe o prazer do orgasmo (nem semprecompartilhado pela parceira) e a gratificante confirmação de sua capacidadereprodutora. À mulher cabe o papel de receptáculo desse prazer e o deverdramático de eliminar a nova vida para que o varão se livre das conseqüênciasde sua recreativa e irresponsável atuação.
A batalha pelo aborto livre resultaassim numa luta não para a liberdade da mulher mas para a maior liberdade dohomem. É ele que lhe concederá o direito de abortar para uma vez mais nahistória, relegá-la coercitiva e tragicamente às suas funções de mulher-objeto. No processo de abortamento - tanto no liberado como no clandestino - amulher sai dilacerada, ofendida, ultrajada. Com seu útero vazio mas com seucoração cheio de dor e ressentimento.A estratégia da luta feminista - e opretendido direito ao aborto está dentro dessa luta - talvez deva serdirecionada não para participação no poder androcrático mas para a modificaçãodo conceito global do exercício do poder , tal como ele foi até agorahistoricamente estabelecido. E certamente a liberdade da prática doabortamento em nada contribuirá para essa modificação.
As Religiões e o Aborto
Igreja Católica
O Catolicismo desde o século IV condena o aborto em qualquer estágio e em qualquer circunstancia, permanecendo até hoje como opinião e posição oficial da igreja católica.
A igreja católica considera que a alma é infundida no novo ser no momento da fecundação; assim, proíbe o aborto em qualquer fase, já que a alma passa a pertencer ao novo ser no preciso momento do encontro do óvulo com o espermatozóide. A punição que a igreja católica dá a quem faz o aborto, é a excomunhão.
Em 1917 a Igreja declarou que uma mulher e todos os que com ela se associasse deveriam receber a excomunhão pelo pecado do aborto. Isso significava que lhe seriam negados todos os sacramentos e sua comunicação com a igreja: uma punição eterna no inferno. Com a encíclica Matrimonio cristão de Pio XI em 1930, ficou determinado que o direito à vida de um freto é igual ao da mulher, e toda medida anticoncepcional foi considerada um "crime contra a natureza" exceto os métodos que estabelecem a abstinência Sexual para os dias férteis.
Em 1976 o Papa Paulo VI disse que o feto tem "pleno direito à vida" a partir do momento da concepção; que a mulher não tem nenhum direito de abortar, mesmo para salvar sua própria vida. Essa posição se baseia em quatro princípios:
1) Deus é o autor da vida.
2) A vida se inicia no momento da concepção.
3) Ninguém tem o direito de tirar a vida humana inocente.
4) O aborto, em qualquer estagio de desenvolvimento fetal, significa tirar uma vida humana inocente.
Igrejas Protestantes - batista, luterana, presbiteriana, unitária e metodista
Na doutrina religiosa dos protestantes, Há um leque maior de atitudes em relação ao aborto. Encaram a questão de forma menos homogênea, apresentando enfoques mais flexíveis do que entre as autoridades da Igreja católica romana.
Há uma carta do arcebispo de Canterbury para o jornal The Times, de Londres, na qual ,pergunta: "Para a Igreja e para o Estado, a unidade do respeito moral é a pessoa humana. Quando o embrião humano se torna uma pessoa?".
O abade Downside mantém que "não há momento determinante afora o momento da concepção, no qual se possa razoável biológica e fisiologicamente determinar que se inicia a vida humana. Apesar disso, pra mim me parece difícil admitir que comece nesse ponto".
A grane diferença entre católicos e a maioria das igrejas protestantes, está no respeito à vida da mãe. Assim, todos concordam em que é no momento da concepção que está adquire todos os direitos pessoais e direitos atinentes à maternidade, pois é encarregado de gestar, cuidar e alimentar o embrião desde o momento de sua concepção até o momento de seu nascimento. Ao mesmo tempo é preciso ver que o médico tem o dever primordial para com a mãe, pois foi ela a pessoa que o requisitou. Assim, se uma escolha tiver de ser feita entre a vida da mãe e a do embrião ou do feto, recairá sempre sobre ela a escolha prioritária, cabendo, portanto ao médico decidir, em ultima analise quando ele poderá desligar a mãe de sua responsabilidade em relação ao feto. Foram os paises protestantes os primeiros neste século a adotar legislações mais liberais em relação ao aborto.
Religiões islâmicas
Os líderes islâmicos em geral se mostraram desfavoráveis ao aborto, mas recentemente alguns emitiram opiniões menos conservadoras. Assim, o grão mufti da Jordânia escreveu em 1964: "Antigos juristas, há 1500 anos, afirmaram que é possível tomar medicamentos abortivos durante a fase da gravidez anterior à conformação do embrião em forma humana. Esse período gira em torno dos 120 primeiros dias, durante os quais o embrião ou feto ainda não é um ser humano".
Estas reflexões, prossegue ele, estão contidas num verso do Corão (livro sagrado muçulmano): "Nós o colocamos
Como uma gota de semente
Em local seguro
Preso com firmeza:
Depois fundimos
A gota em coalhos
Moldamos
Um (feto) bolo; então
Nesse bolo talhamos
Ossos, e vestimos os ossos
Com carne;
Então o produzimos
Como outra criatura
Assim, bendito é Deus
O melhor Criador".
Isto é, só depois de ser "vestido" com carne e osso, se torna ser humano. Só a partir desse momento é que o aborto seria punido como assassinato, segundo os juristas muçulmanos dessa época, e que agora, dados os intensos debates que ressurgem sobre o tema, são redescobertos.
Religião Judaica
Na Michna - código oral resultante das interpretações dos rabinos sobre o Torah (livro sagrado) no século II -, considerava-se a vida da mãe como mais sagrada que a do feto.
No século XII Maimonide, médico e teólogo muito famoso, introduziu a noção de criança agressora para autorizar o aborto terapêutico.
Recentemente, em 1969, o rabino David Feldman, ao prestar depoimento num processo instaurado em Nova Iorque, em que se erguia a inconstitucionalidade das leis desse Estado contra o aborto, afirmou que, do ponto de vista judaico, se o aborto não é desejável, também não é considerado um assassinato, e que em todos os casos é a saúde da mulher que prevalece, tanto no que se refere ao equilíbrio físico como psíquico. Para os judeus, o feto só se transforma num ser humano quando nasce, e isso se deve a concepções teológicas diferentes em relação à alma e "pecado original".
Segundo Feldman, a alma não é extensível nem redutível, não cresce durante nove meses, assim como não diminui, porque é de natureza espiritual. Se a alma é pura e espiritual, o problema do momento de sua encarnação deixa de ter uma importância fundamental, pois ela voltaria a Deus em qualquer circunstância. O verdadeiro problema é o de saber se o feticídio é um homicídio.
A resposta de Feldman a essa questão foi: "Ele interrompe indubitavelmente uma vida possível, mas o que os rabinos acentuam é que uma mulher que decide, após a concepção, interromper a gravidez, não estaria muito distante daquela que deixa de ter relações com seu marido para não conceber. Se no segundo caso não há homicídio, também não há no primeiro".
Religião Espírita
Religião extremamente difundida no Brasil, em particular o kardecismo, é encontrada também sob outras denominações. Todas concordam, de maneira geral, no que tange ao aborto, em considerá-lo um crime; mas por razões diversas daquelas apontadas pela igreja católica. Vêem nesse ato uma recusa aos desígnios de Deus. Ao mesmo tempo, consideram a vida do ser já existente como prioritária em relação ao ser que ainda não existe e, havendo risco para a mãe, a interrupção da gravidez pode ser praticada.
O Espírito, segundo sua doutrina, sempre existiu, desligando-se pela morte e reencarnando em outro corpo. Para eles portanto não há, no caso de um aborto, a "morte" de um ser. O que existe é a frustração de um Espírito que tem seu corpo abortado. Se as razões para esta interrupção da gravidez forem injustificáveis, os causadores terão naquele espírito um inimigo perigoso, causa de males futuros.
Certos órgãos da imprensa espírita ocupam-se dos debates atuais sobre a explosão demográfica, e recorrem ao Livro dos Espíritos de Alan Kardec para encontrar sobre as leis da reprodução. Assim, podemos ler que, se a população seguir sempre uma progressão constante que vemos, não chegará um momento em que se tornará excessiva na terra porque Deus a isso prov6e, mantendo sempre o equilíbrio. Ele nada faz de inútil, e o homem só vê em ângulo do quadro da natureza, não podendo julgar da harmonia do conjunto. Tudo que entrava a marcha da natureza é contrário à lei geral, afirmam.
Podemos concluir que não há unanimidade e respeito do emprego de métodos contraceptivos nem da prática do aborto entre os seguidores das diversas interpretações do espiritismo. O grau de punição pelo ato praticado varia conforme o contexto individual.
Candomblé
Liturgia de tradição oral, não constam escritos doutrinários. De maneira ampla, afirmam que não há restrições à vida sócio-afetiva (incluindo aí o relacionamento sexual) dos adeptos, sendo o aborto permitido por sacerdotisas e sacerdotes conhecidos do Rio de Janeiro. Abrem, no entanto uma exceção a essa liberdade, quando se constata que a concepção daquele feto ocorreu durante um período de recolhimento religioso, pois neste caso poderia ter-se dado por injunções alheias à vontade daquela mulher que devem ser por ela acatadas. Mantêm a tradição e o emprego de diversos métodos anticoncepcionais trazidos da África em séculos passados.
Budismo, Hinduismo e o Hare Krishma
Para essas religiões, o cerne da questão está na forma como encaram o sêmen, considerado o veículo transmissor da vida. Isto significa que é no momento da concepção óvulo-espermatozóide, que se dá o início da vida.
Concluí-se, pelas visões diferenciadas dos corpos masculino e feminino, que essas religiões defendem, que o homem é o portador da vida, e a mulher portadora de um corpo cuja única finalidade é proteger o feto. Ambas as religiões defendem uma visão machista, onde o homem é quem tem o direito de decidir pela continuidade ou não da gestação.
Entre gueixas o aborto é normal, já nas mulheres serias o aborto só é feito perante a autorização do marido.
O Catolicismo desde o século IV condena o aborto em qualquer estágio e em qualquer circunstancia, permanecendo até hoje como opinião e posição oficial da igreja católica.
A igreja católica considera que a alma é infundida no novo ser no momento da fecundação; assim, proíbe o aborto em qualquer fase, já que a alma passa a pertencer ao novo ser no preciso momento do encontro do óvulo com o espermatozóide. A punição que a igreja católica dá a quem faz o aborto, é a excomunhão.
Em 1917 a Igreja declarou que uma mulher e todos os que com ela se associasse deveriam receber a excomunhão pelo pecado do aborto. Isso significava que lhe seriam negados todos os sacramentos e sua comunicação com a igreja: uma punição eterna no inferno. Com a encíclica Matrimonio cristão de Pio XI em 1930, ficou determinado que o direito à vida de um freto é igual ao da mulher, e toda medida anticoncepcional foi considerada um "crime contra a natureza" exceto os métodos que estabelecem a abstinência Sexual para os dias férteis.
Em 1976 o Papa Paulo VI disse que o feto tem "pleno direito à vida" a partir do momento da concepção; que a mulher não tem nenhum direito de abortar, mesmo para salvar sua própria vida. Essa posição se baseia em quatro princípios:
1) Deus é o autor da vida.
2) A vida se inicia no momento da concepção.
3) Ninguém tem o direito de tirar a vida humana inocente.
4) O aborto, em qualquer estagio de desenvolvimento fetal, significa tirar uma vida humana inocente.
Igrejas Protestantes - batista, luterana, presbiteriana, unitária e metodista
Na doutrina religiosa dos protestantes, Há um leque maior de atitudes em relação ao aborto. Encaram a questão de forma menos homogênea, apresentando enfoques mais flexíveis do que entre as autoridades da Igreja católica romana.
Há uma carta do arcebispo de Canterbury para o jornal The Times, de Londres, na qual ,pergunta: "Para a Igreja e para o Estado, a unidade do respeito moral é a pessoa humana. Quando o embrião humano se torna uma pessoa?".
O abade Downside mantém que "não há momento determinante afora o momento da concepção, no qual se possa razoável biológica e fisiologicamente determinar que se inicia a vida humana. Apesar disso, pra mim me parece difícil admitir que comece nesse ponto".
A grane diferença entre católicos e a maioria das igrejas protestantes, está no respeito à vida da mãe. Assim, todos concordam em que é no momento da concepção que está adquire todos os direitos pessoais e direitos atinentes à maternidade, pois é encarregado de gestar, cuidar e alimentar o embrião desde o momento de sua concepção até o momento de seu nascimento. Ao mesmo tempo é preciso ver que o médico tem o dever primordial para com a mãe, pois foi ela a pessoa que o requisitou. Assim, se uma escolha tiver de ser feita entre a vida da mãe e a do embrião ou do feto, recairá sempre sobre ela a escolha prioritária, cabendo, portanto ao médico decidir, em ultima analise quando ele poderá desligar a mãe de sua responsabilidade em relação ao feto. Foram os paises protestantes os primeiros neste século a adotar legislações mais liberais em relação ao aborto.
Religiões islâmicas
Os líderes islâmicos em geral se mostraram desfavoráveis ao aborto, mas recentemente alguns emitiram opiniões menos conservadoras. Assim, o grão mufti da Jordânia escreveu em 1964: "Antigos juristas, há 1500 anos, afirmaram que é possível tomar medicamentos abortivos durante a fase da gravidez anterior à conformação do embrião em forma humana. Esse período gira em torno dos 120 primeiros dias, durante os quais o embrião ou feto ainda não é um ser humano".
Estas reflexões, prossegue ele, estão contidas num verso do Corão (livro sagrado muçulmano): "Nós o colocamos
Como uma gota de semente
Em local seguro
Preso com firmeza:
Depois fundimos
A gota em coalhos
Moldamos
Um (feto) bolo; então
Nesse bolo talhamos
Ossos, e vestimos os ossos
Com carne;
Então o produzimos
Como outra criatura
Assim, bendito é Deus
O melhor Criador".
Isto é, só depois de ser "vestido" com carne e osso, se torna ser humano. Só a partir desse momento é que o aborto seria punido como assassinato, segundo os juristas muçulmanos dessa época, e que agora, dados os intensos debates que ressurgem sobre o tema, são redescobertos.
Religião Judaica
Na Michna - código oral resultante das interpretações dos rabinos sobre o Torah (livro sagrado) no século II -, considerava-se a vida da mãe como mais sagrada que a do feto.
No século XII Maimonide, médico e teólogo muito famoso, introduziu a noção de criança agressora para autorizar o aborto terapêutico.
Recentemente, em 1969, o rabino David Feldman, ao prestar depoimento num processo instaurado em Nova Iorque, em que se erguia a inconstitucionalidade das leis desse Estado contra o aborto, afirmou que, do ponto de vista judaico, se o aborto não é desejável, também não é considerado um assassinato, e que em todos os casos é a saúde da mulher que prevalece, tanto no que se refere ao equilíbrio físico como psíquico. Para os judeus, o feto só se transforma num ser humano quando nasce, e isso se deve a concepções teológicas diferentes em relação à alma e "pecado original".
Segundo Feldman, a alma não é extensível nem redutível, não cresce durante nove meses, assim como não diminui, porque é de natureza espiritual. Se a alma é pura e espiritual, o problema do momento de sua encarnação deixa de ter uma importância fundamental, pois ela voltaria a Deus em qualquer circunstância. O verdadeiro problema é o de saber se o feticídio é um homicídio.
A resposta de Feldman a essa questão foi: "Ele interrompe indubitavelmente uma vida possível, mas o que os rabinos acentuam é que uma mulher que decide, após a concepção, interromper a gravidez, não estaria muito distante daquela que deixa de ter relações com seu marido para não conceber. Se no segundo caso não há homicídio, também não há no primeiro".
Religião Espírita
Religião extremamente difundida no Brasil, em particular o kardecismo, é encontrada também sob outras denominações. Todas concordam, de maneira geral, no que tange ao aborto, em considerá-lo um crime; mas por razões diversas daquelas apontadas pela igreja católica. Vêem nesse ato uma recusa aos desígnios de Deus. Ao mesmo tempo, consideram a vida do ser já existente como prioritária em relação ao ser que ainda não existe e, havendo risco para a mãe, a interrupção da gravidez pode ser praticada.
O Espírito, segundo sua doutrina, sempre existiu, desligando-se pela morte e reencarnando em outro corpo. Para eles portanto não há, no caso de um aborto, a "morte" de um ser. O que existe é a frustração de um Espírito que tem seu corpo abortado. Se as razões para esta interrupção da gravidez forem injustificáveis, os causadores terão naquele espírito um inimigo perigoso, causa de males futuros.
Certos órgãos da imprensa espírita ocupam-se dos debates atuais sobre a explosão demográfica, e recorrem ao Livro dos Espíritos de Alan Kardec para encontrar sobre as leis da reprodução. Assim, podemos ler que, se a população seguir sempre uma progressão constante que vemos, não chegará um momento em que se tornará excessiva na terra porque Deus a isso prov6e, mantendo sempre o equilíbrio. Ele nada faz de inútil, e o homem só vê em ângulo do quadro da natureza, não podendo julgar da harmonia do conjunto. Tudo que entrava a marcha da natureza é contrário à lei geral, afirmam.
Podemos concluir que não há unanimidade e respeito do emprego de métodos contraceptivos nem da prática do aborto entre os seguidores das diversas interpretações do espiritismo. O grau de punição pelo ato praticado varia conforme o contexto individual.
Candomblé
Liturgia de tradição oral, não constam escritos doutrinários. De maneira ampla, afirmam que não há restrições à vida sócio-afetiva (incluindo aí o relacionamento sexual) dos adeptos, sendo o aborto permitido por sacerdotisas e sacerdotes conhecidos do Rio de Janeiro. Abrem, no entanto uma exceção a essa liberdade, quando se constata que a concepção daquele feto ocorreu durante um período de recolhimento religioso, pois neste caso poderia ter-se dado por injunções alheias à vontade daquela mulher que devem ser por ela acatadas. Mantêm a tradição e o emprego de diversos métodos anticoncepcionais trazidos da África em séculos passados.
Budismo, Hinduismo e o Hare Krishma
Para essas religiões, o cerne da questão está na forma como encaram o sêmen, considerado o veículo transmissor da vida. Isto significa que é no momento da concepção óvulo-espermatozóide, que se dá o início da vida.
Concluí-se, pelas visões diferenciadas dos corpos masculino e feminino, que essas religiões defendem, que o homem é o portador da vida, e a mulher portadora de um corpo cuja única finalidade é proteger o feto. Ambas as religiões defendem uma visão machista, onde o homem é quem tem o direito de decidir pela continuidade ou não da gestação.
Entre gueixas o aborto é normal, já nas mulheres serias o aborto só é feito perante a autorização do marido.
Aborto
Ter a gravidez terminando em aborto pode ser muito triste e penoso. As seguintes informações dirão os sintomas e tratamentos para os diferentes tipos de aborto. Talvez isto ajude a entender se tiver um aborto e é pouco provável que tenha feito algo para causá-lo. Existe uma boa chance de que seja capaz de ter um bebê na próxima vez.
1) O que é aborto?
Um aborto é o final espontâneo de uma gravidez antes da vigésima semana. O termo médico usado é aborto espontâneo.
Mais ou menos 20% de toda gravidez termina em aborto durante as primeiras 16 semanas. Muitos ocorrem dentro de 10 semanas. Algumas mulheres abortam mesmo antes de saber que estão grávidas; um atraso na menstruação pode ser o único sintoma.
2) Como isto ocorre?
Muitas vezes é difícil saber exatamente a causa do aborto. Contudo, a maior parte dos abortos ocorrem quando os cromossomos do espermatozóide encontram com os cromossomos do óvulo. Muitas vezes o bebê (também chamado de feto) não se desenvolve por completo, ou desenvolver-se de maneira anormal. Em casos como estes, o aborto é a maneira que o corpo termina a gravidez que não está se desenvolvendo normalmente.
Outras causas possíveis de aborto incluem infecção do útero, diabetes sem controle, alterações hormonais, e problemas no útero. Excesso de cigarro, álcool e drogas ilegais como a cocaína também causam o aborto principalmente no início da gravidez quando os principais órgãos do bebê estão se desenvolvendo.
Um cérvix (parte baixa do útero) incapaz algumas vezes causa um aborto. Durante o trabalho de parto o cérvix dá abertura para permitir que o bebê saia do útero e passe através da vagina. O cérvix que começa a aumentar a abertura muito cedo pode resultar em abortamento. Muitas vezes, se o problema é descoberto cedo, pode ser tratado e para a gravidez continue.
Uma queda da mãe raramente causa aborto pois o bebê está muito bem protegido dentro do útero. Complementando, não há nenhuma evidência que estresse emocional ou físico ou atividade sexual possam causar aborto numa gravidez normal.
3) Quais são os sintomas?
Os possíveis sintomas incluem:
- Sangramento da vagina. A quantidade de sangue pode variar de algumas gotas de sangue a sangramento intenso. O sangramento pode começar sem nenhum aviso ou pode apresentar um corrimento escuro primeiramente.
- Dor como cãibra em seu baixo abdômen
- Secreção abundante proveniente de sua vagina sem sangue ou dor. Isto pode significar que suas membranas se romperam (sua bolsa d'água estourou).
Pode ser percebido algum material sólido passando através de sua vagina. Tente guardar este material para seu médico examinar.
É possível que não tenha sangramento ou dor, mas o feto tenha morrido e os sintomas da gravidez já não existam mais.
4) Como é diagnosticado?
Seu médico pode fazer um exame pélvico para checar o tamanho do seu útero e a condição do cérvix pedindo um ultra-som para ver se a gravidez está fora do útero ao invés de dentro dele. (A gravidez fora do útero é chamada de gravidez ectópica) ou mostrar se o óvulo nunca se desenvolveu em feto.
5) Qual é o tratamento?
Se você apresentar uma ameaça de aborto, há uma chance de sua gravidez continuar. Haverá uma pequena quantidade de sangramento de sua vagina que muitas vezes é indolor, mas pode ser acompanhado de cãibras. O cérvix permanece fechado e o médico recomendará que permaneça na cama por 1 ou 2 dias. O descanso pode parar o sangramento e promover a continuação da mesma normalmente. Precauções especiais como parar com exercícios, descansar seus pés o máximo possível e evitar o relações sexuais pode ser necessário por várias semanas.
Se o sangramento é causado por um cérvix incapaz, este pode ser fechado até a chegada do bebê, sendo também administrados medicamentos para relaxar o útero.
O aborto torna-se inevitável se o sangramento e as cãibras continuarem e o cérvix começar a se abrir. Um abortamento inevitável significa que o feto morreu e nada pode ser feito para Impedi-lo. O útero expele inteiramente seu conteúdo. Este é chamado de aborto completo.
O abortamento é incompleto se somente uma parte do conteúdo for expelido. Uma dilatação e curetagem (D&C) ou procedimento de sucção pode ser exigido para remover o restante do feto e da placenta. Nestes procedimentos o cérvix é aberto e o tecido é cuidadosamente raspado ou succionado.
Se o feto morreu mas não teve sangramento, seu médico pode pedir um D&C ou induzir o trabalho para remover o feto e a placenta.
6) Quais são os riscos associados ao aborto?
Um aborto geralmente não colocará em risco sua saúde a menos que seja incompleto e caso isto ocorra sem ser diagnosticado e tratado, o sangramento pode continuar e o tecido deixado no útero pode infeccionar. A depender do tipo de sangue, o médico pode querer fazer uma imunização preventiva contra problemas que possam ocorrer em gestações futuras.
7) Quando começar as tentativas de nova gravidez?
Espere para ter relações sexuais de 2 a 4 semanas após o abortamento. Os médicos normalmente recomendam esperar até que tenha passado pelo menos uma menstruação antes de tentar engravidar novamente, portanto é recomendado a utilização de alguns meios anticoncepcionais pelo menos até começar outro período menstrual. Também é importante esperar engravidar até conseguir lidar emocionalmente com a perda.
8) Como saber qual foi a causa do aborto?
Não se culpe pelo aborto pois é pouco provável que tenha sido causado por algo que tenha feito. Por exemplo, abortos espontâneos não são causados por relações sexuais ou exercícios vigorosos.
Mágoa, raiva, e sentimentos de culpa são comuns. Permita-se sofrer com a perda do bebê. Procure apoio dos amigos ou de outras pessoas que já tenham passado pela mesma experiência. É comum ter medo que seu aborto signifique que não será capaz de engravidar novamente. Lembre-se, contudo, que na maioria das mulheres a próxima gravidez é normal.
Algumas mulheres têm repetidos abortos. (Uma série de 3 ou mais abortamentos consecutivos é chamado de abortos habituais). Estes abortos podem ser causados por algum desequilíbrio dos hormônios ou outra condição que pode ser tratada. Se teve 3 ou mais abortos, é importante que seja examinada para determinar e tratar a causa.
9) O que acontece depois de um aborto?
- Sua recuperação levará de 4 a 6 semanas.
- Pode apresentar um ponto sensível e desconforto por alguns dias.
- Se estiver grávida há mais de 13 semanas antes do aborto, pode ainda apresentar sintomas de gravidez e seus seios ainda secretarem leite.
- Exercícios de baixo impacto, como a caminhada ou natação, não irão ferir. Exercite-se mais à medida que sentir-se melhor.
- Normalmente seu médico verificará sua recuperação dentro de algumas semanas através de exames.
10) Quando procurar ajuda médica?
Se você estiver grávida e tiver sangramento na vagina, com ou sem dor, chame seu médico. Se o sangramento for intenso ou você tiver dor forte, veja o seu médico imediatamente.
Se estiver recuperando-se de um aborto, chame seu médico imediatamente se tiver qualquer um destes sintomas;
- sangramento intenso
- febre
- calafrio
- forte dor abdominal
1) O que é aborto?
Um aborto é o final espontâneo de uma gravidez antes da vigésima semana. O termo médico usado é aborto espontâneo.
Mais ou menos 20% de toda gravidez termina em aborto durante as primeiras 16 semanas. Muitos ocorrem dentro de 10 semanas. Algumas mulheres abortam mesmo antes de saber que estão grávidas; um atraso na menstruação pode ser o único sintoma.
2) Como isto ocorre?
Muitas vezes é difícil saber exatamente a causa do aborto. Contudo, a maior parte dos abortos ocorrem quando os cromossomos do espermatozóide encontram com os cromossomos do óvulo. Muitas vezes o bebê (também chamado de feto) não se desenvolve por completo, ou desenvolver-se de maneira anormal. Em casos como estes, o aborto é a maneira que o corpo termina a gravidez que não está se desenvolvendo normalmente.
Outras causas possíveis de aborto incluem infecção do útero, diabetes sem controle, alterações hormonais, e problemas no útero. Excesso de cigarro, álcool e drogas ilegais como a cocaína também causam o aborto principalmente no início da gravidez quando os principais órgãos do bebê estão se desenvolvendo.
Um cérvix (parte baixa do útero) incapaz algumas vezes causa um aborto. Durante o trabalho de parto o cérvix dá abertura para permitir que o bebê saia do útero e passe através da vagina. O cérvix que começa a aumentar a abertura muito cedo pode resultar em abortamento. Muitas vezes, se o problema é descoberto cedo, pode ser tratado e para a gravidez continue.
Uma queda da mãe raramente causa aborto pois o bebê está muito bem protegido dentro do útero. Complementando, não há nenhuma evidência que estresse emocional ou físico ou atividade sexual possam causar aborto numa gravidez normal.
3) Quais são os sintomas?
Os possíveis sintomas incluem:
- Sangramento da vagina. A quantidade de sangue pode variar de algumas gotas de sangue a sangramento intenso. O sangramento pode começar sem nenhum aviso ou pode apresentar um corrimento escuro primeiramente.
- Dor como cãibra em seu baixo abdômen
- Secreção abundante proveniente de sua vagina sem sangue ou dor. Isto pode significar que suas membranas se romperam (sua bolsa d'água estourou).
Pode ser percebido algum material sólido passando através de sua vagina. Tente guardar este material para seu médico examinar.
É possível que não tenha sangramento ou dor, mas o feto tenha morrido e os sintomas da gravidez já não existam mais.
4) Como é diagnosticado?
Seu médico pode fazer um exame pélvico para checar o tamanho do seu útero e a condição do cérvix pedindo um ultra-som para ver se a gravidez está fora do útero ao invés de dentro dele. (A gravidez fora do útero é chamada de gravidez ectópica) ou mostrar se o óvulo nunca se desenvolveu em feto.
5) Qual é o tratamento?
Se você apresentar uma ameaça de aborto, há uma chance de sua gravidez continuar. Haverá uma pequena quantidade de sangramento de sua vagina que muitas vezes é indolor, mas pode ser acompanhado de cãibras. O cérvix permanece fechado e o médico recomendará que permaneça na cama por 1 ou 2 dias. O descanso pode parar o sangramento e promover a continuação da mesma normalmente. Precauções especiais como parar com exercícios, descansar seus pés o máximo possível e evitar o relações sexuais pode ser necessário por várias semanas.
Se o sangramento é causado por um cérvix incapaz, este pode ser fechado até a chegada do bebê, sendo também administrados medicamentos para relaxar o útero.
O aborto torna-se inevitável se o sangramento e as cãibras continuarem e o cérvix começar a se abrir. Um abortamento inevitável significa que o feto morreu e nada pode ser feito para Impedi-lo. O útero expele inteiramente seu conteúdo. Este é chamado de aborto completo.
O abortamento é incompleto se somente uma parte do conteúdo for expelido. Uma dilatação e curetagem (D&C) ou procedimento de sucção pode ser exigido para remover o restante do feto e da placenta. Nestes procedimentos o cérvix é aberto e o tecido é cuidadosamente raspado ou succionado.
Se o feto morreu mas não teve sangramento, seu médico pode pedir um D&C ou induzir o trabalho para remover o feto e a placenta.
6) Quais são os riscos associados ao aborto?
Um aborto geralmente não colocará em risco sua saúde a menos que seja incompleto e caso isto ocorra sem ser diagnosticado e tratado, o sangramento pode continuar e o tecido deixado no útero pode infeccionar. A depender do tipo de sangue, o médico pode querer fazer uma imunização preventiva contra problemas que possam ocorrer em gestações futuras.
7) Quando começar as tentativas de nova gravidez?
Espere para ter relações sexuais de 2 a 4 semanas após o abortamento. Os médicos normalmente recomendam esperar até que tenha passado pelo menos uma menstruação antes de tentar engravidar novamente, portanto é recomendado a utilização de alguns meios anticoncepcionais pelo menos até começar outro período menstrual. Também é importante esperar engravidar até conseguir lidar emocionalmente com a perda.
8) Como saber qual foi a causa do aborto?
Não se culpe pelo aborto pois é pouco provável que tenha sido causado por algo que tenha feito. Por exemplo, abortos espontâneos não são causados por relações sexuais ou exercícios vigorosos.
Mágoa, raiva, e sentimentos de culpa são comuns. Permita-se sofrer com a perda do bebê. Procure apoio dos amigos ou de outras pessoas que já tenham passado pela mesma experiência. É comum ter medo que seu aborto signifique que não será capaz de engravidar novamente. Lembre-se, contudo, que na maioria das mulheres a próxima gravidez é normal.
Algumas mulheres têm repetidos abortos. (Uma série de 3 ou mais abortamentos consecutivos é chamado de abortos habituais). Estes abortos podem ser causados por algum desequilíbrio dos hormônios ou outra condição que pode ser tratada. Se teve 3 ou mais abortos, é importante que seja examinada para determinar e tratar a causa.
9) O que acontece depois de um aborto?
- Sua recuperação levará de 4 a 6 semanas.
- Pode apresentar um ponto sensível e desconforto por alguns dias.
- Se estiver grávida há mais de 13 semanas antes do aborto, pode ainda apresentar sintomas de gravidez e seus seios ainda secretarem leite.
- Exercícios de baixo impacto, como a caminhada ou natação, não irão ferir. Exercite-se mais à medida que sentir-se melhor.
- Normalmente seu médico verificará sua recuperação dentro de algumas semanas através de exames.
10) Quando procurar ajuda médica?
Se você estiver grávida e tiver sangramento na vagina, com ou sem dor, chame seu médico. Se o sangramento for intenso ou você tiver dor forte, veja o seu médico imediatamente.
Se estiver recuperando-se de um aborto, chame seu médico imediatamente se tiver qualquer um destes sintomas;
- sangramento intenso
- febre
- calafrio
- forte dor abdominal
terça-feira, 17 de junho de 2008
Sue Johanson
Conhecida como “a vovó do sexo”, cancelou seu programa “talk show”
Johanson, principal educadora sexual do Canadá, quando esteve no Brasil- divulgou uma nova atração “Sunday night sex show”, que é uma versão canadense do programa “falando de sexo com Sue Johanson”. Com sua língua afiada, Sue apontou os caminhos que a fizeram respeitada até por religiosos e conservadores, mesmo tratando de assuntos que ainda são considerados tabus, como masturbação e aborto.
Apesar de não revelar a idade ( sabe-se que tem mais de 69 anos). Sue atribuiu à sua experiência parte de sua credibilidade. “Se eu fosse uma jovem loira de seios grandes, chamariam – me de provocadora. Diriam que minha intenção seria conseguir audiência com minha aparência. Mas como sou mais velha, não tem como dizer que estou apelando”.
Sue resolveu estudar medicina e as relações humanas depois de perceber que seus filhos adolescentes e amigos tinham pouca informação sobre sexo. Ela se especializou no assunto e começou a trabalhar com educação sexual até cair no gosto do público de emissoras de radio e TVs.
No GNT, o programa “falando sobre sexo” teve uma cobertura media de quase um milhão de pessoas. O segredo do sucesso é a desenvoltura e o bom humor da própria apresentadora. “Não tenho de seguir nenhuma regra do canal ou restrição da lei, só as minhas próprias. Não há recriminação. Nos EUA, onde não há educação sexual, o programa é uma das únicas fontes de informação para jovens e adultos”, analisa a apresentadora.
A terapeuta sexual criticou: “como não há educação sexual, cresceu a taxa de natalidade na adolescência e também os índices de doenças sexualmente transmissíveis”.
Para Sue, a educação sexual tem de ser dada desde cedo aos jovens. “Eles vão guardar a informação e, quando iniciarem a vida sexual, não farão besteira, terão informações suficientes para o sexo seguro”
A apresentadora chamou atenção ainda para a educação dada em casa pelos pais. “O ideal é educar desde cedo as crianças. Quando a menina vê o pai tomando banho e pergunta por que de ela não ter pênis, não pode fugir do assunto. Temo de explicar que as mulheres não têm pênis por que não precisam. Mas elas têm uma abertura especial que serve para fazer os bebês. E não chame de “lá em baixo”, o nome é vagina. Ressaltando a apresentadora a importância de dar informações corretas às crianças.
No “Falando sobre sexo com Sue Johanson”, ela trata de todas as variações de sexo sem um pingo de vergonha. Depois de explicar seu trabalho na TV, Sue não teve como fugir de uma pergunta: e você faz tudo que mostra no programa? “eu ainda consigo colocar meus calcanhares atrás da cabeça”.
O programa vai ao ar de segunda a sexta, as 23h45 no GNT.
Sue Johanson se fosse jovem, loira e sedutora, provavelmente não seria levada a sério. Mas sua imagem de uma senhora respeitável, dessas que todos têm na família, passa credibilidade a um assunto pra lá de provocante. A fórmula de Sue deu tão certo que ela estreou um novo programa, também no GNT, o “Sunday Night Sex Show”. Para os fãs brasileiros, outra novidade: o livro “ABC do sexo” que trás respostas para todo tipo de duvida, das mais banais, as mais ousadas: se é normal usar vegetais para se masturbar ou se um homem pode fingir orgasmo, por exemplo. Ela é uma espécie de mãe que coloca todos no colo e responde a tudo com naturalidade - Sue não da bronca,não dita regras e, quando o assunto é sexo, sabe todas as respostas.
“Não existe limites quando o casal ta de acordo. O importante é estabelecer um código que funcione dentro da relação.”, afirma Johanson.
Johanson, principal educadora sexual do Canadá, quando esteve no Brasil- divulgou uma nova atração “Sunday night sex show”, que é uma versão canadense do programa “falando de sexo com Sue Johanson”. Com sua língua afiada, Sue apontou os caminhos que a fizeram respeitada até por religiosos e conservadores, mesmo tratando de assuntos que ainda são considerados tabus, como masturbação e aborto.
Apesar de não revelar a idade ( sabe-se que tem mais de 69 anos). Sue atribuiu à sua experiência parte de sua credibilidade. “Se eu fosse uma jovem loira de seios grandes, chamariam – me de provocadora. Diriam que minha intenção seria conseguir audiência com minha aparência. Mas como sou mais velha, não tem como dizer que estou apelando”.
Sue resolveu estudar medicina e as relações humanas depois de perceber que seus filhos adolescentes e amigos tinham pouca informação sobre sexo. Ela se especializou no assunto e começou a trabalhar com educação sexual até cair no gosto do público de emissoras de radio e TVs.
No GNT, o programa “falando sobre sexo” teve uma cobertura media de quase um milhão de pessoas. O segredo do sucesso é a desenvoltura e o bom humor da própria apresentadora. “Não tenho de seguir nenhuma regra do canal ou restrição da lei, só as minhas próprias. Não há recriminação. Nos EUA, onde não há educação sexual, o programa é uma das únicas fontes de informação para jovens e adultos”, analisa a apresentadora.
A terapeuta sexual criticou: “como não há educação sexual, cresceu a taxa de natalidade na adolescência e também os índices de doenças sexualmente transmissíveis”.
Para Sue, a educação sexual tem de ser dada desde cedo aos jovens. “Eles vão guardar a informação e, quando iniciarem a vida sexual, não farão besteira, terão informações suficientes para o sexo seguro”
A apresentadora chamou atenção ainda para a educação dada em casa pelos pais. “O ideal é educar desde cedo as crianças. Quando a menina vê o pai tomando banho e pergunta por que de ela não ter pênis, não pode fugir do assunto. Temo de explicar que as mulheres não têm pênis por que não precisam. Mas elas têm uma abertura especial que serve para fazer os bebês. E não chame de “lá em baixo”, o nome é vagina. Ressaltando a apresentadora a importância de dar informações corretas às crianças.
No “Falando sobre sexo com Sue Johanson”, ela trata de todas as variações de sexo sem um pingo de vergonha. Depois de explicar seu trabalho na TV, Sue não teve como fugir de uma pergunta: e você faz tudo que mostra no programa? “eu ainda consigo colocar meus calcanhares atrás da cabeça”.
O programa vai ao ar de segunda a sexta, as 23h45 no GNT.
Sue Johanson se fosse jovem, loira e sedutora, provavelmente não seria levada a sério. Mas sua imagem de uma senhora respeitável, dessas que todos têm na família, passa credibilidade a um assunto pra lá de provocante. A fórmula de Sue deu tão certo que ela estreou um novo programa, também no GNT, o “Sunday Night Sex Show”. Para os fãs brasileiros, outra novidade: o livro “ABC do sexo” que trás respostas para todo tipo de duvida, das mais banais, as mais ousadas: se é normal usar vegetais para se masturbar ou se um homem pode fingir orgasmo, por exemplo. Ela é uma espécie de mãe que coloca todos no colo e responde a tudo com naturalidade - Sue não da bronca,não dita regras e, quando o assunto é sexo, sabe todas as respostas.
“Não existe limites quando o casal ta de acordo. O importante é estabelecer um código que funcione dentro da relação.”, afirma Johanson.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
As Emoções da Futura Mãe
De modo geral não se pode dizer que as depressões previamente presentes piorem a gravidez, obrigatoriamente, pois se observa exatamente o contrário na prática clínica, algumas mulheres apresentam uma melhora da sintomatologia depressiva quando se encontram grávidas. Também não é possível tentar estabelecer alguma regra geral, segundo a qual a gravidez de adolescentes predispõe ao estado depressivo. E a base destas alterações do humor para melhor, quando ocorrem, parece estar relacionada à alguma alteração hormonal. Sendo a progesterona é a hormônio dominante da gravidez, pode ser possível que exista algum benefício se estas mulheres, que melhoram da depressão durante a gravidez, continuem a tomar progesterona, fora da gravidez.
Se existe algum período da gravidez onde possa ser observada uma melhor performance emocional, essa época é entre a 17a. e 20a. semanas de gestação. Isso parece estar relacionado à produção hormonal pela placenta. Nessa fase da gravidez, o sistema endócrino da mulher trabalha ativamente para promover o crescimento uterino e do bebê. No entanto, passado algum tempo, a placenta torna-se a principal responsável pela produção hormonal. Este fato explica, em parte e como vimos acima, as sensações de melhora física, pois, a produção placentária não tem tantos efeitos secundários quanto a produção endócrina.
Mesmo assim, as reações emotivas da grávida tornam-se mais intensas e muitas delas ficam surpreendidas com sua labilidade emocional, onde até um simples anúncio televisivo pode fazê-las chorar. Além desses determinantes biológicos e hormonais, a grávida adolescente teria ainda razões de ordem existencial para alimentar a extrema labilidade afetiva.
Normalmente, as pessoas costumam não acreditar serem suficientemente boas, suficientemente organizadas, suficientemente ricas ou suficientemente suportadas. As inseguranças, nessas questões de auto-estima, são normais e fisiológicas. Da mesma forma, muitas mulheres não acreditam que serão capazes de ser boas mães. Em algumas adolescente grávida, o infantilismo fisiológico próprio da faixa etária e prontamente substituído por esse complexo de mãe incompetente.
O trabalho de parto é receado por muitas adolescentes, sobretudo porque é amplamente desconhecido. A melhor forma de ultrapassar o medo é falar abertamente sobre o assunto. A partilha de idéias com outras mulheres que sentem o mesmo pode ser uma ajuda preciosa.
Durante a gravidez, a mulher pode sentir dificuldades na concentração ou na articulação de vocábulos simples. O esquecimento passa também a ser freqüente. Estes fenômenos podem ser alarmantes, sobretudo para as mulheres que não estão prevenidas. No entanto, todas estas alterações regridem com o parto.
Geralmente a adolescente grávida passa a ser rodeada de conselhos, críticas, sugestões e advertências. Todos parecem ter algo a dizer; alguns amigos querem contribuir para o crescimento do filho, professores e parentes procedem com críticas amargas e dissimuladas, familiares mais próximos com veementes censuras... e assim por diante.
Embora possa ser agradável receber alguma atenção, muitas vezes pode ser perturbador. A emotividade subjacente a este período, torna a mulher hipersensível a algumas sugestões, nomeadamente, no que se refere à sua própria saúde ou à do seu bebê. Esta é uma boa altura para ignorara conselhos inúteis e para aumentar o próprio discernimento quanto às opiniões de interesse.
Mas não é raro que a grávida adolescente experimente algumas sensações de ser especial e isso pode aliviar a eventual depressão pela qual esteja passando. Quando a gravidez se torna óbvia e irreversível, a mulher passa a ter um estatuto que lhe confere alguns privilégios; caixas dos supermercados prioritárias para grávidas ou de lugares reservados nos transportes públicos, etc.
De acordo com a pesquisa Raquel Foresti, os depoimentos mostram que as adolescentes que engravidam apresentam um ponto em comum: a fragilidade no processo de formação de sua identidade. Algumas delas não conseguiram criar vínculos com o mundo do trabalho e tiveram vários empregos em um curto período de tempo. Outras não enxergam perspectivas nos estudos.
Muitas vezes elas demonstram um comportamento mais infantil do que o esperado para sua idade e não aceitam as responsabilidades. Por isso, sentem que não encontram seu espaço no mundo, analisa a psicóloga.
Para essas meninas, a gravidez tem uma dupla função. “Além de servir como justificativa para a inadequação, a barriga traz um certo poder e até status dentro da família. Preenche o vazio que elas sentem por causa da crise de identidade”, afirma Raquel.
Se existe algum período da gravidez onde possa ser observada uma melhor performance emocional, essa época é entre a 17a. e 20a. semanas de gestação. Isso parece estar relacionado à produção hormonal pela placenta. Nessa fase da gravidez, o sistema endócrino da mulher trabalha ativamente para promover o crescimento uterino e do bebê. No entanto, passado algum tempo, a placenta torna-se a principal responsável pela produção hormonal. Este fato explica, em parte e como vimos acima, as sensações de melhora física, pois, a produção placentária não tem tantos efeitos secundários quanto a produção endócrina.
Mesmo assim, as reações emotivas da grávida tornam-se mais intensas e muitas delas ficam surpreendidas com sua labilidade emocional, onde até um simples anúncio televisivo pode fazê-las chorar. Além desses determinantes biológicos e hormonais, a grávida adolescente teria ainda razões de ordem existencial para alimentar a extrema labilidade afetiva.
Normalmente, as pessoas costumam não acreditar serem suficientemente boas, suficientemente organizadas, suficientemente ricas ou suficientemente suportadas. As inseguranças, nessas questões de auto-estima, são normais e fisiológicas. Da mesma forma, muitas mulheres não acreditam que serão capazes de ser boas mães. Em algumas adolescente grávida, o infantilismo fisiológico próprio da faixa etária e prontamente substituído por esse complexo de mãe incompetente.
O trabalho de parto é receado por muitas adolescentes, sobretudo porque é amplamente desconhecido. A melhor forma de ultrapassar o medo é falar abertamente sobre o assunto. A partilha de idéias com outras mulheres que sentem o mesmo pode ser uma ajuda preciosa.
Durante a gravidez, a mulher pode sentir dificuldades na concentração ou na articulação de vocábulos simples. O esquecimento passa também a ser freqüente. Estes fenômenos podem ser alarmantes, sobretudo para as mulheres que não estão prevenidas. No entanto, todas estas alterações regridem com o parto.
Geralmente a adolescente grávida passa a ser rodeada de conselhos, críticas, sugestões e advertências. Todos parecem ter algo a dizer; alguns amigos querem contribuir para o crescimento do filho, professores e parentes procedem com críticas amargas e dissimuladas, familiares mais próximos com veementes censuras... e assim por diante.
Embora possa ser agradável receber alguma atenção, muitas vezes pode ser perturbador. A emotividade subjacente a este período, torna a mulher hipersensível a algumas sugestões, nomeadamente, no que se refere à sua própria saúde ou à do seu bebê. Esta é uma boa altura para ignorara conselhos inúteis e para aumentar o próprio discernimento quanto às opiniões de interesse.
Mas não é raro que a grávida adolescente experimente algumas sensações de ser especial e isso pode aliviar a eventual depressão pela qual esteja passando. Quando a gravidez se torna óbvia e irreversível, a mulher passa a ter um estatuto que lhe confere alguns privilégios; caixas dos supermercados prioritárias para grávidas ou de lugares reservados nos transportes públicos, etc.
De acordo com a pesquisa Raquel Foresti, os depoimentos mostram que as adolescentes que engravidam apresentam um ponto em comum: a fragilidade no processo de formação de sua identidade. Algumas delas não conseguiram criar vínculos com o mundo do trabalho e tiveram vários empregos em um curto período de tempo. Outras não enxergam perspectivas nos estudos.
Muitas vezes elas demonstram um comportamento mais infantil do que o esperado para sua idade e não aceitam as responsabilidades. Por isso, sentem que não encontram seu espaço no mundo, analisa a psicóloga.
Para essas meninas, a gravidez tem uma dupla função. “Além de servir como justificativa para a inadequação, a barriga traz um certo poder e até status dentro da família. Preenche o vazio que elas sentem por causa da crise de identidade”, afirma Raquel.
Adolescência e o Parto
A adolescência é um período de mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais que separam a criança do adulto, prolongando-se dos 10 aos 20 anos incompletos, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou dos 12 aos 18 anos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil.
As piores complicações do parto tendem a acometer meninas com menos de 15 anos e, serão piores ainda em menores de 13 anos. A mãe adolescente tem maior morbidade e mortalidade por complicações da gravidez, do parto e do puerpério. A taxa de mortalidade é 2 vezes maior que entre gestantes adultas.
A incidência de recém nascidos de mães adolescentes com baixo peso é duas vezes maior que em recém nascidos de mães adultas, e a taxa de morte neonatal é 3 vezes maior. Entre adolescentes com 17 anos ou menos, 14% dos nascidos são prematuros, enquanto entre as mulheres de 25 a 29 anos é de 6%.A mãe adolescente também apresenta com maior freqüência sintomas depressivos no pós-parto.
Em 2000, segundo Raquel Foresti, foram realizados 689 mil partos de adolescentes no Brasil, o equivalente a 30% do total dos partos do país. Hoje são mais de 700 mil partos de adolescentes por ano. O número é um golpe contra as várias iniciativas voltadas para a prevenção da gravidez na adolescência.
O que tem preocupado obstetras em geral, é a possibilidade da gravidez na adolescência ser considerada "de risco", com conseqüentes complicações por ocasião do parto. Segundo Marco Aurélio Galletta e Marcelo Zugaib, a gravidez será considerada de risco quando a gestante ou o feto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte, em decorrência da gravidez ou puerpério (após o parto).
Segundo esses autores, a mortalidade materna e peri-natal é maior na gravidez na adolescência. No Brasil, grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez, parto e puerpério. As complicações mais freqüentes da gravidez e parto na adolescência são:
1- toxemia gravídica, que é uma doença hipertensiva da gravidez com fortes possibilidades de convulsões;
2 - maior índice de cesarianas;
3 - desproporção céfalo-pélvica, que é uma desproporção entre o tamanho da cabeça do feto e a pelve da mãe;
4 - síndromes hemorrágicas, chamada de coagulação vascular disseminada;
5 - lacerações perineais, envolvendo vagina e, às vezes do ânus;
6 - amniorrexe prematura, que é ruptura precoce da bolsa e;
7 - prematuridade fetal.
Outros ainda adicionam: anemia materna, trabalho de parto prolongado, infecções urogenitais, abortamento, apresentações anômalas, baixo peso da criança ao nascer, malformações fetais, asfixia peri-natal e icterícia neonatal.
Depois do parto Anne Lise Scappaticci, psicanalista e autora de pesquisa sobre jovens mães, concluiu que as adolescentes oferecem mais o seio para amamentação e estimulam mais os bebês que mães adultas, favorecendo assim uma melhor interação com a criança. Essa pesquisa, entretanto, contradiz boa parte da literatura científica, a qual sugere maior risco de não atender as necessidades de seus filhos por parte das mães adolescentes.
A pesquisa de Anne Lise mostrou que as adolescentes interagiram mais e por mais tempo com seus bebês em dois, dos seis aspectos analisados: "oferecer o seio" e "estimular o bebê". Foi considerado estimular o bebê o ato de tocar, acariciar, afagar, beijar, acalentar e esfregar. Das adolescentes, 23,69% estavam no grupo que mais oferecia o seio para o bebê, enquanto 60,7% das 28 adultas, estavam no grupo que oferecia menos. Quando se trata do critério "mãe estimula o bebê", o resultado é igual: novamente as mais jovens estimulavam mais seus bebês.
Quando o quesito era estimulação dos recém-nascidos, houve maior freqüência entre as mães adolescentes. Naquelas cujo bebê era o primeiro filho, 78% acariciavam, beijavam e embalavam mais a criança. Já as mães adultas, indiferente de ser o primeiro filho ou não, estimulavam pouco os recém-nascidos.
Fonte: http://gballone.sites.uol.com.br/infantil/adolesc3b.html
As piores complicações do parto tendem a acometer meninas com menos de 15 anos e, serão piores ainda em menores de 13 anos. A mãe adolescente tem maior morbidade e mortalidade por complicações da gravidez, do parto e do puerpério. A taxa de mortalidade é 2 vezes maior que entre gestantes adultas.
A incidência de recém nascidos de mães adolescentes com baixo peso é duas vezes maior que em recém nascidos de mães adultas, e a taxa de morte neonatal é 3 vezes maior. Entre adolescentes com 17 anos ou menos, 14% dos nascidos são prematuros, enquanto entre as mulheres de 25 a 29 anos é de 6%.A mãe adolescente também apresenta com maior freqüência sintomas depressivos no pós-parto.
Em 2000, segundo Raquel Foresti, foram realizados 689 mil partos de adolescentes no Brasil, o equivalente a 30% do total dos partos do país. Hoje são mais de 700 mil partos de adolescentes por ano. O número é um golpe contra as várias iniciativas voltadas para a prevenção da gravidez na adolescência.
O que tem preocupado obstetras em geral, é a possibilidade da gravidez na adolescência ser considerada "de risco", com conseqüentes complicações por ocasião do parto. Segundo Marco Aurélio Galletta e Marcelo Zugaib, a gravidez será considerada de risco quando a gestante ou o feto estão sujeitos a lesões ou mesmo morte, em decorrência da gravidez ou puerpério (após o parto).
Segundo esses autores, a mortalidade materna e peri-natal é maior na gravidez na adolescência. No Brasil, grande parte das mortes na adolescência estão relacionadas à complicações da gravidez, parto e puerpério. As complicações mais freqüentes da gravidez e parto na adolescência são:
1- toxemia gravídica, que é uma doença hipertensiva da gravidez com fortes possibilidades de convulsões;
2 - maior índice de cesarianas;
3 - desproporção céfalo-pélvica, que é uma desproporção entre o tamanho da cabeça do feto e a pelve da mãe;
4 - síndromes hemorrágicas, chamada de coagulação vascular disseminada;
5 - lacerações perineais, envolvendo vagina e, às vezes do ânus;
6 - amniorrexe prematura, que é ruptura precoce da bolsa e;
7 - prematuridade fetal.
Outros ainda adicionam: anemia materna, trabalho de parto prolongado, infecções urogenitais, abortamento, apresentações anômalas, baixo peso da criança ao nascer, malformações fetais, asfixia peri-natal e icterícia neonatal.
Depois do parto Anne Lise Scappaticci, psicanalista e autora de pesquisa sobre jovens mães, concluiu que as adolescentes oferecem mais o seio para amamentação e estimulam mais os bebês que mães adultas, favorecendo assim uma melhor interação com a criança. Essa pesquisa, entretanto, contradiz boa parte da literatura científica, a qual sugere maior risco de não atender as necessidades de seus filhos por parte das mães adolescentes.
A pesquisa de Anne Lise mostrou que as adolescentes interagiram mais e por mais tempo com seus bebês em dois, dos seis aspectos analisados: "oferecer o seio" e "estimular o bebê". Foi considerado estimular o bebê o ato de tocar, acariciar, afagar, beijar, acalentar e esfregar. Das adolescentes, 23,69% estavam no grupo que mais oferecia o seio para o bebê, enquanto 60,7% das 28 adultas, estavam no grupo que oferecia menos. Quando se trata do critério "mãe estimula o bebê", o resultado é igual: novamente as mais jovens estimulavam mais seus bebês.
Quando o quesito era estimulação dos recém-nascidos, houve maior freqüência entre as mães adolescentes. Naquelas cujo bebê era o primeiro filho, 78% acariciavam, beijavam e embalavam mais a criança. Já as mães adultas, indiferente de ser o primeiro filho ou não, estimulavam pouco os recém-nascidos.
Fonte: http://gballone.sites.uol.com.br/infantil/adolesc3b.html
Dados sobre a Gravidez na Adolescência
18% das adolescentes de 15 a 19 anos já haviam ficado grávidas alguma vez.
1 em 3 mulheres de 19 anos já são mães ou estão grávidas do 1º filho.
1 em 10 mulheres de 15 a 19 anos já tinham 2 filhos.
49,1% destes filhos foram indesejados.
20% das adolescentes residentes na zona rural tem pelo menos 1 filho.
13% das adolescentes residentes na área urbana tem pelo menos 1 filho.
54% das adolescentes sem escolaridade já haviam ficado grávidas.
6,4% das adolescentes com mais de 9 anos de escolaridade ou já eram mães ou estavam grávidas do 1º filho.
20% das adolescentes residentes na região norte tem pelo menos 1 filho.
9% das adolescentes residentes na região centro-oeste tem pelo menos 1 filho.
1 em 3 mulheres de 19 anos já são mães ou estão grávidas do 1º filho.
1 em 10 mulheres de 15 a 19 anos já tinham 2 filhos.
49,1% destes filhos foram indesejados.
20% das adolescentes residentes na zona rural tem pelo menos 1 filho.
13% das adolescentes residentes na área urbana tem pelo menos 1 filho.
54% das adolescentes sem escolaridade já haviam ficado grávidas.
6,4% das adolescentes com mais de 9 anos de escolaridade ou já eram mães ou estavam grávidas do 1º filho.
20% das adolescentes residentes na região norte tem pelo menos 1 filho.
9% das adolescentes residentes na região centro-oeste tem pelo menos 1 filho.
Questão Legal do Aborto no Brasil
Infanticídio
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após:
Pena: detenção, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
Explicação: Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento.
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:
Pena: detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.
Explicação: Aborto provocado por terceiro.
Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:
Pena: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos.
Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante:
Pena: reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
Parágrafo único - Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de 14 (quatorze) anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.
Forma Qualificada
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:
Aborto necessário
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após:
Pena: detenção, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.
Explicação: Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento.
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:
Pena: detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.
Explicação: Aborto provocado por terceiro.
Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:
Pena: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos.
Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante:
Pena: reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
Parágrafo único - Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de 14 (quatorze) anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.
Forma Qualificada
Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.
Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:
Aborto necessário
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.
Ajude a evitar a gravidez precoce! (para os pais)
A prevenção depende da postura dos pais em relação à sexualidade dos filhos
Uma recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe um dado alarmante. Apesar de o número de filhos por mulher no país ter diminuído nos últimos dez anos, a gravidez entre meninas de 15 a 17 anos cresceu. "Há alguns anos, a gravidez na juventude era resultado da falta de informação. Hoje, os jovens sabem muito sobre o assunto, mas não se protegem", explica a terapeuta familiar Elizabeth Polity,
de São Paulo. Apesar de ser uma dádiva, um bebê na hora errada pode trazer muitos conflitos para a vida de um adolescente. Para evitar isso, confira como ajudar seu filho ou filha a não ter uma gravidez indesejada.
Nada de PROIBIR
A partir de um determinado momento da adolescência, que varia conforme o amadurecimento de cada um, é um erro tentar proibir ou dificultar demais a vida sexual do filho ou da filha. Não adianta! Quando o desejo falar mais alto, os jovens não vão pedir autorização para fazer sexo. Se forem proibidos, eles vão transar escondido, em condições que não são favoráveis ao uso da camisinha. Ou podem acabar usando contraceptivos sem orientação adequada. O ideal é dar liberdade com responsabilidade. e, para isso, é importante que o jovem esteja bem informado.
Fale de SEXO com seus filhos!
Informação e métodos para prevenir a gravidez não faltam. De acordo com o ginecologista Marco Aurélio Galleta, coordenador da área de gravidez na adolescência do Hospital das Clínicas de São Paulo, os jovens sabem quais são os meios para evitar a gravidez, mas são imaturos para usá-los. Por isso, é importante conversar com eles. "Os pais precisam criar uma relação de confiança com os filhos, para que eles não tenham vergonha de tirar suas dúvidas", explica Elizabeth Polity.
Participe da VIDA SEXUAL do adolescente
Mesmo que os pais não se sintam à vontade para conversar com os filhos sobre sexo, eles devem orientam a vida sexual dos jovens. "Se eles não querem conversar, devem ao menos garantir que os filhos tenham como se prevenir. Entregar camisinhas aos meninos ou levar as meninas ao ginecologista é melhor do que não fazer nada", explica Elizabeth Polity. Ao fazer isso, os pais mostram que se preocupam com o jovem e o estimulam a se proteger. Outra maneira de ajudar o filho é levá-lo a um especialista. Assim, ele poderá esclarecer todas as dúvidas que surgirem.
Ensine o jovem a SE VALORIZAR
A auto-estima é importante para o jovem ser mais responsável com o próprio corpo. E, com todas as dúvidas que vêm com a adolescência, ela pode ser profundamente abalada. "Educar os filhos como se fossem uma eterna criança, impondo a eles todas as suas vontades, não vai ajudá-los a ter uma auto-estima elevada. os pais devem dar ao filho o direito de ter seus próprios desejos e tentar realizá-los", explica Elizabeth Polity. Assim, o jovem terá firmeza para, por exemplo, exigir que o parceiro use o preservativo durante a relação sexual, sem se preocupar com o fato de que ele possa ficar ofendido.
GRÁVIDA de novo?!
Após o nascimento do primeiro filho, cerca de 40% das meninas voltam a engravidar. É por isso que os especialistas insistem que os pais não devem parar com a orientação sexual do jovem imaginando que ele já adquiriu maturidade suficiente com a primeira gestação.
Uma recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe um dado alarmante. Apesar de o número de filhos por mulher no país ter diminuído nos últimos dez anos, a gravidez entre meninas de 15 a 17 anos cresceu. "Há alguns anos, a gravidez na juventude era resultado da falta de informação. Hoje, os jovens sabem muito sobre o assunto, mas não se protegem", explica a terapeuta familiar Elizabeth Polity,
de São Paulo. Apesar de ser uma dádiva, um bebê na hora errada pode trazer muitos conflitos para a vida de um adolescente. Para evitar isso, confira como ajudar seu filho ou filha a não ter uma gravidez indesejada.
Nada de PROIBIR
A partir de um determinado momento da adolescência, que varia conforme o amadurecimento de cada um, é um erro tentar proibir ou dificultar demais a vida sexual do filho ou da filha. Não adianta! Quando o desejo falar mais alto, os jovens não vão pedir autorização para fazer sexo. Se forem proibidos, eles vão transar escondido, em condições que não são favoráveis ao uso da camisinha. Ou podem acabar usando contraceptivos sem orientação adequada. O ideal é dar liberdade com responsabilidade. e, para isso, é importante que o jovem esteja bem informado.
Fale de SEXO com seus filhos!
Informação e métodos para prevenir a gravidez não faltam. De acordo com o ginecologista Marco Aurélio Galleta, coordenador da área de gravidez na adolescência do Hospital das Clínicas de São Paulo, os jovens sabem quais são os meios para evitar a gravidez, mas são imaturos para usá-los. Por isso, é importante conversar com eles. "Os pais precisam criar uma relação de confiança com os filhos, para que eles não tenham vergonha de tirar suas dúvidas", explica Elizabeth Polity.
Participe da VIDA SEXUAL do adolescente
Mesmo que os pais não se sintam à vontade para conversar com os filhos sobre sexo, eles devem orientam a vida sexual dos jovens. "Se eles não querem conversar, devem ao menos garantir que os filhos tenham como se prevenir. Entregar camisinhas aos meninos ou levar as meninas ao ginecologista é melhor do que não fazer nada", explica Elizabeth Polity. Ao fazer isso, os pais mostram que se preocupam com o jovem e o estimulam a se proteger. Outra maneira de ajudar o filho é levá-lo a um especialista. Assim, ele poderá esclarecer todas as dúvidas que surgirem.
Ensine o jovem a SE VALORIZAR
A auto-estima é importante para o jovem ser mais responsável com o próprio corpo. E, com todas as dúvidas que vêm com a adolescência, ela pode ser profundamente abalada. "Educar os filhos como se fossem uma eterna criança, impondo a eles todas as suas vontades, não vai ajudá-los a ter uma auto-estima elevada. os pais devem dar ao filho o direito de ter seus próprios desejos e tentar realizá-los", explica Elizabeth Polity. Assim, o jovem terá firmeza para, por exemplo, exigir que o parceiro use o preservativo durante a relação sexual, sem se preocupar com o fato de que ele possa ficar ofendido.
GRÁVIDA de novo?!
Após o nascimento do primeiro filho, cerca de 40% das meninas voltam a engravidar. É por isso que os especialistas insistem que os pais não devem parar com a orientação sexual do jovem imaginando que ele já adquiriu maturidade suficiente com a primeira gestação.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Entrevistas
1) Vocês começaram a namorar e depois de um tempo resolveram transar. Não sabiam que isso poderia levar a uma gravidez não planejada?
Renata - Sabia, claro, mas a gente sempre acha que não vai acontecer. Ora, por que justamente eu, que não quero filho por enquanto, vou engravidar? Tanta gente faz tratamento para isso e não consegue, por que eu? Daí você não se cuida. E acontece.
Rinália - Eu sabia mais ou menos. Não tinha ninguém para me dizer que coito interrompido, por exemplo, não é seguro. Se até hoje tem menina que não sabe, imagine há nove anos.
Ellen - Comigo foi um acidente de percurso. Eu tinha ido à médica e ela me receitou pílula. Estava tomando direitinho. Então, pensei: pra que camisinha? Como é que eu ia adivinhar que até a pílula poderia falhar?
Paola - Eu não posso dizer que não sabia. Minha mãe sempre me informou a respeito de tudo. Mas sabe como é... Você vai meio na sorte.
Daniele - Eu posso dizer a mesma coisa que a Paola. Não foi por falta de informação. Mas acontece que quanto mais liberdade a gente tem, mais quer provar. E, na hora da empolgação, quem vai pensar em gravidez? Vamos que vamos!
2) Como vocês se sentiram quando tiveram a confirmação que estavam grávidas?
Renata - Assustada, apavorada, tudo ao mesmo tempo e no mesmo minuto. Peguei o exame e fiquei com ele na mão por duas horas. Eu não acreditava que aquilo estivesse acontecendo comigo. Como é que pode? Eu fui ao laboratório fazer um exame de anemia, nem desconfiava que estava grávida. Minha menstruação estava vindo normalmente, por que iria desconfiar? Na verdade, eu estava grávida de quatro meses e não sabia.
Rinália - Minha menstruação não desceu, mas eu não estava suspeitando de nada. Até tomei remédio para ver se regulava. Fiz teste de farmácia e fiquei na mesma. Mas quando tive a confirmação do exame de laboratório, comecei a chorar. Eu só pensava: “O que vai ser da minha vida? O que a minha mãe vai dizer?”. Mas, ao mesmo tempo, eu fiquei feliz. É muito confuso. Parece que passa um furacão de emoções em segundos.
Ellen - Eu andava com cólica, mas achei que era do remédio. Até que a dor aumentou e eu fui à médica sem dizer nada à minha mãe. Quando contei que minha menstruação estava atrasada e ela pediu um exame, ainda pensei: “Tudo bem, ela vai dar com a cara no muro. Imagine se estou grávida!”. Mas quando veio a confirmação, eu desmontei. Gozado, no primeiro minuto me deu uma emoção muito forte. Depois, bateu um medo enorme de tudo: de contar para a minha mãe, da reação do meu padrasto que é supernervoso, de não saber cuidar direito de um bebê...
Paola - Quando eu fiquei sabendo, já estava de sete meses. Minha menstruação estava normal, então eu nem liguei. Só fui ao médico porque achei que estava engordando demais. Quando o médico fez um ultra-som para saber se tinha alguma coisa, foi ele que ficou nervoso. “Menina, você está louca? Daqui a pouco nasce.” E eu respondi: “Pera aí, nasce o que?” E ele: “Você já está de sete meses. Como não sabia?” Aí eu apaguei. Comecei a chorar e a dizer que nunca mais ia sair daquela sala. Como eu ia enfrentar minha família?
Daniele – Eu sabia que estava grávida, mas não queria admitir. Tanto é que escondi até os quatro meses. Na minha cabeça, eu até achava que poderia esconder pra sempre, que ninguém nunca ia ficar sabendo e que, de algum modo, eu ia dar um jeito no assunto. Até que não deu mais e falei com meu namorado. Quando ele me levou ao médico, que depois do exame me aconselhou a fazer o pré-natal, é que caiu a ficha. Meu namorado ficou feliz e eu dizia que não poderia ter a criança de jeito nenhum. Como eu iria encarar todo mundo?
3) Foi difícil contar para os seus pais? E depois? Vocês se sentiram apoiadas pela família?
Renata – Levei mais de um mês pra contar. No fim, foi minha irmã, a meu pedido, que acabou falando com a minha mãe. Ela ficou chateada por não ter contado antes. Bem que eu queria, mas tinha medo. Imagine como fiquei atormentada. No começo, todo mundo na minha casa ficou abalado, mas depois eu tive apoio total. Hoje, a minha filha é o centro da família.
Rinália – Eu já trabalhava como modelo desde os 13 anos. Era independente financeiramente, achava que já era adulta. Mas na hora tremi na base. Minha avó, com quem eu morava em Porto Alegre, levou um choque. Minha mãe, que morava em Santa Catarina, só soube brigar por telefone, pressionando para que eu tirasse a criança e dizendo que minha vida ia virar um inferno. O interessante foi o meu pai. Quando eu cheguei em casa, lá estava ele. Veio de Brasília só para me ver. Foi o único que me deu apoio, pelo menos naquele momento. Bom, depois acho que se acostumaram com a idéia. Minha mãe até que escrevia cartas lindas. Meu pai telefonava sempre. Mas eu tive mesmo que me virar sozinha.
Ellen – No primeiro momento, foi barra. Tinha medo de falar, principalmente pela reação do meu padrasto. Depois tive que ter uma força de vontade para não ceder à pressão. Todo mundo queria que eu não tivesse a criança. Mas enfiei na cabeça que ia tê-la de qualquer maneira.
Paola – Eu contei logo que eu cheguei do médico e tive apoio total da minha família. Estava tão nervosa que a minha mãe chamou uma psicóloga para conversar comigo. Meu pai, que no fundo já sabia, só faltou me pegar no colo. Não me senti desamparada nem um minuto. Só não tive apoio do meu namorado porque ele estava no Japão e nem sabia que eu tinha engravidado.
Daniele – Foi uma guerra. Minha mãe ficou doente. Meu pai não falava comigo. A família do meu namorado nem admitia a idéia de aborto. A minha insistia, dizendo que a responsabilidade de cuidar da criança ia ser toda minha. E eu, no meio do fogo cruzado, sem saber o que fazer. E nós dois brigando até que acabamos o namoro. Só voltamos depois que a minha filha nasceu. Agora, está tudo uma maravilha. As duas famílias querem o bebê.
4) Durante a gravidez, passou pela cabeça de vocês tudo o que teriam que deixar de fazer por ter que cuidar de um bebê?
Renata – A vida muda completamente. Antes, eu só estudava, não tinha que trabalhar, só tinha que cuidar de mim mesma. Quando a minha filha nasceu, repeti o ano e não saia pra nada. Mesmo minha mãe não trabalhando fora, era eu quem cuidava do bebê. As vezes, queria sair um pouco, mas ela não deixava. Eu ficava louca da vida. Hoje acho que a minha mãe tinha razão. Não era justo ela ficar em casa cuidando do bebê. Afinal, a filha é minha. Quando a gente fica grávida muito jovem, acaba perdendo um bocado. Afasta-se dos amigos, para de estudar. E as coisas próprias da adolescência perdem o sentido. De repente, ir a uma festa já não é mais importante.
5) Você começa a se preocupar se a criança ta bem, se está dormindo... É uma mudança radical na vida de qualquer menina.
Rinália – Para mim, no inicio, só importava o meu filho. Mas depois de um tempo comecei a sentir a pressão do que estava perdendo. Com pouca idade eu casei, virei mãe e tinha que cuidar de tudo sozinha. Não estava preparada, nem tinha maturidade para isso. Quantas vezes eu deixei a comida queimar enquanto amamentava meu filho assistindo ao programa da Xuxa! Não adianta... Todo mundo começa a te cobrar uma postura de adulta, mas a gente continua sendo adolescente. A cabeça não muda de uma hora para outra só porque você teve um filho.
Ellen – Ainda não tenho um bebe, mas já sinto que não da mais para curtir as coisas de adolescente. Não saio mais como antes, não fico brincando na piscina nem posso jogar futebol. Como é que eu vou zuar com esse barrigão? Acho que depois vai ser até mais difícil. Não levo o menor jeito para cuidar de criança. É muito complicado pensar que daqui a um tempo vai ter alguém que vai depender só de mim.
Paola – Sempre saio pouco, e até esse pouco eu perdi. Mas ai pensei: “Posso fazer tudo isso mais tarde junto com minha filha!”
Daniele – Será que você vai levá-la junto quando for namorar?
Rinália – Como você vai fazer com ela num programa by night?
Daniele - Sempre fui muito paquerada onde moro. Aí eu pensei: “Ai meu Deus, quando souberem que estou grávida, meu ibope vai despencar. Ninguém mais vai querer ficar comigo”. Parei de estudar porque tinha vergonha de ir à escola. Hoje esta tudo bem. Como minha mãe cuida do bebê, posso sair como qualquer menina da minha idade.
6) Vocês se sentiram inseguras em relação às mudanças do corpo? Tinham ciúme do namorado, ficaram com medo de perdê-lo porque estavam engordando?
Renata – Eu me achava linda grávida. E nunca me preocupei se meu ex-namorado ia procurar outra menina. Quanto ao ciúme, eu já tinha muito antes de engravidar.
Rinália – Fiquei insegura devido à minha profissão. Achei que minha carreira, que tinha começado tão bem, havia ido pro espaço. Mas depois do nascimento do meu filho, meu corpo voltou ao normal. Mas que bate insegurança bate.
Ellen – Estou me sentindo insegura, com ciúme, enorme de gorda, a última das criaturas. Vejo aquelas menininhas de miniblusa e shortinho e não tenho coragem de usar. Outro dia me recusei a usar biquíni. Eu me enxergo, caramba! Morro de vontade de usar blusa curta e calça de cintura baixa, mas minha mãe diz que é meio depravado.
Paola – Como meu namorado estava longe, no Japão, não me senti insegura em relação a ele. Até mandei uma foto de biquíni quando estava grávida! Agora, se quando ele voltar não quiser mais ficar comigo, o que eu posso fazer?
Daniele – Olha, eu não me sentia insegura, não. Ao contrario. Como eu sou muito magrinha, até gostei de ter engordado um pouco... E o legal é que meu namorado fez de tudo para demonstrar que gostava de mim do mesmo jeito.
7) As pessoas continuam olhando torto para uma menina grávida?
Renata – Com certeza! A primeira coisa que dizem é: “Coitadinha!” Essa é a palara-chave. Depois, o que eu não agüentava escutar era: “Coitado do seu pai”. Eu ficava louca da vida com isso! Eu não tinha feito nada pra ele. Era como se eu tivesse aprontado a pior coisa do mundo.
Rinália – Primeiro, olham na tua mão para ver se você tem aliança. Se não tem, é um deus-nos-acuda. Depois te olham tão novinha, com aquele barrigão, e com certeza pensam: “É uma galinha”. Muitos viram pra você e dizem: “Puxa, será que não podia ter esperado até casar?”
Paola – Eu só percebi o preconceito depois que a minha filha nasceu. Alguém chegou a dizer “Nossa, nem precisa fazer o exame de DNA. Ela é a cara do pai”. Deu vontade de responder: “Teste de DNA pra que? Ou você esta achando que eu andei com todo mundo no bairro??”
8) Quando a menina fica sozinha depois da gravidez, vocês acham que é mais difícil arrumar um namorado porque já tem um filho?
Renata – No meu caso não foi. Meu namorado é dois anos mais novo e não se importa por eu ter uma filha.
Rinália – Pra mim também não foi difícil. Eu casei com o pai do meu filho, mas não deu certo. É aquela velha historia. Empurraram dois adolescentes para o casamento sem nenhuma maturidade pra isso. Depois, quando meu filho tinha 4 anos, conheci o Alexandre. Pra ele tudo bem, mas pra família dele foi um choque. Me acharam uma aproveitadora. Como se eu fosse ficar com ele pra ser sustentada!
Paola – Acho que os meninos estão mudando e não ligam muito. Eu digo isso pela força que os meus amigos me dão. Acho até gozado quando alguns me dizem que minha filhinha precisa ter pai. Eu sempre digo: “Espera ai. Pai ela tem. Ele só esta longe”
Daniele – Não sei, eu acho que não. Pelo menos os caras que eu conheço acham que, se a menina já é mãe, a cabeça dela deve ter mudado e a gente já não é mais tão criança.
9) Se vocês pudessem enxergar com muita clareza todas as mudanças que uma gravidez iria trazer, teriam mais cuidado, enfim, esperariam para ter o filho depois?
Paola – Eu, sim. Eu tinha uma idéia do que poderia ser, mas como disse, tinha aquela esperança de que comigo ia dar tudo certo. Se eu tivesse tudo na cabeça, com certeza tomaria muito mais cuidado.
Daniele – É uma coisa que acontece... mas sim, com certeza.
Renata – Eu me preveniria, sim, deixaria para ter o filho mais tarde.
Ellen – No meu caso, não foi falta de prevenção.
Rinália – Sabe o que acontece? A gente quando é adolescente é muito eu posso, eu sei, eu consigo. A gente não leva em conta a opinião de mais ninguém, só a nossa. Eu passei a dar muito mais valor a meus pais depois que tive meu filho. Tanto que meu segundo filho foi muito planejado.
10) Vocês pararam de estudar quando ficaram grávidas? Quais os planos para o futuro?
Renata – Eu parei. Quando tive a minha filha, repeti o ano. Mas depois voltei a estudar e já terminei o colegial. Este ano vou tentar o vestibular para Fisioterapia.
Rinália – No ano em que fiquei grávida, “rodei” em duas matérias e parei. Depois de nove anos, no ano passado retomei meus estudos e estou fazendo supletivo junto com um curso de teatro. Espero continuar a estudar, trabalhar, cuidar dos filhos, da casa, do marido.
Ellen – Fiz matricula para o supletivo, mas tive que trancar. Mesmo assim, vou fazer as provas ainda este ano. Pretendo continuar trabalhando e ir pra frente cada vez mais. Acho que meu filho, ou filha, porque ainda não sei o sexo do bebê, vai me dar muita garra para continuar a lutar, por mim e por ele.
Paola – Continuo estudando no colegial e não penso em parar. Volto a trabalhar em maio. Quando terminar o colégio, penso em fazer uma faculdade e estudar inglês e japonês.
Daniele – Eu parei de estudar no ano passado quando fiquei grávida. Agora pretendo voltar a fazer supletivo. Espero conseguir retomar meus estudos e, um dia, me formar na faculdade, até para que eu possa cuidar melhor da minha filha.
Renata - Sabia, claro, mas a gente sempre acha que não vai acontecer. Ora, por que justamente eu, que não quero filho por enquanto, vou engravidar? Tanta gente faz tratamento para isso e não consegue, por que eu? Daí você não se cuida. E acontece.
Rinália - Eu sabia mais ou menos. Não tinha ninguém para me dizer que coito interrompido, por exemplo, não é seguro. Se até hoje tem menina que não sabe, imagine há nove anos.
Ellen - Comigo foi um acidente de percurso. Eu tinha ido à médica e ela me receitou pílula. Estava tomando direitinho. Então, pensei: pra que camisinha? Como é que eu ia adivinhar que até a pílula poderia falhar?
Paola - Eu não posso dizer que não sabia. Minha mãe sempre me informou a respeito de tudo. Mas sabe como é... Você vai meio na sorte.
Daniele - Eu posso dizer a mesma coisa que a Paola. Não foi por falta de informação. Mas acontece que quanto mais liberdade a gente tem, mais quer provar. E, na hora da empolgação, quem vai pensar em gravidez? Vamos que vamos!
2) Como vocês se sentiram quando tiveram a confirmação que estavam grávidas?
Renata - Assustada, apavorada, tudo ao mesmo tempo e no mesmo minuto. Peguei o exame e fiquei com ele na mão por duas horas. Eu não acreditava que aquilo estivesse acontecendo comigo. Como é que pode? Eu fui ao laboratório fazer um exame de anemia, nem desconfiava que estava grávida. Minha menstruação estava vindo normalmente, por que iria desconfiar? Na verdade, eu estava grávida de quatro meses e não sabia.
Rinália - Minha menstruação não desceu, mas eu não estava suspeitando de nada. Até tomei remédio para ver se regulava. Fiz teste de farmácia e fiquei na mesma. Mas quando tive a confirmação do exame de laboratório, comecei a chorar. Eu só pensava: “O que vai ser da minha vida? O que a minha mãe vai dizer?”. Mas, ao mesmo tempo, eu fiquei feliz. É muito confuso. Parece que passa um furacão de emoções em segundos.
Ellen - Eu andava com cólica, mas achei que era do remédio. Até que a dor aumentou e eu fui à médica sem dizer nada à minha mãe. Quando contei que minha menstruação estava atrasada e ela pediu um exame, ainda pensei: “Tudo bem, ela vai dar com a cara no muro. Imagine se estou grávida!”. Mas quando veio a confirmação, eu desmontei. Gozado, no primeiro minuto me deu uma emoção muito forte. Depois, bateu um medo enorme de tudo: de contar para a minha mãe, da reação do meu padrasto que é supernervoso, de não saber cuidar direito de um bebê...
Paola - Quando eu fiquei sabendo, já estava de sete meses. Minha menstruação estava normal, então eu nem liguei. Só fui ao médico porque achei que estava engordando demais. Quando o médico fez um ultra-som para saber se tinha alguma coisa, foi ele que ficou nervoso. “Menina, você está louca? Daqui a pouco nasce.” E eu respondi: “Pera aí, nasce o que?” E ele: “Você já está de sete meses. Como não sabia?” Aí eu apaguei. Comecei a chorar e a dizer que nunca mais ia sair daquela sala. Como eu ia enfrentar minha família?
Daniele – Eu sabia que estava grávida, mas não queria admitir. Tanto é que escondi até os quatro meses. Na minha cabeça, eu até achava que poderia esconder pra sempre, que ninguém nunca ia ficar sabendo e que, de algum modo, eu ia dar um jeito no assunto. Até que não deu mais e falei com meu namorado. Quando ele me levou ao médico, que depois do exame me aconselhou a fazer o pré-natal, é que caiu a ficha. Meu namorado ficou feliz e eu dizia que não poderia ter a criança de jeito nenhum. Como eu iria encarar todo mundo?
3) Foi difícil contar para os seus pais? E depois? Vocês se sentiram apoiadas pela família?
Renata – Levei mais de um mês pra contar. No fim, foi minha irmã, a meu pedido, que acabou falando com a minha mãe. Ela ficou chateada por não ter contado antes. Bem que eu queria, mas tinha medo. Imagine como fiquei atormentada. No começo, todo mundo na minha casa ficou abalado, mas depois eu tive apoio total. Hoje, a minha filha é o centro da família.
Rinália – Eu já trabalhava como modelo desde os 13 anos. Era independente financeiramente, achava que já era adulta. Mas na hora tremi na base. Minha avó, com quem eu morava em Porto Alegre, levou um choque. Minha mãe, que morava em Santa Catarina, só soube brigar por telefone, pressionando para que eu tirasse a criança e dizendo que minha vida ia virar um inferno. O interessante foi o meu pai. Quando eu cheguei em casa, lá estava ele. Veio de Brasília só para me ver. Foi o único que me deu apoio, pelo menos naquele momento. Bom, depois acho que se acostumaram com a idéia. Minha mãe até que escrevia cartas lindas. Meu pai telefonava sempre. Mas eu tive mesmo que me virar sozinha.
Ellen – No primeiro momento, foi barra. Tinha medo de falar, principalmente pela reação do meu padrasto. Depois tive que ter uma força de vontade para não ceder à pressão. Todo mundo queria que eu não tivesse a criança. Mas enfiei na cabeça que ia tê-la de qualquer maneira.
Paola – Eu contei logo que eu cheguei do médico e tive apoio total da minha família. Estava tão nervosa que a minha mãe chamou uma psicóloga para conversar comigo. Meu pai, que no fundo já sabia, só faltou me pegar no colo. Não me senti desamparada nem um minuto. Só não tive apoio do meu namorado porque ele estava no Japão e nem sabia que eu tinha engravidado.
Daniele – Foi uma guerra. Minha mãe ficou doente. Meu pai não falava comigo. A família do meu namorado nem admitia a idéia de aborto. A minha insistia, dizendo que a responsabilidade de cuidar da criança ia ser toda minha. E eu, no meio do fogo cruzado, sem saber o que fazer. E nós dois brigando até que acabamos o namoro. Só voltamos depois que a minha filha nasceu. Agora, está tudo uma maravilha. As duas famílias querem o bebê.
4) Durante a gravidez, passou pela cabeça de vocês tudo o que teriam que deixar de fazer por ter que cuidar de um bebê?
Renata – A vida muda completamente. Antes, eu só estudava, não tinha que trabalhar, só tinha que cuidar de mim mesma. Quando a minha filha nasceu, repeti o ano e não saia pra nada. Mesmo minha mãe não trabalhando fora, era eu quem cuidava do bebê. As vezes, queria sair um pouco, mas ela não deixava. Eu ficava louca da vida. Hoje acho que a minha mãe tinha razão. Não era justo ela ficar em casa cuidando do bebê. Afinal, a filha é minha. Quando a gente fica grávida muito jovem, acaba perdendo um bocado. Afasta-se dos amigos, para de estudar. E as coisas próprias da adolescência perdem o sentido. De repente, ir a uma festa já não é mais importante.
5) Você começa a se preocupar se a criança ta bem, se está dormindo... É uma mudança radical na vida de qualquer menina.
Rinália – Para mim, no inicio, só importava o meu filho. Mas depois de um tempo comecei a sentir a pressão do que estava perdendo. Com pouca idade eu casei, virei mãe e tinha que cuidar de tudo sozinha. Não estava preparada, nem tinha maturidade para isso. Quantas vezes eu deixei a comida queimar enquanto amamentava meu filho assistindo ao programa da Xuxa! Não adianta... Todo mundo começa a te cobrar uma postura de adulta, mas a gente continua sendo adolescente. A cabeça não muda de uma hora para outra só porque você teve um filho.
Ellen – Ainda não tenho um bebe, mas já sinto que não da mais para curtir as coisas de adolescente. Não saio mais como antes, não fico brincando na piscina nem posso jogar futebol. Como é que eu vou zuar com esse barrigão? Acho que depois vai ser até mais difícil. Não levo o menor jeito para cuidar de criança. É muito complicado pensar que daqui a um tempo vai ter alguém que vai depender só de mim.
Paola – Sempre saio pouco, e até esse pouco eu perdi. Mas ai pensei: “Posso fazer tudo isso mais tarde junto com minha filha!”
Daniele – Será que você vai levá-la junto quando for namorar?
Rinália – Como você vai fazer com ela num programa by night?
Daniele - Sempre fui muito paquerada onde moro. Aí eu pensei: “Ai meu Deus, quando souberem que estou grávida, meu ibope vai despencar. Ninguém mais vai querer ficar comigo”. Parei de estudar porque tinha vergonha de ir à escola. Hoje esta tudo bem. Como minha mãe cuida do bebê, posso sair como qualquer menina da minha idade.
6) Vocês se sentiram inseguras em relação às mudanças do corpo? Tinham ciúme do namorado, ficaram com medo de perdê-lo porque estavam engordando?
Renata – Eu me achava linda grávida. E nunca me preocupei se meu ex-namorado ia procurar outra menina. Quanto ao ciúme, eu já tinha muito antes de engravidar.
Rinália – Fiquei insegura devido à minha profissão. Achei que minha carreira, que tinha começado tão bem, havia ido pro espaço. Mas depois do nascimento do meu filho, meu corpo voltou ao normal. Mas que bate insegurança bate.
Ellen – Estou me sentindo insegura, com ciúme, enorme de gorda, a última das criaturas. Vejo aquelas menininhas de miniblusa e shortinho e não tenho coragem de usar. Outro dia me recusei a usar biquíni. Eu me enxergo, caramba! Morro de vontade de usar blusa curta e calça de cintura baixa, mas minha mãe diz que é meio depravado.
Paola – Como meu namorado estava longe, no Japão, não me senti insegura em relação a ele. Até mandei uma foto de biquíni quando estava grávida! Agora, se quando ele voltar não quiser mais ficar comigo, o que eu posso fazer?
Daniele – Olha, eu não me sentia insegura, não. Ao contrario. Como eu sou muito magrinha, até gostei de ter engordado um pouco... E o legal é que meu namorado fez de tudo para demonstrar que gostava de mim do mesmo jeito.
7) As pessoas continuam olhando torto para uma menina grávida?
Renata – Com certeza! A primeira coisa que dizem é: “Coitadinha!” Essa é a palara-chave. Depois, o que eu não agüentava escutar era: “Coitado do seu pai”. Eu ficava louca da vida com isso! Eu não tinha feito nada pra ele. Era como se eu tivesse aprontado a pior coisa do mundo.
Rinália – Primeiro, olham na tua mão para ver se você tem aliança. Se não tem, é um deus-nos-acuda. Depois te olham tão novinha, com aquele barrigão, e com certeza pensam: “É uma galinha”. Muitos viram pra você e dizem: “Puxa, será que não podia ter esperado até casar?”
Paola – Eu só percebi o preconceito depois que a minha filha nasceu. Alguém chegou a dizer “Nossa, nem precisa fazer o exame de DNA. Ela é a cara do pai”. Deu vontade de responder: “Teste de DNA pra que? Ou você esta achando que eu andei com todo mundo no bairro??”
8) Quando a menina fica sozinha depois da gravidez, vocês acham que é mais difícil arrumar um namorado porque já tem um filho?
Renata – No meu caso não foi. Meu namorado é dois anos mais novo e não se importa por eu ter uma filha.
Rinália – Pra mim também não foi difícil. Eu casei com o pai do meu filho, mas não deu certo. É aquela velha historia. Empurraram dois adolescentes para o casamento sem nenhuma maturidade pra isso. Depois, quando meu filho tinha 4 anos, conheci o Alexandre. Pra ele tudo bem, mas pra família dele foi um choque. Me acharam uma aproveitadora. Como se eu fosse ficar com ele pra ser sustentada!
Paola – Acho que os meninos estão mudando e não ligam muito. Eu digo isso pela força que os meus amigos me dão. Acho até gozado quando alguns me dizem que minha filhinha precisa ter pai. Eu sempre digo: “Espera ai. Pai ela tem. Ele só esta longe”
Daniele – Não sei, eu acho que não. Pelo menos os caras que eu conheço acham que, se a menina já é mãe, a cabeça dela deve ter mudado e a gente já não é mais tão criança.
9) Se vocês pudessem enxergar com muita clareza todas as mudanças que uma gravidez iria trazer, teriam mais cuidado, enfim, esperariam para ter o filho depois?
Paola – Eu, sim. Eu tinha uma idéia do que poderia ser, mas como disse, tinha aquela esperança de que comigo ia dar tudo certo. Se eu tivesse tudo na cabeça, com certeza tomaria muito mais cuidado.
Daniele – É uma coisa que acontece... mas sim, com certeza.
Renata – Eu me preveniria, sim, deixaria para ter o filho mais tarde.
Ellen – No meu caso, não foi falta de prevenção.
Rinália – Sabe o que acontece? A gente quando é adolescente é muito eu posso, eu sei, eu consigo. A gente não leva em conta a opinião de mais ninguém, só a nossa. Eu passei a dar muito mais valor a meus pais depois que tive meu filho. Tanto que meu segundo filho foi muito planejado.
10) Vocês pararam de estudar quando ficaram grávidas? Quais os planos para o futuro?
Renata – Eu parei. Quando tive a minha filha, repeti o ano. Mas depois voltei a estudar e já terminei o colegial. Este ano vou tentar o vestibular para Fisioterapia.
Rinália – No ano em que fiquei grávida, “rodei” em duas matérias e parei. Depois de nove anos, no ano passado retomei meus estudos e estou fazendo supletivo junto com um curso de teatro. Espero continuar a estudar, trabalhar, cuidar dos filhos, da casa, do marido.
Ellen – Fiz matricula para o supletivo, mas tive que trancar. Mesmo assim, vou fazer as provas ainda este ano. Pretendo continuar trabalhando e ir pra frente cada vez mais. Acho que meu filho, ou filha, porque ainda não sei o sexo do bebê, vai me dar muita garra para continuar a lutar, por mim e por ele.
Paola – Continuo estudando no colegial e não penso em parar. Volto a trabalhar em maio. Quando terminar o colégio, penso em fazer uma faculdade e estudar inglês e japonês.
Daniele – Eu parei de estudar no ano passado quando fiquei grávida. Agora pretendo voltar a fazer supletivo. Espero conseguir retomar meus estudos e, um dia, me formar na faculdade, até para que eu possa cuidar melhor da minha filha.
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